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As três bandeiras do agronegócio

| 18/06/2007

Para Carlo Lovatelli, presidente da Abag, as prioridades para o campo são reduzir o custo Brasil, buscar a segurança fundiária e tornar a atividade sustentável

 

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Em agosto do ano passado, a Associação Brasileira de Agribusiness (Abag) realizou, em São Paulo, um congresso com o objetivo de debater as principais estratégias para o futuro do agronegócio brasileiro. Na ocasião, foi elaborado um documento com 15 propostas, posteriormente entregue aos principais candidatos a presidente da República - a idéia era obter um compromisso público dos políticos para a solução dos principais problemas que afetam a competitividade do setor. De todas as propostas apresentadas, o presidente da Abag, Carlo Lovatelli, destaca três como as mais urgentes: a redução do custo Brasil, a busca da segurança fundiária e o desenvolvimento de um agronegócio em bases sustentáveis.

A redução do custo Brasil, segundo Lovatelli, depende essencialmente de uma ampla reforma tributária para eliminar inúmeras distorções, como a guerra fiscal provocada pela cobrança de diferentes alíquotas de ICMS nos estados. De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), no período de 1998 a 2004 foram editadas cerca de 220 000 normas tributárias no país. "Estamos perdendo competitividade por causa da alta carga tributária", diz Lovatelli. "Pior ainda, estamos exportando renda e emprego para outros países", afirma, referindo-se à migração de indústrias esmagadoras de soja para a Argentina. Além da isonomia do ICMS em todo o Brasil, a Abag propõe a isenção do PIS e da Cofins nos insumos e produtos agropecuários, bem como a implantação de um Simples Agropecuário, transformando produtores rurais pessoas físicas em jurídicas. Outro fator que onera o custo Brasil são as deficiências na infra-estrutura de escoamento da produção. "Precisamos de investimentos urgentes em todos os modais de transporte, em portos e em armazenagem", diz Lovatelli. No Brasil, segundo a Abag, o custo logístico representa 16% do PIB, enquanto a média internacional aceitável gira em torno de 10%.

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