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Com o peso de quem poderia tirar, de um minuto para o outro, 2 bilhões de dólares do Brasil, o economista Antoine van Agtmael acredita falar pela maioria dos investidores estrangeiros ao garantir que a economia brasileira não será abalada por Hugo Chávez. Nos primeiros dias de 2007, o líder venezuelano deu o tom de seu próximo mandato ao trombetear a intenção de nacionalizar empresas dos setores de telefonia e energia e ao ampliar sua influência na América Latina com a posse do aliado Rafael Correa, no Equador. As ações de Chávez já vinham mantendo os investidores com um pé para fora da Venezuela, mas agora provocam o temor de que seu efeito repelente se alastre por todos os países latinos, incluindo o Brasil - uma previsão rechaçada de bate-pronto por van Agtmael, dono de uma experiência de 30 anos no trabalho com mercados emergentes.
Fundador da Emerging Markets Management, empresa de investimento dos Estados Unidos que administra 20 bilhões de dólares, van Agtmael é o pai do termo "mercados emergentes", cunhado quando o economista trabalhava na International Finance Corporation, braço de investimento privado do Banco Mundial. Ele acredita que países como os do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), além de México e Chile, continuam sendo a bola da vez na economia mundial - fato comprovado pela força que suas empresas vêm mostrando - e nem mesmo os gritos de Chávez farão os investidores se esquecerem disso. Foi o que disse van Agtmael em entrevista concedida ao Portal EXAME, poucos dias depois do lançamento de seu novo livro The Emerging Markets Century, publicado nos Estados Unidos na segunda semana de janeiro de 2007.
PORTAL EXAME - A economia brasileira está forte o suficiente para resistir a possíveis temores de investidores quanto às decisões de Hugo Chávez na Venezuela?