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A agência de classificação de risco Fitch melhorou o teto país de 40 países nesta quinta-feira (17/8), entre eles o Brasil. Trata-se de uma nota atribuída pela agência a cada país que indica o risco de que medidas adotadas pelo governo dificultem ou impeçam o setor privado de converter recursos em moeda estrangeira e enviá-los aos credores no exterior.
As classificações variam de "AAA" a "D", sendo quanto mais próximo do AAA, menor o risco. No caso do Brasil, o teto país subiu de "BB" para "BB+". África do Sul, Armênia, Aruba, Bulgária, Cabo Verde, Cazaquistão, Chile, Chipre, Colômbia, Coréia do Sul, Costa Rica, Croácia, El Salvador, Estônia, Filipinas, Guatemala, Hong Kong, Hungria, Indonésia, Israel, Letônia, Lesotho, Lituânia, Macedônia, Malásia, Malta, México, Namíbia, Panamá, Peru, Polônia, República Tcheca, Romênia, Rússia, Eslováquia, Taiwan, Tunísia, Turquia e Uruguai também tiveram a nota elevada. Essa modificação é decorrente de uma revisão na metodologia de cálculo realizada pela Fitch. Ao todo, 99 países foram reavaliados, mas só 40 tiveram a nota elevada. De acordo com a agência, a alteração foi necessária devido ao aumento no fluxo de capitais e de mudanças no controle cambial de várias nações, como Rússia e Brasil. O fortalecimento das políticas cambial e monetária e a crescente participação dos países emergentes na economia global também incentivaram a agência a rever sua metodologia de cálculo.