
A Microsoft não gosta de ficar de fora de nenhuma festa, e acabou de lançar um novo site de relacionamento, chamado Aggreg8 (leia o numeral em inglês para entender o nome do site: "aggregate").
O curioso é que o serviço é voltado justamente para o público que mais gosta de falar mal da Microsoft: os especialistas em tecnologia. A idéia do site é que programadores, administradores de rede e desenvolvedores possam trocar "scripts, códigos, ferramentas e dicas".
O interessante é que os termos de uso para qualquer site da Microsoft dizem que qualquer tipo de material ali postado podem ser apropriados pela empresa. Ou seja, quaisquer dicas ou códigos colocados no Aggreg8 podem ser apropriadas e utilizadas pela Microsoft em seus próprios produtos.
É claro que comentários em espaços públicos como Orkut ou fóruns de discussão podem (e muitas vezes são) apropriados por outros. Mas não pelos donos do espaço e, acima de tudo, nunca para fins comerciais.
Algo me diz que o Aggreg8 já começou desagregando o seu público-alvo...
Publicado em 13/11/2006 - 16:59
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Um novo vírus para o sistema operacional Mac OS X foi descoberto na semana passada. É o Macarena.
OK. Menos de 50 máquinas foram infectadas, era apenas uma prova de conceito, só atingia os Macs mais novos (que funcionam com chip Intel) e, ainda por cima, causava poucos danos. Veja bem. Sou usuário de PC e não tenho nada quem contra usa Mac. Mas permita-me saborear esse momento de Schadenfreude. Tenho alguns amigos fanáticos por Apple, que não se cansam de tripudiar sobre os pobres mortais que insistem no Windows. Falam da beleza exterior de seus computadores, da elegância insuperável do software desenvolvido pela Apple e, claro, arrematam dizendo que nem precisam usar antivírus, pois os Macs são naturalmente imunes.
E é bem provável que todos esses argumentos continuem sendo verdadeiros. O próprio autor do Macarena teve grandes dificuldades para criar o vírus, de acordo com comentários que ele registrou nas entrelinhas do código. "Tantos problemas para um código tão pequeno", desabafou o hacker. É verdade. Os Macs são mesmo muito mais seguros do que o Windows. Desde fevereiro, seis dessas provas de conceito já foram descobertas, mas nenhuma se tornou uma ameaça no mundo real. Os grandes interessados em divulgar esse tipo de notícia são os vendedores de programas de segurança. Mas não deixa de ser um pequeno alento para um usuário de PC cansado de ouvir desaforos dos convertidos à seita de Steve Jobs.
Publicado em 06/11/2006 - 15:29
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A última vez que troquei de celular, ouvi de um amigo: "Mas por que não fazem um modelo simples, mas eficiente? Que seja bom para falar e que tenha uma bateria que dure muito tempo? Não quero câmera, MP3, filmadora etc. etc. etc."
Pois a Motorola deve lançar até o fim do ano um celular "pelado". O modelo é destinado a clientes de países emergentes, mas com certeza vai interessar a quem queira um apenas e tão somente um celular simples e descomplicado.
A principal novidade do Motofone é a tecnologia E-Ink. Telas coloridas e iluminadas são hoje o principal consumidor de bateria dos telefones. Com a tela E-Ink, gasta-se energia apenas para trocar a informação mostrada. Feito isso, ela fica lá, sem exigir da bateria. A tecnologia E Ink é a mesma usada no livro eletrônico Sony Reader, recém-lançado.
Ainda não há informações sobre preço e data de lançamento no Brasil.
Publicado em 01/11/2006 - 12:48
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O Google quer acabar com o spam nas 20 línguas mais faladas da internet. É o que diz um documento interno que foi para nas mãos de um dos inúmeros blogs que vivem de especular e comentar cada movimento do gigante da internet.
O documento, intitulado "Grandes Objetivos e Diretrizes - 2006", lista uma série de metas que a empresa se propõe a cumprir este ano. Não se sabe a data, mas é de se imaginar que não seja recente. Um dos tópicos pede ênfase no Google Video, o que deve ter mudado com a compra do YouTube. Há poucos detalhes, mas alguns dos outros objetivos são uma visão interessante sobre o que acontece em uma das empresa mais admiradas do mundo:
. Produzir 10 MW de energia limpa para que a empresa seja neutra, ou seja, não contribua para a disseminação de dióxido de carbono na atmosfera;
. Tornar-se o maior laboratório do mundo de inteligência artificial;
. Espalhar as ferramentas do Google Pack (uma série de programas que os usuários podem instalar nos seus PCs) muito além dos 60 milhões já distribuídos;
Via Slashdot.
Leia o post original do Google Blogoscoped aqui.
Publicado em 27/10/2006 - 12:28
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Além do preço (1,65 bilhão de dólares em ações), o grande assunto discutido na compra do YouTube pelo Google foi a questão da vulnerabilidade legal que o site de vídeos representaria. Como se sabe, boa parte do conteúdo existente no YouTube é protegido por direitos autorais. Bastaria um bom advogado para levar o serviço à falência -- ou, pelo menos, tirar um bom dinheiro dos novos donos.
Mas um artigo publicado hoje pela revista eletrônica Slate diz que esse problema pode não existir, no fim das contas. Graças a um pequeno detalhe da lei americana que rege a propriedade intelectual na internet, o YouTube pode estar a salvo dos processos que arruinaram o serviço que foi o pai de todos os piratas, o Napster.
Grosso modo, a lei diz que sites que hospedam conteúdos colocados pelos usuários são obrigados a tirá-los do ar caso os donos dos direitos autorais se sintam lesados. E isso o YouTube faz com freqüência. A lei é do começo da década, mas só agora se entendeu por que ela cai como uma luva para sites que dependem da participação do usuário.
Veja o exemplo: uma emissora de TV acha um clipe de um programa seu no YouTube. Se ela considerar o material uma boa promoção, não faz nada e aproveita da publicidade gratuita. Se, do contrário, achar que está perdendo algo, pode simplesmente notificar os administradores do site e voilà: o conteúdo sai do ar e, com ele, afasta-se a possibilidade de um processo contra o YouTube.
A idéia é nova, e é claro que será testada nos tribunais. Mas o Google tem muito dinheiro e ótimos advogados. Essa briga promete.
Leia aqui o artigo original, em inglês.
Publicado em 26/10/2006 - 19:43
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Sérgio Teixeira Jr.
Sérgio Teixeira Jr., editor de Exame e responsável pelo Portal Exame, escreve sobre as novidades no mundo da tecnologia. steixeira@abril.com.br Camila Fusco Camila Fusco é repórter da editoria de Tecnologia da revista EXAME camila.fusco@abril.com.br Denise Dweck Denise Dweck é repórter da editoria de Tecnologia da revista EXAME denise.dweck@abril.com.br ![]() |
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