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O Google Phone não existe

E então que muita gente está animada com o tal celular Google, que deve chegar à operadora americana T-Mobile nas próximas semanas. Vários sites estão publicando fotos que "vazaram" na internet.

Bem, desculpe decepcioná-lo, mas não existe celular do Google.

O que existe é um sistema operacional do Google, chamado Android. Esse sistema vai estar presente em dezenas, centenas de aparelhos (se der tudo certo para o Google, é claro). Portanto, qualquer comparação do iPhone e este primeiro "Gphone" -- ou qualquer um dos que vêm aí -- é indevida.

É claro que está no software, cada vez mais, a diferença entre dois celulares. E o Android tem tudo para ser um concorrente à altura do sistema do iPhone. Ele vai ter um ótimo aplicativo de mapas, por exemplo: o Google Maps. Também não deve fazer feio no navegador de internet. E também vai contar com muitos programas criados por desenvolvedores externos. Já se sabe que haverá o Android Market, um repositório central onde estarão todos os aplicativos desenvolvidos para o sistema operacional de celulares do Google. (Até mesmo a Microsoft considera criar uma grande loja de programas, que se chamaria Skymarket.)

Mas a integração entre o software e o hardware não é trivial. A Apple só coloca o Mac OS nas máquinas que ela própria fabrica, com os componentes que ela própria escolhe. Isso significa um computador mais caro e uma fatia de mercado menor. Mas também significa uma garantia de compatibilidade do código com as peças que vão rodá-lo.

A estratégia da Microsoft -- e do Google, no mundo dos celulares -- é bem diferente. Seus sistemas podem funcionar em vários tipos de equipamento. Isso é bom, pois ajuda a baixar o preço e dá mais flexibilidade ao usuário. Mas ninguém sai por aí dizendo que comprou um laptop da Microsoft. Certo?

Portanto, caso você esteja esperando o primeiro celular Android, saiba que você quer um HTC Dream, fabricado pela HTC, uma empresa de Taiwan. E saiba também que muitos outros Androids virão por aí.


Sérgio Teixeira Jr.

Publicado em 01/09/2008 - 18:10


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Mobile marketing em alta

O mercado de mobile marketing está mesmo aquecido. Depois de a Spring Wireless arrematar a Okto, agora é a vez da Compera nTime também fechar negócio no ramo. A empresa, com faturamento de 30 milhões de reais, decidiu investir na incorporação da Movile, que fatura 1 milhão de reais -- o valor do investimento não foi divulgado.

Segundo Fabrício Bloisi, presidente da Compera nTime, a intenção da aquisição da companhia é partir para o negócio de campanhas de marketing, panfletos virtuais e patrocínio de conteúdo no celular. Até então, a empresa não atuava nessa área e concentrava suas operações no desenvolvimento de aplicações como alertas diários, ferramentas para atualização de blogs, comunidades e do Orkut pelo celular, além de veiculação de vídeos e TV nos dispositivos móveis. No segmento corporativo, desenvolve plataformas para automação de força de vendas e acesso remoto a sistemas corporativos.

A Compera nTime nasceu de uma fusão realizada no fim do ano, e tem entre seus acionistas a Rio Bravo Investimentos e a Naspers, empresa de mídia sul-africana com participação no capital da Editora Abril, que edita EXAME. A companhia mantém operações em Campinas, Rio de Janeiro e São Paulo. Hoje, o faturamento da empresa está dividido 80% em entretenimento e 20% serviços corporativos.

Ao que tudo indica, o setor de mobile marketing está no auge da consolidação. Alguém arrisca quem será a próxima a ser digerida?


Camila Fusco

Publicado em 01/09/2008 - 12:30


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Jobs, Mandela e Reagan: mortes prematuras na web

Um dia depois de a Bloomberg ter publicado por engano o obituário de Steve Jobs, fundador da Apple, a CNN disserta em seu blog sobre tudo o que pode dar errado por culpa de um único botão. No post, a publicação reconhece que não são poucos os estragos feitos por conta de um comando errado, especialmente quando se trata do voraz ambiente da web. Em abril de 2003, por exemplo, a CNN ´matou´ antes da hora nomes como Fidel Castro, Dick Cheney, Nelson Mandela, o papa João Paulo II e Ronald Reagan. Esses dois últimos já morreram, mas os demais continuam tão vivos quanto Steve Jobs -- sinal de que, pensar duas vezes antes de acionar o botão ´publicar´pode ser a ação mais prudente quando se fala de internet, especialmente porque tirar a nota do ar rapidamente nem sempre resolve. Sempre vai ter alguém de plantão disposto a tirar uma cópia da tela para mostrar aos colegas, como fez prontamente o Gawker ao se deparar com o texto sobre Jobs e a lista de personalidades para repercutir sua ´morte´ - nomes como Bill Gates, Al Gore e até uma ex-namorada de Jobs, Heidi Roizen estavam nela.

É certo que é comum do jornalismo fazer obituários de personalidades para abastecer os arquivos das redações, e um ou outro deslize quando a situação do sujeito não é crítica, apesar de vergonhosa, não tem efeitos muito maiores. No caso de Jobs, porém, só serviu para trazer de volta à tona as especulações sobre a saúde do executivo. Desde o lançamento do iPhone 3G, em junho, quando apareceu bem mais magro e com menos atividade do que o normal para um evento de lançamento - deixou boa parte dos discursos sobre as funcionalidades do aparelho para outros funcionários da Apple -, o estado de saúde de Jobs levanta suspeitas. Especialmente sobre se houve ou não alguma outra manifestação de seu câncer pancreático, supostamente eliminado quatro anos atrás.

Não se sabe se a Bloomberg teve alguma outra informação sobre a saúde de Jobs para atualizar seu obituário - é bem provável que não, porque se tivesse, talvez tivesse publicado uma notícia sobre o assunto. Coincidência ou não, as ações da Apple caíam 2,17% na Nasdaq na tarde dessa sexta-feira, abaixo dos 170 dólares. Especulações e erros de comando de internet à parte, a verdade é que o assunto voltou...

Camila Fusco

Publicado em 29/08/2008 - 16:59


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iPhone 3G: reserva por 100 reais

A Claro informou há pouco que está entrando em contato com os interessados em comprar o iPhone que preencheram o cadastro em seu site. A operadora oferece como opção a reserva do aparelho por 100 reais, valor que será descontado do preço final - ainda não informado pela Claro. A operadora também não informou quando deverão começar efetivamente as vendas, mas a Macworld diz que será em setembro.

Conversando com uma atendente da operadora há pouco no bate-papo online, descobri que o pagamento desses 100 reais poderá ser à vista e via cartão de crédito das bandeiras American Express, Dinners, MasterCard e Visa. Ela inclusive me deu um exemplo: ´Se o iPhone 3G custar 2 500 reais mas descontando os 100 reais da reserva, o cliente pagará 2400,00 reais´ -- será um indício do preço real ou foi só chute?

Depois disso, me falou a atendente, a operadora retornará o contato para informar os planos, tarifas, preço do aparelho e finalizar a compra. A retirada do aparelho será feita em uma loja da Claro em um prazo de até 60 dias após o contato. Segundo ela, assim que o cliente pagar os 100 reais, terá até dois meses para ter o aparelho em mãos - e nesse meio tempo será informado sobre o preço do aparelho. Os contatos com os cadastrados começou hoje.

Sobre a devolução do dinheiro da reserva: caso o usuário desista em até 7 dias após o pagamento da taxa de 100 reais ou a Claro não entregue o iPhone 3G em até 60 dias, o cliente terá a devolução do valor pago pela reserva. -- o que ela não explicou é se o comprador desistir depois dos 7 dias pós-pagamento dos 100 reais. Ele perde esse dinheiro? Boa pergunta...

Ainda na conversa no chat online, perguntei se o pagamento de 100 reais está disponível só para clientes de outras operadoras, mas ela disse que não. Me informou que mesmo clientes Claro que já se cadastraram no site manifestando interesse pelo iPhone, terão a opção de reservar o aparelho por esse valor.

O iPhone foi homologado pela Anatel no dia 12 de agosto, em tempo recorde, e desde lá, as operadoras correm para lançar o aparelho. Na América Latina, o aparelho estreou na última sexta-feira, dia 22.


Camila Fusco

Publicado em 27/08/2008 - 17:37


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HP e EDS: estrutura pronta para a união

Ainda não existe previsão para quando a HP e a EDS devem unir efetivamente as operações no Brasil. Mas quando o sinal verde regulatório for dado para a incorporação local, as operações de serviços da HP Brasil já estarão prontas para encaixar as da EDS. Explicando melhor: a unidade de serviços -- que é a que será mais impactada com a incorporação da EDS -- já tem divisões que facilitarão a digestão da nova empresa.

Ainda no primeiro semestre, a HP fatiou a unidade de serviços em: serviços de tecnologia, outsourcing e consultoria -- todos dentro da área de TSG, Tecnology Solutions Group, que envolve também produtos como servidores, storage e software. A estratégia, que seguiu determinações globais, caiu como uma luva com a aquisição. Com as divisões já feitas, fica mais fácil transferir as operações -- deverão passar para a EDS as divisões de outsourcing e consultoria de aplicações. Os funcionários da HP também serão realocados.

No Brasil, desde meados de maio -- quando a intenção da aquisição foi anunciada -- times com integrantes das duas empresas foram formados no Brasil para preparar um processo de integração suave. Segundo Denoel, essas equipes vêm trabalhando desde então e a missão será trabalhar aspectos culturais, de comunicação, além de preparar as formas de abordagem ao mercado e a integração dos modelos de negócio.

´EDS, uma empresa HP´

Quem acompanhou o mercado de TI na época da digestão da Compaq, em meados de 2002, talvez se lembre de algo muito peculiar que a HP fez. A companhia tentou transmitir a realidade da nova companhia aos seus funcionários - e também ao mercado - com o título ´Nova HP´. Vários meses depois da aquisição ainda ouvia-se ao telefone um sonoro ´Nova HP, bom dia´.

Conversei com o Denoel a respeito, e ele me disse que seis anos atrás chamar a empresa de ´Nova HP´ fazia sentido porque era uma fusão de porte admirável. Eram duas empresas praticamente do mesmo porte que estavam se unindo e era necessário fazer com que no dia-a-dia os funcionários, os parceiros e os clientes percebessem o novo momento. No caso da EDS, que tem um porte menor que o da HP, essa transmissão e a adaptação cultural vai ser um pouco diferente. A EDS utilizará um adendo à marca, ´EDS, uma empresa HP´, para indicar sua nova realidade.

Em um relatório, a consultoria Ovum aponta que a integração da EDS não será um bicho de sete cabeças para a HP, que, desde a chegada do CEO Mark Hurd, em 2005, já fez 20 aquisições – claro que não do tamanho da EDS, mas em iniciativas que contribuíram para aumentar a experiência da HP sobre o assunto... É inegável, porém, que esse segundo semestre vai ser de bastante mão na massa para a HP. Ao mesmo tempo em que comanda o início da fagocitose da EDS, a empresa vai ter que trabalhar para fechar os números, afinal, outubro é o último mês do ano fiscal da empresa.

Mas apesar de todo o trabalho que vem por aí, a sensação é de ânimo entre todos os executivos da empresa, entre eles Ann Livermore, responsável pela área de TSG que esteve no Brasil em julho. Dizem os analistas que esta era a grande aquisição que faltava à HP para fortalecer suas operações de serviços e brigar por esse mercado tão promissor. Agora que a luz verde foi dada, ninguém duvida que a corrida pelas oportunidades será grande – especialmente sob o comando do ultracompetitivo CEO Mark Hurd.


Camila Fusco

Publicado em 27/08/2008 - 10:13


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Sérgio Teixeira Jr.
Sérgio Teixeira Jr., editor de Exame e responsável pelo Portal Exame, escreve sobre as novidades no mundo da tecnologia.

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Camila Fusco

Camila Fusco é repórter da editoria de Tecnologia da revista EXAME

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Denise Dweck

Denise Dweck é repórter da editoria de Tecnologia da revista EXAME

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