As redes sociais continuam em alta, apesar do avanço do Twitter -- que para muitos representa uma concorrência que se avizinha. Segundo um estudo divulgado hoje pela consultoria comScore, em maio, 734,2 milhões de pessoas visitaram as redes sociais no mundo.
Isso significa que 66% da população mundial com 15 anos ou mais acessou esse tipo de site a partir de casa ou do trabalho naquele mês. Em média, foram 3,7 horas passadas nas redes sociais.
Surpreendentemente, o país líder em audiência foi a Rússia, entre os 40 países avaliados pela comScore. Os russos passaram em média 6,6 horas navegando nas redes sociais - principalmente no Vkontakte.ru, maior site do gênero do país. O Vkontakte tem 14,3 milhões de visitantes únicos e, junto com os igualmente esquisitos Odnoklassniki.ru e Fotostrana.ru, deixou o Facebook bem para trás, com 616 000 usuários.
Mike Read, vice-presidente da comScore na Europa, atribui a liderança da Rússia a fatores geográficos. "Em um país grande como a Rússia, as redes sociais representam uma forma de conectar pessoas de um lado a outro país".
O Brasil foi o vice nessa lista de tempo gasto nas redes sociais. Foram em média 6,3 horas, à frente de Canadá (5,6), Porto Rico (5,3) e Espanha (5,3). Os Estados Unidos aparecem em nono lugar, com 4,2 horas.
Há exatamente uma semana, o iG anunciou uma parceria inédita de conteúdo com a rede social MySpace, conforme notícia em primeira mão neste blog. Depois da informação do encerramento do escritório do site de relacionamento no Brasil, porém, o que vai acontecer?
De acordo com o iG, nada. Como o acordo foi firmado com o MySpace Inc, a matriz internacional, tudo continua da forma como foi previsto inicialmente.
A parceria prevê o compartilhamento de tecnologia e conteúdo e os internautas terão na homepage do iG acesso direto ao MySpace.
Como a Camila explicou em seu post, no conteúdo do portal também estarão incluídos links para perfis de artistas, cantores, vídeos, blogs e comunidades no MySpace.
A informação tranquiliza inclusive quem entendeu que o site sairia do ar. Para os usuários tudo vai continuar exatamente como era antes.
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica deu sinal verde à aquisição da Microsol, empresa brasileira de estabilizadores e equipamentos para energia, pela APC, norte-americana controlada pela Schneider Electric. Com a fusão, a APC hoje com cerca de 100 funcionários herda 300 funcionários e as operações da brasileira no Ceará (onde está instalada a fábrica), Bahia e São Paulo.
Conversei com Jesus Carmona, presidente da APC no Brasil, e ele me contou que são poucas as sobreposições entre as duas empresas em produtos a APC trabalha principalmente com equipamentos corporativos de grande porte, enquanto a Microsol atua em aparelhos domésticos e para pequenas e médias empresas. As funções administrativas, porém, deverão ser reformuladas.
Um dos aspectos interessantes da aquisição da Microsol é a possibilidade de a APC trazer para o Brasil a fabricação dos produtos que hoje são importados. Segundo Carmona, 20% dos equipamentos vendidos por aqui chegaram a ser feitos localmente, tempos atrás, mas por mudança na estratégia, a produção foi descontinuada. Com a absorção da fábrica da Microsol -- com 2 500 metros quadrados --, existe possibilidade de a empresa produzir aqui novamente.
"Com certeza é meta trabalhar nos processos de qualidade para trazer a fabricação para o Brasil. É um objetivo de médio prazo, entre dois e três anos, para as operações de Fortaleza", disse. No ano passado, a Microsol faturou 47 milhões de dólares.


