Buscar

Olá, .

Sair

Para usar o Portal EXAME você precisa estar autenticado

Entrar
 
 


É do Brasil-sil-sil

Aconteceu o que parecia óbvio para muitos e que uma própria alta executiva da empresa disse ser uma "evolução natural": toda a gestão do Orkut vai passar para o Google Brasil.

A mudança ainda está em andamento, e os responsáveis por ela preferem esperar um tempo antes de relatar em detalhes como será a nova gestão do serviço de maior audiência do Brasil. Mas a decisão já foi tomada. O Orkut será um dos raros produtos do Google totalmente gerenciados e desenvolvidos fora da sede, em Mountain View, na Califórnia.

O desenvolvimento vai ficar a cargo da equipe de 50 engenheiros que o Google tem em Belo Horizonte. Uma ou outra função específica pode ser terceirizada para outros centros, mas todas as decisões sobre o produto vão ser tomadas pelo escritório daqui. Quem está cuidando da transição é Victor Ribeiro, ex-diretor do UOL que foi contratado pelo Google em fevereiro.

"Era uma evolução quase natural", diz Sukhinder Singh Cassidy, responsável pela empresa na América Latina e na região Ásia-Pacífico. "O Brasil tem a maior base de usuários do Orkut no mundo. Vamos aprender com os usuários brasileiros e levar as inovações que saírem do país para o resto do mundo."

Essa notícia é mais um sinal da crescente importância do Brasil nos planos do Google. Como escrevi nesta reportagem exclusiva que está na nova edição de EXAME, o país foi promovido dentro da estrutura mundial da empresa e agora vai comandar toda a América Latina. O presidente do Google Brasil, Alexandre Hohagen, também subiu um degrau na companhia, e vai chefiar as operações da empresa do México até a Argentina.

Depois de anos esquecido em algum canto na sede do Google, quem sabe agora, sob o comando de brasileiros, o Orkut -- e seus 29 milhões de usuários brasileiros -- recebe a atenção que merece.

Sérgio Teixeira Jr.

Publicado em 06/08/2008 - 20:02


comente comentários
 
Ó a Aeiou aí, ó

A Aeiou (pronuncia-se aiou), quarta operadora de telefonia celular de São Paulo, foi apresentada hoje, conforme a repórter Giuliana Napolitano antecipou na noite de sexta-feira.

E aí que apareceu agora à tarde no YouTube o que parece ser um filme de uma campanha de publicidade da Aeiou. Ele foi exibido em uma entrevista coletiva na manhã de hoje.

É um clipe de uma música no clássico estilo We Are The World, cantado por personagens de vários vídeos que fizeram sucesso no YouTube, um quem-é-quem dos mundo viral. O resultado? Bizarro. Bizarríssimo.

Não é tanto pela música, mas pela escolha dos personagens. Estão lá Ruth "sanduíche-íche" Lemos, o pessoal da Dança do Quadrado e as atrizes Maria Alice "Tapa na Pantera" Vergueiro e Cris "Vai tomar no..." Nicolotti. Estão lá também o protagonista de uma esquete do grupo Dez Necessários sobre um traficante homossexual e um dublê de Chris Crocker, o adolescente americano que ficou famoso pedindo que deixassem Britney em paz. Todos são regidos por um anão.
 
Eu acredito em marketing viral e vi já vários exemplos de campanhas de YouTube muito bem feitas. (Uma das minhas preferidas é o rap Tea Partay, da Smirnoff.) Mas tem alguma coisa errada com o filme da Aeiou.

Primeiro, porque esse vídeo, pra mim, faz propaganda do próprio YouTube e das bizarrices que são colocadas lá. Segundo, porque alguns dos personagens ali são o oposto da imagem que uma empresa quer associar à sua marca.

Eu achei o vídeo do traficante muito engraçado. Idem para a música grudenta da Cris Nicolotto. Também dei muita risada com a gagueira da Ruth Lemos. Mas será que isso serve para vender telefone celular? OK, a empresa quer atingir o público jovem, quer ser diferente das outras (que, eu concordo, têm um marketing "comercial de margarina" de embrulhar o estômago). Mas pra mim a Aeiou desistiu de pensar e simplesmente quer pegar carona na criatividade dos outros -- que, diga-se, pode ofender bastante gente.

Ou eu fiquei muito careta ou esse vídeo é obra de algum gênio do marketing.

Ou ambos.

Gênio do marketing já não é. A Denise Dweck acabou de me alertar que a banda Weezer já fez um clipe homenageando várias celebridades do YouTube. Então só resta a opção de eu ser careta.

Veja o vídeo abaixo e, na seqüência, os originais com os garotos-propaganda da Aeiou. O primeiro está com a qualidade bem ruim, pois é uma gravação de imagem de TV. Assim que aparecer uma versão melhor, eu troco. E assista os outros com cuidado. Tire as crianças da sala, coloque um fone de ouvido. Afinal de contas, isso aqui é um blog de família.



O vídeo da Aeiou





Vai tomar no...





O traficante





Leave Britney Alone





Sapinhooooo




Sérgio Teixeira Jr.

Publicado em 05/08/2008 - 19:54


comente comentários
 
"Grande Messenger" para celulares - Adeus SMS?

Há um tempo fiz uma matéria sobre a oferta de serviços de mensagem instantânea para celular, como os tradicionais MSN, Yahoo Messenger, Google Talk e outros mais novos como o Nimbuzz. Conversei com algumas pessoas do setor para discutir se os mensageiros poderiam canibalizar o SMS, grande filão das operadoras. A resposta, em geral, era a de que ainda era cedo para saber o que ocorreria e as operadoras acreditavam, inclusive, que eles poderiam aumentar o volume de mensagens de texto. Um anúncio de hoje mostra que elas estão confiantes nessa possibilidade. E vão com tudo.
 
De acordo com a GSM Association, associação mundial da indústria de telefonia celular, oito operadoras brasileiras (Vivo, TIM, Claro, Oi, Brasil Telecom, Sercomtel, Nextel e CTBC) assinaram acordo para fornecer um serviço de mensagem instantânea que vai funcionar entre todas elas. A idéia é que os celulares terão um aplicativo (embarcado ou obtido via download) que converterá os contatos da agenda em contatos do messenger. No lugar de SMS, as pessoas poderão bater papo em tempo real, com texto, voz ou vídeo. E com pessoas que têm telefone de outras operadoras, como ocorre com as mensagens de texto.
 
O acordo, por enquanto, é só uma intenção de fazer um "grande messenger". As operadoras ainda terão de discutir questões importantes como quais serviços serão oferecidos (texto, voz e/ou vídeo) e se a troca de mensagens será feita via internet (como nos aplicativos disponíveis hoje) ou se será usado o sistema de SMS (que pode elevar o preço das mensagens instantâneas significativamente).
 
É no preço que está a grande diferença entre o SMS tradicional e os mensageiros para celular. Um SMS avulso custa, no Brasil, cerca de 30 centavos. Com esse dinheiro, é possível enviar cerca de 300 mensagens num sistema tipo MSN. Se todos os telefones puderem ser conectados por um sistema de mensagem instantânea, está claro que ninguém vai ter dúvida de qual usar.
 
Ainda não há data para o lançamento do serviço e as operadoras não comentaram sobre o anúncio. Mas falei hoje com a diretora de iniciativas e estratégias da GSM Association, Ana Tavares, que acredita ser possível ter a ferramenta em uso no ano que vem. Ela só faz a ressalva de que a data depende, claro, das empresas de telefonia.
 
Uma outra coisa interessante que Ana comentou é que os protocolos usados hoje para esse tipo de serviço têm base num modelo internacional. Isso facilitaria uma expansão do serviço de messenger para uso mundial. Será que vai ser um adeus ao SMS e às ligações interurbanas e internacionais?


Denise Dweck

Publicado em 04/08/2008 - 19:19


comente
 
Mais iPhones 3G no forno

Depois de chegar à beira da escassez de iPhones 3G, Apple parece ter tomado uma providência para satisfazer os ávidos consumidores. Segundo o blog TechCrunch, a Apple pediu para a fabricante taiwanesa Foxconn aumentar a produção para 800 000 unidades por semana. Esse volume está acima da capacidade atual de produção -- que não foi revelada -- e, segundo fonte próxima a empresa, existe a preocupação sobre controle de qualidade.

Mas o crescimento da produção não deverá ser imediato. As fábricas da Foxconn vão ampliar a capacidade produtiva gradualmente e satisfazer a demanda aos poucos -- resta saber em quanto tempo conseguem essa nova escala. Hoje a Foxconn está produzindo a uma taxa de 40 milhões de unidades por ano, bem além das estimativas -- de 25 milhões de iPhones 3G.

Com a produção aumentada, os próximos países que receberão o iPhone 3G em breve talvez não sofram tanto quanto os americanos, que praticamente se engalfinharam pelos últimos aparelhos que restavam na Califórnia, Nova York e New Hampshire. Mas ainda é cedo para saber como a Apple fará a distribuição desses aparelhos. Eles irão para os mercados em que a demanda já se mostrou farta ou os países novatos com grande potencial de consumo -- como o Brasil -- também poderão abocanhar um pedaço significativo desse aumento de produção? Vale esperar para ver.

iPhone Nano?

O jornal britânico Daily Mail traz hoje também uma notícia dizendo que a Apple vai lançar o iPhone Nano, uma espécie de versão compacta do smartphone para vender no Natal. Segundo o jornal, o aparelho deverá custar algo em torno de 150 libras -- cerca de 460 reais -- na modalidade pré-paga e terá menor capacidade e menos funcionalidades do que o modelo tradicional. Será mesmo??

Apple e AT&T

Na terceira notícia sobre iPhone do dia, a AT&T disse ao jornal USA Today que ampliou por mais um ano seu acordo de exclusividade com a Apple para a venda do aparelho nos Estados Unidos. O acerto que iria até 2009, agora vai até 2010 e a AT&T pagará a Apple, como subsídio, 300 dólares por iPhone vendido. O aporte salgado, segundo presidente da operadora, Randall Stephenson, vale a pena para 'transformar a AT&T em uma companhia móvel do século 21'.

Por aqui, como não existe acordo de exclusividade, a guerra pós-lançamento provavelmente será em torno do subsídio. Claro, TIM, Vivo e até a Oi -- que já iniciaram a corrida para lançar o iPhone e hoje estão na fase do 'quem lança primeiro' -- passarão para a fase do 'quem vende mais barato'. É certo que vão precisar colocar na ponta do lápis o que é mais vantajoso, etc, mas se essa teoria do quem vende por menos se confirmar, quem sairá ganhando mesmo, é o consumidor.


Camila Fusco

Publicado em 04/08/2008 - 16:00


comente
 
A vez do currículo digital

Aquele currículo tradicional com uma apresentação para lá de impessoal está com os dias contados no que depender do portal de recrutamento Monster, que oficializa suas operações no Brasil agora no segundo semestre. Conversei há pouco com John Hyland, vice-presidente e gerente geral de mercados emergentes do portal, e ele comentou que uma das principais apostas para o país está em oferecer novas tecnologias para a área de recrutamento e seleção, como o currículo em vídeo e o conceito de rede social aplicado ao mundo corporativo.

Sobre a publicação de vídeos, Hyland diz que as possibilidades podem ir muito além da apresentação pessoal. Segundo ele, no exterior uma tendência freqüente é o usuário/candidato incrementar seu perfil com o vídeo de um projeto importante que fez na carreira ou de algum profissional que o inspira no trabalho. Como a tendência de vídeo online já é marcante por aqui, especialmente pelo YouTube, não será de se estranhar que, em breve, também poderá ser utilizado como uma vitrine às empresas dispostas a contratar.

Ainda na linha das peculiaridades do Brasil, Hyland aposta no interesse dos usuários locais sobre as redes sociais. A proposta do Monster é fazer com que quem esteja procurando emprego aproxime-se de outras pessoas que tenham alguma vaga a oferecer ou até possam indicar o colega para alguma posição que conheçam. Se depender do entusiasmo do brasileiro em lidar com redes sociais, o sucesso da ferramenta está garantido. Segundo o IbopeNetRatings, 90% dos usuários residenciais de internet são adeptos das redes sociais.

O Monster tem presença hoje em 52 países e os mercados emergentes -- compostos por 12 nações na divisão da empresa -- são de responsabilidade do executivo. Segundo ele, o Brasil era o grande mercado que faltava para o portal continuar crescendo -- especialmente depois da ligeira queda de 5,7% nos negócios nos Estados Unidos, que hoje respondem por quase metade do faturamento do Monster -- de 354 milhões de dólares. Com o desaquecimento relativo das operações norte-americanas, os mercados emergentes estão no alvo do portal. 

A decisão de vir para o Brasil não foi difícil, diz o executivo, especialmente em virtude do crescimento econômico e das oportunidades de desenvolvimento do mercado de trabalho. A demora, porém, se justifica pelo estudo desse mercado que o Monster estava fazendo há alguns anos das oportunidades no país, no qual pretendia entrar por meio de aquisições de outros portais, mas que não aconteceram.

Quem entrar hoje no Monster Brasil, ainda verá um site em versão beta, mas a previsão é que, até novembro, o portal oficial já esteja rodando. Nesses primeiros meses, os esforços do Monster estarão concentrados em analisar o perfil dos usuários brasileiros e montar o layout da página com foco naquilo que é mais procurado. Embora o escritório deva ser estabelecido apenas em 2009, o Monster vai começar a procurar já em setembro um diretor geral para o escritório brasileiro e também alguns dos principais executivos para gerenciar as operações, que até agora eram conduzidas à distância, da base da empresa na região de Boston.

Hyland é modesto ao falar dos resultados por aqui, mas já concorda que o mercado online de recrutamento deverá passar por transformações culturais. Falar em uma fase pré e pós Monster talvez não seja um exagero, especialmente porque são poucos os que vão continuar adeptos exclusivos de um pálido CV.


Camila Fusco

Publicado em 01/08/2008 - 18:38


comente
 
primeira  | anterior  | próxima  | última
Sérgio Teixeira Jr.
Sérgio Teixeira Jr., editor de Exame e responsável pelo Portal Exame, escreve sobre as novidades no mundo da tecnologia.

steixeira@abril.com.br

Camila Fusco

Camila Fusco é repórter da editoria de Tecnologia da revista EXAME

camila.fusco@abril.com.br

Denise Dweck

Denise Dweck é repórter da editoria de Tecnologia da revista EXAME

denise.dweck@abril.com.br







 
 
 
 

Copyright © 2008, Editora Abril S.A. -
Todos os direitos reservados. All rights reserved.