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Telefônica pode responder à compra da GVT com redução do preço das ofertas
Por Luiza Dalmazo | 13/11/2009 - 20:45
A oferta de 7 bilhões de reais da espanhola Telefônica pela operadora GVT deixou claro que a empresa tem bastante dinheiro em caixa.

O movimento mais provável agora, depois que essa aquisição se inviabiliza (a francesa Vivendi anunciou hoje a compra de 50% da GVT por 3,5 bilhões de reais e a Telefônica disse que não vai fazer uma nova oferta), é a redução no valor das ofertas da empresa.

''Em uma semana a Telefônica pode anunciar a redução das tarifas cobradas'', diz Luiz Cuza, presidente executivo da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (TelComp).

A avaliação da associação é que o total de 7 bilhões de reais oferecido representava um endividamento de curto prazo, o que significa muito dinheiro em caixa.

Em longo prazo, no entanto, a companhia poderá reavaliar novamente a estrutura de suas ofertas. A GVT (e a Vivendi tem características bastante semelhantes na França) tradicionalmente oferece pacotes mais sofisticados, com mais velocidade.

Oficialmente, segundo apurou a Carolina, do blog 4P, a Telefônica vai estudar no final de semana as medidas a serem tomadas. É preciso esperar o susto que Antônio Carlos Valente tomou nesta sexta-feira 13 passar.
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Entrada da Vivendi abre mercado para novos investimentos
Por Luiza Dalmazo | 13/11/2009 - 20:01
Desde 2004, quando a mexicana Telmex iniciou as atividades no Brasil, uma empresa estrangeira ''de peso'' não entrava no mercado de telecomunicações nacional. A chegada da francesa Vivendi, que anunciou hoje a compra de 50% da GVT, agita novamente o setor.

''Empresas como a Verizon, a AT&T e até outras chinesas poderiam agora olhar com mais atenção para o país'', afirma Luiz Cuza, presidente executivo da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (TelComp).

A mensagem da compra, segundo ele, é que o Brasil está aberto a novos investidores. Se a Telefônica tivesse ganhado a disputa (a empresa disse que não vai fazer uma contraoferta), o impacto não seria tão positivo. Ao contrário. Como a companhia tem dado problemas na oferta do serviços de banda larga Speedy e não decolou empresas compradas no passado, como Atrium e TVA com operações em Curitiba (PR) e no Rio de Janeiro (RJ), o recado poderia ser negativo.

A operadora francesa investiu na disputa para não perder a última oportunidade rápida de entrar no mercado latino-americano. Competia com a Telefônica porque a empresa espanhola concentra suas operações de banda larga no estado de São Paulo e assim também teria uma oportunidade de espalhar os negócios por outras regiões brasileiras.

Esse não é o fim das esperanças. Segundo Julio Puschel, analista de telecomunicações do Yankee Group, a Telefônica provavelmente já tem um plano ''B'' de entrada no restante do mercado nacional. ''Só que para construir de uma rede do zero, vai levar mais tempo'', diz.
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Telefônica não deve apresentar nova proposta à GVT
Por Camila Fusco | 13/11/2009 - 19:46

A Telefônica não deverá apresentar uma nova proposta de compra à GVT, seguindo a proposta de aquisição da francesa Vivendi de 7,2 bilhões de dólares. Pelo menos isso é o que indica a resposta oficial da assessoria de imprensa da operadora. A respeito da notícia veiculada pela mídia nesta sexta-feira, a "Telefônica manifesta seus melhores desejos de boa sorte à GVT".

Em meados de setembro, a Vivendi se dispôs a pagar 42 reais por ação da GVT. Semanas depois, a Telefônica ofereceu 48 reais por papel, o que posteriormente foi elevado para 50,50 reais. Em nota, Antonio Carlos Valente, presidente da Telefônica disse que essa era a "oferta máxima que poderíamos fazer levando-se em conta as sinergias entre a Telefônica e a GVT". (Valente, aliás teve uma "sexta-feira 13" daquelas: ficou sabendo da notícia pela internet).

O valor oferecido hoje pela Vivendi foi de 56 reais por ação e assegura o controle de 57,5% da GVT -- sendo que 37,9% já estão garantidos e de opção irrevogável para adquirir 19,6%.

Para o advogado especialista em telecom, Guilherme Ieno Costa, do escritório Koury Lopes, a aquisição pela Vivendi é positiva para o mercado e garante maior competitividade. "O melhor para o país seria manter uma operadora independente, e a entrada da Vivendi garante o modelo que foi desenhado na abertura do mercado no fim dos anos 90, com a existência de pelo menos duas empresas brigando pelos clientes", diz.

A GVT oferece telefonia fixa e banda larga nas regiões Sul, Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste. Até o fim do segundo trimestre, a empresa detinha 2,5% do mercado de linhas fixas e 540 864 linhas de banda larga, ou 4,77% de participação. No início de outubro, quando a Telefônica fez a primeira proposta, avaliada em 6,5 bilhões de reais, os analistas já diziam que a movimentação poderia gerar um leilão em torno da operadora.

A desistência da Telefônica -- ainda que seja parcial e apenas indicativa pela nota à imprensa -- representa o segundo baque para a operadora na semana. Na quinta-feira (11/11), foi divulgado um balanço que mostra que a NET ultrapassou a Telefônica na venda de conexões à internet em banda larga. A NET totalizou 2,79 milhões de assinantes do Vírtua, crescimento de 36% em relação ao mesmo período de 2008. A Telefônica detém 2,57 milhões de usuários do Speedy. Se a aquisição da GVT fosse consolidada, a Telefônica voltaria à primeira colocação com 3,4 milhões de assinantes.

Ainda na quinta-feira (11/11), a Anatel havia dado anuência prévia às negociações pela GVT. Com isso, Telefônica e Vivendi teriam carta branca para negociar diretamente com a operadora, ainda que existissem restrições à operadora espanhola, como o compromisso de manter marcas e estruturas corporativas separadas. "Para o modelo de negócios e pela filosofia da GVT, a aquisição pela Vivendi faz muito mais sentido. A GVT sempre teve um perfil muito diferente do que o da Telefônica no que diz respeito à concorrência", afirma Costa.

Em entrevista recente a EXAME, Valente, da Telefônica, afirmou que jogou tudo para adquirir a GVT. "Não fizemos nem auditoria na GVT", afirmou. Se tudo saísse como o planejado, a intenção da Telefônica era fechar a negociação até o fim do ano. "O que importava era a hegemonia do grupo no país", complementa Costa, do escritório Koury Lopes.

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Sérgio Teixeira Jr.
Editor executivo de Exame, escreve sobre as novidades no mundo da tecnologia.


Camila Fusco
Repórter da editoria de Tecnologia da revista EXAME.




Luiza Dalmazo
Repórter da editoria de Tecnologia da revista EXAME.
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