exame/blogs/zeroseuns
 
Anatel autoriza compra da GVT
Por Luiza Dalmazo | 12/11/2009 - 18:53
A Agência Nacional de Telecomunicações, Anatel, decidiu em reunião realizada hoje conceder a anuência prévia à Telefônica e à Vivendi, o que significa que as empresas agora tem carta branca para comprar a GVT. 

Está acontecendo neste momento, em Brasília, uma coletiva de imprensa com o conselheiro João Resende e com o embaixador Ronaldo Mota Sardenberg. 

Eles anunciam que agora as duas empresas tem autorização para realizar a transferência de controle da GVT. Mas há restrições para a Telefônica.

A compra da GVT é ainda mais importante para o grupo espanhol porque a sua principal concorrente, a NET, assumiu a primeira posição no mercado de banda larga do Brasil -- é a maior empresa do setor em número de assinantes.

A Telefônica fez uma proposta de 6,5 bilhões de reais por 100% do controle da GVT no dia 07 de outubro. A oferta foi uma reação à oferta da Vivendi, dias antes, de 5,4 bilhões de reais pela companhia.
fechar
 
AMD: números do mercado de chips vão mudar
Por Luiza Dalmazo | 12/11/2009 - 17:03
Encurralada diante da liderança massiva da Intel no mercado de microprocessadores, a AMD comemorou muito o anúncio do fim da disputa judicial com a rival. Dava para ver nos olhos e no tom de voz da gerente geral da companhia no Brasil, Claudia Santos, e do vice-presidente de vendas para canais, John Byrne. EXAME esteve com eles hoje e os ouvir contar como acreditam em um novo rumo do mercado.

A Intel registra cerca de 80% da liderança de mercado de chips. Daqui para frente, impedida de adotar práticas protecionistas, a AMD acredita que a história será diferente. ''Nós sempre lutamos por ter o direito de competir em pé de igualdade'', diz Claudia. 

As disputas judiciais se arrastam desde 2005. A AMD decidiu fazer investigações sobre as práticas da concorrente no Japão, Coréia, na União Européia e nos Estados Unidos. Condenada nos países asiáticos e na Europa (onde foi obrigada a pagar 1,4 bilhão de dólares), a Intel anunciou o acordo antes do julgamento nos EUA. ''Quem aceita pagar, de certa forma admite que esteve errada'', acrescenta Cláudia.

A esperança da AMD é não ser mais barrada em clientes sem razão aparente, como vinha acontecendo. ''Sem as práticas antiéticas da Intel que impedia a nossa entrada em alguns varejistas, por exemplo, acreditamos que os nossos resultados vão melhorar muito'', afirma Byrne.

O valor de 1,25 bilhão de dólares terá de ser pago pela Intel nos próximos 30 dias e dará um respiro financeiro à AMD. A empresa tentava finalizar os tempos de vacas magras apostando em máquinas que combinavam o poder de processamento da CPU com o poder gráfico, medida possível depois que a AMD comprou a ATI Technologies em 2006.

O negócio de 5,4 bilhões de dólares era um meio de a AMD oferecer chips que integram o poder de processamento e gráficos em uma só máquina. Na parte gráfica, o maior rival da AMD/ATI é a nVidia, antigo parceiro da AMD -- e em um segmento onde o rival não é muito maior, a empresa definiu como meta logo em 2010 assumir a ponta no setor.

As mudanças também são fruto de alterações na estrutura administrativa e no time de gestores que a empresa colocou em prática. "Nos últimos meses realmente nos tornamos uma AMD só'', diz Byrne. A empresa unificou as áreas de marketing, vendas e outras para garantir o mesmo foco, a oferta unificada e partir em busca de melhores resultados. 

O CEO da Intel, Paul Otellini, conversou com alguns jornais, mas não disse muito. Ao Financial Times, afirmou que os casos antitrust são extremamente complexos, que o acordo é um bom compromisso entre as duas empresas e que minimizou os potenciais danos.

Se isso vai alterar os números do setor e aumentar as vendas de processadores AMD, é o que veremos.
fechar
 
Intel paga US$ 1,25 bi à AMD e encerra disputas judiciais
Por Camila Fusco | 12/11/2009 - 12:38

As fabricantes de chips Intel e AMD chegaram nesta quinta-feira (12/11) a um acordo para encerrar uma disputa legal de patentes e práticas anticompetitivas.

Pelo acerto, a Intel pagará 1,25 bilhão de dólares à rival. Além disso, as duas empresas vão obter direitos de patentes em um novo acordo de cinco anos e vão colocar um ponto final das acusações.

A AMD comprometeu-se também a abandonar as acusações contra a Intel na corte de Delaware, Estados Unidos, e dois casos pendentes no Japão. A empresa também vai retirar as queixas regulatórias que fez a várias organizações mundiais.

Num comunicado conjunto, AMD e Intel afirmaram que "ao passo que o relacionamento entre as duas empresas foi difícil no passado, o acordo encerra as disputas legais e permite às companhias focarem seus esforços em inovação de produtos e desenvolvimento".

Jonathan Todd, porta-voz da União Européia afirmou ao jornal New York Times, que apesar de as duas companhias terem chegado a um acordo, a Intel não estará livre das acusações antitruste na Europa. Falando pela comissária responsável pelas questões concorrenciais Neelie Kroes, Todd disse que a "Intel tem uma obrigação a cumprir com a decisão antitruste e com a lei de competição na Europa".

"A comissão continua vigorosamente a monitorar o cumprimento da Intel com suas obrigações frente à decisão antitruste européia", disse.

fechar
 
Sérgio Teixeira Jr.
Editor executivo de Exame, escreve sobre as novidades no mundo da tecnologia.


Camila Fusco
Repórter da editoria de Tecnologia da revista EXAME.




Luiza Dalmazo
Repórter da editoria de Tecnologia da revista EXAME.
Blogs
- Direto do Pregão
- Esquerda, direita e centro
- Mundo agro
- Blog da PME
- Blog do Empreendedor
- Manual do executivo ingênuo
- Ponto Gadget
- Por dentro das empresas
- Zeros e Uns
- Primeiro Lugar

As opiniões aqui publicadas não refletem necessariamente a posição da EXAME.