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iPhone agrada mais
Por Luiza Dalmazo | 27/10/2009 - 17:11

Entre os proprietários de um celular da marca, 74% dizem que estão muito satisfeitos com o aparelho, segundo estudo mundial da  empresa independente de pesquisas ChangeWave Research.

Na segunda posição entre os mais contentes com os aparelhos de telefone móvel estão os usuários de produtos fabricados pela Research in Motion (RIM), da linha BlackBerry, com 43% de satisfação -- acima, a lista completa do nível de satisfação dos proprietários de smartphones, por fabricante.

A ChangeWave há alguns anos rastreia o crescimento meteórico do número de smartphones que chegam ao mercado (aqueles aparelhos celular com conexão à internet e funções de computador). 

Na última versão, a empresa ouviu 4 255 consumidores entre 14 e 21 de setembro e descobriu que entre outubro de 2006 e setembro deste ano, o número de pessoas ouvidas que possuem smartphone subiu de 15% para 39%. Um total de 11,6% disse ainda que planeja comprar um aparelho do tipo no próximos 90 dias. 

De acordo com o estudo, a RIM possui 40% de participação de mercado e é a líder entre os consumidores, apesar de ter caído um ponto desde a pesquisa anterior da empresa (em junho deste ano). Este é o índice mais baixo dos últimos dois anos.

A Apple tem 30% de participação e teve um crescimento de cinco pontos desde junho, especialmente por causa do lançamento do iPhone 3GS.

Na terceira posição da lista dos que possuem mais participação de mercado está a Palm, com 7%. Com o lançamento do modelo Pre, a companhia estabilizou sua participação de mercado. O mais curioso da pesquisa é que a taxa de satisfação dos clientes Palm que possuem o Pre é de 45%, bem acima dos demais aparelhos (só 28% deles se dizem ''muito satisfeitos'').

No mesmo período da pesquisa -- setembro -- publicamos uma lista com o total de vendas de smartphones no Brasil em 2008 e no primeiro semestre de 2009. Ao todo, foram vendidos 47,83 milhões de celulares em 2008 e 20 milhões no primeiro semestre deste ano, segundo a consultoria em tecnologia Gartner. Reveja aqui.
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Quem são as empresas nascidas e criadas com a era das mídias sociais
Por Camila Fusco | 27/10/2009 - 13:35
Com o crescimento do uso das redes sociais -- só em junho 770 milhões de pessoas visitaram sites de relacionamento no mundo, segundo a consultoria comScore --, empresas começam a se especializar em colocar marcas dentro dessas interações virtuais. Mas não é com a propaganda tradicional que essas empresas estão se dando bem. Muita criatividade para articular as mídias sociais tem sido a fórmula ideal para muitas delas decolarem.

Uma das empresas nascentes é a Intentio, divisão destinada a mídias sociais da agência Brands. Os sócios Fábio Carletto e Filipe Costa são especialistas em pensar em projetos capazes que estimular a participação dos integrantes de redes sociais e favorecer a interação com as marcas. Com uma ideia na cabeça e um projeto embaixo do braço, eles batem a porta de empresas que possam patrocinar a estratégia – como o concurso Garota Social, que elegeu a menina mais bonita do Orkut. Uma das iniciativas recentes é o Follow Shop, autodefinida como um formato de compra colaborativa que reúne grupos de compra no Twitter.

Na prática funciona assim. Uma empresa cria um perfil no Twitter com uma promoção e estimula seus seguidores a passarem a mensagem adiante em seus posts (com um "retweet" ou RT, na linguagem dos tuiteiros). Ao chegar a um determinado número de seguidores, a promoção é encerrada. E os usuários que participaram da disseminação das mensagens pelo Twitter conseguem comprar as coisas oferecidas pela empresa com preços especiais.

A primeira a aderir ao modelo foi a locadora online NetMovies. Nesta semana, a empresa criou um FollowShop que, ofereceu o plano mensal de 1 DVD em casa por 1 real para os usuários que ajudaram a disseminar a promoção -- e ajudaram o perfil @netmovies_24h a chegar a 50 seguidores em 24 horas. Hoje é a vez da rede de lojas Marisa, que oferecerá 20% de desconto na loja virtual se o perfil atingir 30 seguidores em 24 horas.

A agência Espalhe já existe há seis anos e agora tem investido em ações em redes sociais que potencializem o boca-a-boca virtual, mesmo com empresas que naturalmente não tem uma inclinação com internet. É o caso da campanha feita para a rede distribuidora de combustíveis ALE. A primeira ação envolveu a estruturação dos shows da banda Fresno em postos de gasolina da rede em quatro cidades brasileiras e mobilizou os fãs pelo Twitter.

Agora, a agência criou um site que publica fotos da torcida do Flamengo, time patrocinado pela ALE, em dias de jogo no Maracanã. O portal tem uma ferramenta de visualização parecida com a do Google Earth ou Google Maps que permite ao torcedor aproximar a imagem e identificar-se nas arquibancadas. Também pode encontrar elementos promocionais da rede e concorrer a prêmios. "É uma forma de mostrar como o posto de gasolina pode ter presença na vida das pessoas", diz Gustavo Fortes, diretor da Espalhe.

Já a brasileira Boo-box é um dos exemplos de empresas que decidiram investir em publicidade relacionada contextos específicos. Você está falando sobre sapatos numa comunidade do Orkut? Por que não comprá-los lá mesmo? A ideia da Boo-box chegou até a receber recomendação do blog americano TechCrunch e recebeu aporte de capital do fundo Monashees. "A propaganda vai migrar para onde os consumidores estiverem. E hoje, as redes sociais são o principal local onde encontrá-los", afirma Peter Kim, especialista em marketing digital.

Enquanto isso, criatividade é a alma do negócio.
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Sérgio Teixeira Jr.
Editor executivo de Exame, escreve sobre as novidades no mundo da tecnologia.


Camila Fusco
Repórter da editoria de Tecnologia da revista EXAME.




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