Biz Stone: Twitter será rentável em 2009
Por Camila Fusco | 22/10/2009 - 11:17
Biz Stone foi a atração dos jornalistas na quarta-feira (21/10). O cofundador do Twitter -- ao lado de Evam Williams e Jack Dorsey -- esteve em São Paulo para o evento Agenda do Futuro, do Grupo TV1, e conversou sobre o momento atual do microblog, as parcerias com empresas de busca e, claro, sobre o modelo de negócios do Twitter.
O microblog não tem uma estratégia de receita claramente definido, mas está perto de ser avaliado em 1 bilhão de dólares. Pode parecer contraditório, mas o valor da empresa está relacionado ao potencial de seu banco de dados. O microblog tem quase 50 milhões de contas ativas e é hoje o termômetro mais eficiente para medir o que se fala na web. Stone fala sobre os planos para rentabilizar esses ativos.
O executivo de 35 anos também falou sobre a forma como as empresas podem aproveitar o Twitter para fazer marketing e ficar mais perto dos clientes. Veja o vídeo:
PS: Ao fim da entrevista, perguntei uma definição sobre si mesmo à la Twitter, em 140 caracteres. Me defino como um artista. (??) Bom, Biz Stone não explicou exatamente porque essa percepção, mas seu currículo fala por ele. Teve uma passagem de sucesso pelo Google, participou expressivamente do desenvolvimento do Blogger e agora na criação do Twitter, que mesmo sem mostrar como poderá ganhar dinheiro consegue captar rodadas e mais rodadas de investimento. Stone pode não ser um artista ao pé da letra, mas certamente já mostrou seus dons naturais.
Windows 7: a reviravolta da Microsoft?
Por Camila Fusco | 22/10/2009 - 05:34
O Windows 7 foi lançado no início da madrugada desta quinta-feira (22/10) no Brasil com todas as glórias que poderia ter. Festa, luzes e uma multidão de parceiros e funcionários devidamente uniformizados lotaram o Extra Itaim, na zona sul de São Paulo para festejar o sistema que é a esperança da Microsoft para apagar as amargas lembranças do Windows Vista.
Cerca de 30 pessoas fizeram fila no Extra Itaim para comprar o Windows 7 no momento exato do lançamento. O primeiro a arrematar o novo sistema operacional da Microsoft foi o paulistano Fabiano Nunes (acima), de 33 anos, que aguardou nada menos do que 41 horas na fila. (Sim, ele me contou que chegou ao Extra às 7h de terça-feira (20/10) para pegar a senha de número um).
"Eu fiz questão de esperar por aqui para ser o primeiro a comprar. Eu adoro o Windows", disse, junto com outros usuários entusiasmados e dispostos a gastar no mínimo 330 reais pelo sistema. "Isso mostra que o produto teve aprovação maciça", disse Michel Levy, presidente da Microsoft, durante a apresentação.
Talvez não seja exatamente uma aprovação, mas uma sensação de esperança generalizada sobre o novo sistema que vem substituir o infeliz Windows Vista. Pesado, complexo e com a primeira versão repleta de problemas, o Vista tornou-se o pesadelo de muitos usuários domésticos e corporativos e também da Microsoft. "O Vista comprometeu a reputação da empresa", diz Michael Cherry, analista da consultoria especializada Directions on Microsoft.
Para a maioria dos analistas, o Windows 7 é o que o Vista deveria ter sido: um sistema operacional adequado à evolução da tecnologia. De tão pesado, o Vista, por exemplo, não rodava em netbooks, uma das tendências crescentes no mercado da computação pessoal. Já o Windows 7 roda satisfatoriamente nos mini-PCs. Além disso, a versão 7 não "bebe" tanto hardware como a antecessora -- que chegou a colocar alguns fabricantes de equipamentos em maus lençóis com os usuários.
O 7 também chega num momento em que as empresas começam a pensar no próximo ciclo de substituição de suas máquinas. (O Vista veio justamente no meio do período de troca de equipamentos das empresas. Boa parte de quem pensava em fazer a atualização do XP, desistiu em virtude da necessidade de trocar também o hardware, que ainda tinha vida útil. Com isso o XP continuou como o queridinho dos executivos).
A própria Microsoft reconhece os erros do passado e afirma não repeti-los com o Windows 7, conforme destacou Darren Huston, vice-presidente mundial da divisão de consumo e internet da Microsoft, que esteve no lançamento por aqui em virtude da importância do Brasil como mercado consumidor (quinto maior pólo comprador de PCs e candidato a chegar à terceira posição em breve). "Metade dos problemas do Vista era relativa a questões técnicas e a outra metade veio da percepção dos usuários, que não gostaram do sistema. Resolvemos essas questões. No Vista, até nós tivemos problemas: até dois meses antes do lançamento não sabíamos exatamente quando iríamos colocar o sistema no mercado", disse.
A situação de hoje é bem mais confortável, segundo Cherry, da Directions. A Microsoft teve tempo suficiente de se comunicar com fabricantes de computadores e desenvolvedores de software para garantir que todos eles compreendessem as alterações e preparassem seus produtos para o Windows 7. Um dos parceiros de hardware mais importantes da Microsoft, a Intel, decidiu ser um dos cases para o novo sistema operacional. Segundo Jesus Maximoff, diretor geral da Intel na América Latina, a gigante dos chips começará nas próximas semanas a fazer a atualização do Windows XP diretamente do Windows 7. São mais de 85 000 máquinas que receberão o novo sistema.
Existe um consenso de que a Microsoft aprendeu muito com o Vista. Embora a empresa tenha melhorado a imagem arranhada nos últimos anos, o Windows 7 ainda é a metade do caminho. "Para ter certeza que a empresa aprendeu mesmo as lições do passado, precisaremos observar as próximas versões do Windows. Antes da Microsoft dizer que está no topo novamente, precisa mostrar que consegue repetir suas inovações. Quaisquer nomes que as próximas versões tenham, precisarão ser bem melhor do que o Windows 7 do ponto de vista da qualidade. Isso sim mostrará que a empresa está de volta à sua melhor forma", diz Cherry.