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Crise passa longe da Totvs
Por Camila Fusco | 29/07/2009 - 19:26
Pelo jeito, a crise econômica lamentada por diversas empresas nos últimos meses, não tem impactado a Totvs. No segundo trimestre, a companhia teve receita recorde: 240,2 milhões de reais, elevação de 15,6%. O lucro líquido ajustado subiu 9%, a 35,9 milhões de reais.

Conversei há pouco com José Rogério Luiz, vice-presidente executivo e financeiro e diretor de relações com investidores, e ele me contou que boa parte da demanda no período teve a ver com as exigências do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), que prevê que livros e documentos fiscais sejam feitos de forma eletrônica.

"O software de gestão continuou um artigo de primeira necessidade para as empresas, tanto médias quanto grandes corporações, especialmente em virtude do Sped", afirmou. Para a Totvs, pequenas e médias empresas são aquelas entre 20 e 250 usuários de licenças de software.

No período, a Totvs ganhou 567 novos clientes, um declínio de 12% frente ao ano passado. No entanto, na comparação com o primeiro trimestre, houve crescimento de 24%. Segundo o executivo, no ano passado, as empresas estavam com o pé no acelerador dos investimentos, situação que mudou ao longo dos últimos meses do ano passado. Os números do segundo trimestre mostram uma retomada nesses investimentos.

No período a Totvs também recebeu a segunda e última parcela do crédito concedido pelo BNDES no programa Prosoft. Com a liberação de 44,5 milhões de reais, o crédito concedido à Totvs é de 204,5 milhões de reais. "Além de investimentos em inovação, podemos buscar o crescimento não orgânico da empresa, procurando competências que ainda não temos internamente", afirma.

Bom, só para relembrar. Nos últimos anos a Totvs – resultado da fusão da Microsiga com a Logocenter – comprou: a RM Sistemas e a arquirrival Datasul. Alguém tem algum palpite de quem pode ser o próximo alvo?
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Mais rápido do que a Aneel previa
Por Luiza Dalmazo | 29/07/2009 - 19:04
Na última edição de Exame, falamos de como será a evolução da produção, transmissão e principalmente a medição de energia elétrica no mundo -- um setor que mudou muito pouco nos últimos 100 anos.

Carlos Mattar, da Agência Nacional de Energia Elétrica, disse naquela ocasião que até o final do ano o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) homologaria os primeiros medidores de acordo com o novo sistema. Parece que ele não sabia que estava tudo adiantado.

Hoje consegui falar com Ronaldo Paiva, gerente comercial da fabricante suíça de medidores Landis+Gyr, e ele contou que um sistema da sua empresa já foi aprovado há algumas semanas pelo Inmetro.

E mais. Segundo ele, até o final de 2009 devem ser implementados 200 mil novos medidores no Brasil e outros 300 mil no ano que vem. Isso porque o sistema não é exatamente uma novidade para as concessionárias. 

Até setembro de 2007, já haviam sido instalados 300 mil dos novos relógios de luz (esse nome está velho mesmo). Mas quando o Inmetro percebeu que um produto não homologado estava sendo comercializado sem a devida regulamentação, decidiu congelar os negócios até que aprovasse o produto. O que aconteceu agora. 

A expectativa é de que, dado esse passo, a evolução se espalhe. ''Em 10 anos é possível que todos os medidores estejam substituídos'', diz Paiva.

O que foi homologado, no entanto, é um sistema de medição que é instalado no poste de luz, um sistema que centraliza em uma caixa medidores de até 12 casas. ''É como se o antigo relógio de luz migrasse para o poste e nas residências passassem a existir apenas terminais de leitura'', explica.

Para entender o que isso realmente significa e por que é que esse é um assunto que diz cada vez mais respeito a empresas de tecnologia, entre elas Cisco, Intel, Google e Microsoft, a minha sugestão é ler a matéria completa, intitulada ''Energia Elétrica Inteligente''.

(A imagem é meramente ilustrativa, não corresponde ao medidor da Landis+Gyr)
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Yahoo! e Microsoft: poucas mudanças no Brasil
Por Camila Fusco | 29/07/2009 - 14:57

A parceria de vendas de anúncios entre Microsoft e Yahoo! trará poucas alterações ao modelo comercial utilizado hoje pelas duas empresas aos grandes anunciantes.

Segundo Oswaldo Barbosa de Oliveira, diretor geral do Grupo de Serviços Online e Consumo da Microsoft, hoje a empresa não tem um Adcenter no Brasil, ou seja, uma divisão dedicada ao atendimento direto aos grandes anunciantes. A negociação é feita por um time do Yahoo!. Ao término do negócio, a campanha é colocada tanto na ferramenta do Yahoo! quanto na da Microsoft (Bing), cada empresa com sua plataforma própria.

Com a parceria anunciada hoje, os grandes anunciantes continuarão negociando com os executivos do Yahoo!. Os resultados continuarão aparecendo nas páginas de ambas as empresas, mas o motor de buscas por trás dessas duas ferramentas será a Bing, da Microsoft.

Hoje, o Adcenter, de venda de anúncios da Microsoft, está presente em cinco países. Embora a estrutura não esteja por aqui, a Microsoft deverá criar uma organização para atendimento aos clientes dos serviços de links patrocinados.

É cedo, porém, para falar em detalhes, segundo Oliveira, inclusive sobre como será a migração de plataforma do Yahoo ou sobre tamanho de equipes.

A aprovação ou veto por parte das agências reguladoras dos Estados Unidos e Europa deve sair em cerca de nove meses. A integração completa -- inclusive da plataforma Bing, que vai ser o motor de busca do Yahoo -- é prevista para cerca de dois anos.

No Brasil, atualmente, 32% dos usuários de internet utilizam o Yahoo! ou a plataforma Bing para fazer suas buscas, segundo dados do Ibope Nielsen.

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Microsoft e Yahoo! fecham parceria para buscas
Por Camila Fusco | 29/07/2009 - 10:27

O Yahoo! e a Microsoft anunciaram hoje uma parceria com duração de dez anos para buscas na internet, em um movimento claro para unir forças contra o Google.

Segundo o acordo, o Yahoo! utilizará a plataforma de buscas Bing, da Microsoft, nos websites e será o negociador exclusivo das duas empresas para anúncios vinculados a buscas para grandes clientes. A negociação vem consolidar um ciclo de aproximações da Microsoft, que começou no ano passado com uma proposta de compra de cerca de 48 bilhões de dólares e que foi recusada pelo Yahoo!.

O Wall Street Journal diz que a Microsoft vai pagar ao Yahoo! 88% das receitas com buscas geradas em seu site nos cinco primeiros anos do acordo.

De acordo com a empresa de pesquisas comScore, a Microsoft e o Yahoo! juntos tiveram menos da metade dos 65% de participação do Google nas buscas dos Estados Unidos em junho. Mesmo que a união não chegue a incomodar expressivamente o Google, por outro lado, a Microsoft conseguiu o que queria: ter os grandes volumes de requisições que são rodadas na plataforma do Yahoo!.

Em um comunicado, o CEO da Microsoft, Steve Ballmer, afirmou que por meio desse acordo com o Yahoo!, a Microsoft vai "criar mais inovação nas buscas, melhor valor para os anunciantes e dará escolha real aos consumidor, em um mercado hoje dominado por uma única companhia".

O Yahoo! estima que, segundo os atuais níveis de receita e despesas operacionais, o acordo vai proporcionar lucro operacional de aproximadamente 500 milhões de dólares e economias de 200 milhões de dólares por ano às suas operações. A empresa também estima aumento de cerca de 275 milhões de dólares em seu fluxo de caixa anual.

Por enquanto não existem informações das duas empresas sobre as operações no Brasil, especialmente sobre como ficará a força de vendas de anúncios da Microsoft, já que a o Yahoo! centralizará essas atividades junto a grandes anunciantes.

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Sérgio Teixeira Jr.
Editor executivo de Exame, escreve sobre as novidades no mundo da tecnologia.


Camila Fusco
Repórter da editoria de Tecnologia da revista EXAME.




Luiza Dalmazo
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