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Como música para os ouvidos
Por Luiza Dalmazo | 09/04/2009 - 21:24

Em uma tentativa de oferta legal de conteúdo de música na internet, o Google -- com o YouTube -- e a Vivendi -- braço da Universal -- anunciaram planos de combinar música e vídeo e lançar um serviço de clipes.

A proposta do Vevo, como foi batizada a oferta, é chegar aos consumidores tanto por meio de um site, o Vevo.com, como em um novo canal no YouTube.

Na parceria o Google entra com a tecnologia e a Universal com os conteúdos. O novo serviço, conforme noticiou o Wall Street Journal, vai ser lançado nos próximos meses. O acordo propõe uma nova abordagem para o licenciamento dos conteúdos.

Uma tentativa de retomar um pouco a legalidade e a qualidade dos vídeos de música hoje muitas vezes já disponíveis. Se funcionar, a verba de publicidade fica dividida entre os dois.

Mas, além disso, o acordo que dá origem ao Vevo quebra antigas rixas entre o YouTube e os estúdios de música. A Warner, como lembra o WSJ, removeu os vídeos do YouTube no final do ano passado e sucessivas disputas se seguiram na Inglaterra, na Alemanha e até nos Estados Unidos.

Se o modelo de negócio do Vevo funcionar, pode por fim a essas tensões e gerar mais interesse dos anunciantes para esse tipo de canal.

Tem uma boa chance, já que os números indicam que o interesse por música e vídeo são campeões de interesse na web.

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Procon-SP acredita em solução coletiva para o Speedy
Por Camila Fusco | 09/04/2009 - 19:14

O Procon-SP recebeu no fim da tarde desta quinta-feira (09/04) o documento da Telefônica em resposta à notificação sobre os problemas no Speedy. Segundo o assessor-chefe Carlos Coscarelli, ainda não foi possível analisar em detalhes a resposta da operadora, mas é provável que o órgão busque uma solução coletiva para os usuários. No ano passado, com uma negociação semelhante, a Telefônica deu cinco dias de desconto para os assinantes do Speedy.

Na próxima segunda-feira (13/04) o Procon vai analisar a resposta da operadora e poderá estudar junto com o Ministério Público Estadual uma medida a ser negociada com a operadora. Enquanto isso, os usuários torcem para que o serviço, atacado por hackers, segundo a Telefônica, volte ao normal no feriado...

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PCs 'zumbis' podem ter atacado a Telefônica
Por Camila Fusco | 09/04/2009 - 16:33

Conversei há pouco com Eduardo Godinho, gerente técnico da Trend Micro, e ele me explicou como funciona esse tipo de ataque ao servidor DNS, conforme alegou a Telefônica em nota.

Geralmente o servidor DNS serve como um "intermediário" entre a ação de o usuário digitar um site e ser encaminhado para o endereço em questão. Na prática, esse usuário digita o endereço da página, o servidor DNS informa qual o endereço IP daquele destino, e o usuário é redirecionado. Tudo em questão de segundos. No caso da Telefônica, o número de solicitações recebidas está superando a capacidade dos servidores, o que dificulta a navegação. "É como se milhões de pessoas perguntassem ao servidor ao mesmo tempo o endereço IP para os sites que querem ir", diz Godinho.

Uma das fortes possibilidades é que esse excesso de solicitações esteja sendo feita por um exército de computadores zumbis, os chamados bot nets. Chegou-se a considerar um efeito do vírus Conficker, mas pela complexidade dos ataques, a hipótese foi afastada. Uma das maiores dificuldades para a Telefônica neste momento, segundo ele, é diferenciar quais são as requisições verdadeiras dos usuários daquelas que são simuladas pelos computadores zumbis. Quando a operadora conseguir barrar essas solicitações falsas, o volume de requisições aos servidores deve diminuir e o serviço tende a voltar ao normal. Só não existe previsão para isso.

Fontes afirmam ainda que pela complexidade do episódio é bem provável que alguém que conhecia a infra-estrutura dos servidores da Telefônica esteja realizando os ataques. Os ataques são direcionados para os servidores que atendem principalmente usuários domésticos do Speedy, o que pode indicar que o hacker conhece a lógica de funcionamento dos servidores da operadora. As mesmas fontes relatam que além de tentar filtrar as solicitações ao servidor DNS, a Telefônica está tentando também adicionar mais servidores para diluir as demandas e tentar normalizar o tráfego como também alterar o esquema de funcionamento dos servidores, o que daria mais trabalho especialmente pelo volume de sites hospedados. Para que essa alteração estrutural aconteça, os proprietários dos sites precisariam ser notificados sobre a alteração e teriam o endereço IP mudado.

A responsabilidade continua

O fato de a Telefônica ser alvo de ataques externos não diminui a responsabilidade da operadora sobre os problemas com o Speedy. Falei há pouco com Carlos Coscarelli, assessor-chefe do Procon-SP e ele foi enfático. "O consumidor não pode arcar com esse ônus. A operadora é tecnicamente responsável e não há nenhuma amenidade na responsabilidade", afirmou.

Da mesma forma, a operadora não pode ser punida por ter ocultado o problema até ontem. Apesar de várias reclamações na internet, no Procon e até na Anatel, a Telefônica negava até a tarde de ontem em nota à imprensa a existência de anormalidades no funcionamento do Speedy. "Ela no mínimo deveria admitir o problema, mas essa falta de transparência não implica em sanção", afirma Coscarelli.

Até às 16h desta quinta-feira o Procon-SP não tinha recebido a resposta à notificação enviada à Telefônica. Segundo o assessor, a operadora poderá protocolar a resposta até o fim da tarde, mas se pleitear aumento no prazo, poderá ter até segunda-feira (13/04) para responder.

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Brasil tem 6,2 mi de casas com TV por assinatura
Por Luiza Dalmazo | 09/04/2009 - 16:22

O número de pessoas que 'colocou as mãos' na TV por assinatura aumentou em 2008. A base de assinantes de TV paga cresceu 19% em relação a 2007.

Significa que hoje 6,2 milhões de domicílios no Brasil tem acesso ao serviço, segundo a Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) e o Sindicato das Empresas de TV por Assinatura (SETA).

O aumento fez subir também o faturamento bruto da indústria de TV paga, que em 2008 foi de 9,3 bilhões de reais (incluindo a publicidade). O segmento foi responsável pela geração de 17 mil empregos diretos, um aumento de 22% em relação a 2007.

A expectativa é que este ano, apesar da crise econômica mundial, o crescimento se mantenha. ''Obviamente não nos mesmos índices, mas esperamos crescimento, sim'', afirma Alexandre Annenberg, diretor executivo da ABTA.

O levantamento também apurou que o total de usuários de internet em alta velocidade é de 2,6 milhões, 48% mais do que o registrado em 2007.

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Telefônica culpa hackers por queda no Speedy
Por Camila Fusco | 09/04/2009 - 14:13

A Telefônica informou há pouco em uma nota à imprensa que parte de sua infraestrutura que dá acesso à internet foi alvo de ataques externos que causaram dificuldades na navegação dos usuários do Speedy.

A nota diz que "estas ações desestabilizaram os servidores DNS (Domain Name Server -- Servidor de Nome de Domínio), que são equipamentos que fazem a conversão dos nomes dos websites para os endereços IP correspondentes". Desde terça-feira, vários clientes do Speedy relatam problemas na conexão tanto ao Procon-SP quanto em comentários na internet. No entanto, ontem à tarde a Telefônica afirmava que o Speedy estava "funcionando dentro dos padrões de normalidade".

A operadora afirmou hoje que as ações externas se caracterizam pela criação artificial de um número elevado de solicitações simultâneas aos servidores DNS e que dificulta a navegação. Segundo a Telefônica, o fato já foi comunicado às autoridades.

Veja a nota na íntegra:

A Telefônica informa que, nos últimos dias, parte da sua infraestrutura que dá suporte ao acesso à internet tem sido alvo de ações deliberadas e de origem externa que acarretaram dificuldades de navegação em páginas da internet aos seus clientes.

Estas ações desestabilizaram os servidores DNS (Domain Name Server -- Servidor de Nome de Domínio), que são equipamentos que fazem a conversão dos nomes dos websites (como, por exemplo, www.telefonica.com.br) para os endereços IP correspondentes.

Estas ações externas caracterizam-se pela criação artificial de um número elevado de solicitações simultâneas aos servidores DNS. Esta ação intencional visa esgotar a capacidade dos servidores e fazer com que as solicitações artificiais concorram com as solicitações legítimas, gerando as dificuldades de navegação em páginas de internet (portais, websites etc).

Pela natureza específica destas ações, apesar da dificuldade de navegação, em geral não há interrupção de outras funcionalidades da internet como, por exemplo, serviços de mensagens instantâneas e de trocas de arquivos por meio de redes peer-to-peer. Da mesma forma, não são afetados serviços de comunicação e rede de dados corporativos e de suporte a serviços públicos. 

Ações desta natureza ocorrem com frequência em todo o mundo. A Telefônica, assim como todas as grandes empresas de telecomunicações, adota todos os procedimentos conhecidos para detecção e proteção contra esse tipo de ação e minimização e correção dos seus efeitos.

A Telefônica lamenta o transtorno causado aos seus clientes e informa que está empreendendo todos os esforços para normalizar a operação de sua rede o mais rapidamente possível. A empresa informa ainda que está formalmente comunicando os fatos às autoridades constituídas no sentido de investigar a autoria e motivação destas ações e tomar as medidas que forem cabíveis.

O Procon-SP notificou ontem a operadora para a prestação de esclarecimentos aos consumidores sobre o que estava acontecendo nas redes. A Telefônica tinha até às 15h de hoje para responder à notificação.

No problema causado no ano passado, que deixou o Speedy instável durante dias e afetou 35 000 clientes corporativos, a Telefônica chamou até o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) para investigar as falhas. Entre as hipóteses estavam desde erro humano até um ataque à rede por um ex-funcionário insatisfeito ou um hacker.

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Sérgio Teixeira Jr.
Editor executivo de Exame, escreve sobre as novidades no mundo da tecnologia.


Camila Fusco
Repórter da editoria de Tecnologia da revista EXAME.




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