As discussões sobre a fusão da Microsoft com o Yahoo voltaram. O tema movimentou até as ações da empresa fundada por Bill Gates, que subiram.
O CEO da Microsoft, Steve Ballmer, teria dito que ainda vê a compra da companhia especializada em internet como uma boa oportunidade, por combinar as operações de busca na internet de ambas as empresas. Ballmer e a atual CEO do Yahoo, Carol Bartz, conversaram por telefone. Ele conta que mostrou a ela o seu interesse em conversar. Só falta um encontro pessoalmente.
A diferença para tudo o que aconteceu até hoje é que agora Carol Bartz teria deixado a porta aberta a um acordo. Até porque logo depois que assumiu foi questionada por analistas sobre a oferta da Microsoft e respondeu: Não vou chegar com ''noções pré-concebidas''.
A questão é que a Microsoft já adequou seu rumo para o caminho da internet, mas a adequação não têm sido fácil. Apesar de demonstrar há um bom tempo o foco no sistema operacional para celulares Windows Mobile, nas ferramentas de comunicação online (Hotmail e Messenger), e no navegador Internet Explorer (cuja nova versão foi lançada hoje), a empresa segue vendo concorrentes ganharem espaço.
Mesmo se o negócio for fechado, não deve ser único. Na tentativa de aumentar essa representatividade no mundo virtual, Ballmer adiantou que a empresa pretende fazer entre 15 e 20 pequenas aquisições este ano, de empresas entre 10 milhões e 500 milhões de dólares -- o que deixa aberta a possibilidade de que sejam fechados acordos bilionários.
(Crédito da foto: Startupmeme.com)
Marcelo Tas, o apresentador do programa humorístico CQC e brasileiro mais popular do Twitter é o primeiro brasileiro a fazer no Twitter o que se convencionou de posts pagos. Tas, que é lido por mais de 18 000 pessoas no Twitter (um número pequeno diante dos grandes tweeters americanos, mas suficiente para lhe dar a liderança entre os brasileiros), assinou um contrato para divulgar um novo serviço de banda larga da Telefonica.
A história dominou as conversas na rede social hoje, pois foi revelada numa reportagem do The Wall Street Journal. Muitos reagiram com incredulidade, pois Tas estaria se vendendo. Outros adotaram a linha do "deixem-no fazer o que quiser, o problema é dele". Até agora, o próprio Tas tinha feito apenas um comentário (bastante deselegante) sobre a polêmica: "Daqui a pouco, para quem interessar, eu conto tudo. Para os ejaculadores precoces que quiserem unfollow, suerte e byebye..." Unfollow, para os não iniciados, siginifica deixar de acompanhar as postagens de Tas.
Mas, ao contrário do que ele sugeriu, na verdade a audiência de sua conta do Twitter cresceu ainda mais: ganhou 1 000 novos seguidores só hoje. A Camila Fusco conversou com ele agora há pouco. Ele disse que fará posts sobre filmes japoneses e coreanos que assistirá por meio do serviço Extreme, da operadora -- com velocidade conexão de 30 Mbps -- e que esses tweets serão identificados com uma tag "Extreme". "Assim, sou transparente com o leitor para o fato de aquele post estar relacionado com o produto da Telefônica. Ele clica ou não".
Tas explicou também que duas cláusulas em seu contrato de publicidade com a Telefônica garantem liberdade editorial no Twitter e no blog sobre o assunto e sobre a operadora. "Não vou falar nem bem nem mal de ninguém", disse. Tas também vai apresentar dois filmes publicitários do Extreme -- de 1 e 5 minutos, respectivamente -- que circularão somente na web. Em conversas com a agência, no entanto, surgiu a idéia do patrocínio também no Twitter.
Ele pode fazer o que bem entender em seu blog e seu twitter? Sem dúvida. É eticamente aceitável colocar suas opiniões à venda? Aí a questão é mais nebulosa. Publicidade e jornalismo não se misturam. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Tas, para mim, é um humorista. O problema é que às vezes ele gosta de posar de jornalista. Mas aí não dá para escrever post pago. Por outro lado, assistindo ao seu programa de TV fica claro que ele e seus co-apresentadores não veem problema nenhum em posar de garotos-propaganda das marcas patrocinadoras. Eu acho que ele passa dos limites aceitáveis. Mas os 18 000 e tantos que o seguem no Twitter, pelo jeito, não pensam do mesmo jeito.
A matriz ficou para trás. Fundada nos Estados Unidos, a filial brasileira da Inter.net -- especializada em serviços de internet -- passou a receita da irmã mais velha e assumiu a primeira posição entre as que mais contribuem com o faturamento global da empresa, de 45 milhões de dólares.
Hoje, a unidade local tem receita de 10 milhões de dólares e, nos próximos dois anos, vai investir 5 milhões de dólares (o maior montante entre as 13 unidades do mundo) para melhorar o parque de servidores, o data center, a infra-estrutura de rede e até o escritório. É preciso mais espaço físico porque a equipe de 150 funcionários deve aumentar em 2009 para 200 pessoas, segundo o diretor executivo da empresa, Maurício Zanetti.
O principal negócio da organização também ficou para trás. Cerca de três anos depois de nascer, a Inter.net começou a mudar de perfil e fez o setor de provedor de serviços de internet cair para a segunda posição entre os mais importantes da empresa. Hoje, a área de serviços corporativos é a mais importante. Contribui com 60% da receita, contra 25% das funções como provedor de serviços e de 15% da agência de publicidade digital.
A proposta da empresa é justamente aprimorar a área que hoje é a mais lucrativa. No final de 2008 fez uma sociedade com a japonesa GMO, dona da GlobalSign, especializada em certificado digital. Neste ano assumiu os negócios no Brasil que hoje já tem o Serasa como principal cliente.
A ideia das três unidades é fazer com que o cliente não tenha muito trabalho quando quiser criar uma campanha, por exemplo. Como fez a Johnson & Johnson, que criou uma rede social adolescentes, com a marca Clean & Clear. ''Temos plataforma própria e nossos clientes nao têm suas marcas associadas a outras de internet por causa de parcerias com o YouTube ou Flicker'', diz Zanetti.
O executivo aposta na mídia online e, apesar da diversificação dos negócios, ele garante que não tem chance de a empresa perder o rumo. A meta é ignorar a crise e crescer 25% no Brasil. É o que veremos.
Os tribunais paulistas deverão acabar com os processos em papel em até seis anos. Conversei ontem com Claudio Pedrassi, juiz assessor da presidência do TJSP, e ele me contou que várias varas do Estado já migraram seus sistemas para caminhar em direção ao processo eletrônico. Os investimentos ao longo da implantação devem beirar os 400 milhões de reais.
O primeiro passo para a migração já está sendo dado, com a unificação dos sistemas das varas. Segundo Pedrassi, para a tramitação dos processos em primeiro grau eram utilizados nada menos do que dez sistemas diferentes e outros quatro para as ações de segundo grau (diversidade que praticamente inviabiliza o processo eletrônico). Na capital paulista, esses 14 sistemas sendo substituídos por um software único e a expectativa é que até o fim de 2009 a troca já tenha sido concluída. A migração, então, segue para o interior.
Hoje já existem 18 varas com o sistema novo implantado -- das 1900 em operação no Estado. O processo eletrônico prevê a tramitação quase integral pela internet. O advogado que iniciará uma ação, por exemplo, pode fazer isso sem sair do escritório por meio do peticionamento eletrônico. O acompanhamento do andamento e a consulta ao texto dos processos também podem ser feitos pela internet. O juiz, por sua vez, também não precisa mais lidar com aquelas pilhas de pastas de papel. Ele trabalha em um computador com duas telas, um com o texto na íntegra do processo e outro com um editor de texto em que faz suas considerações.
Com a migração total para o ambiente online, a expectativa é que os advogados e as partes envolvidas nos processos precisem ir ao fórum somente para audiências ou para atendimentos especiais. (Segundo a lei 11419, por enquanto a apresentação de processos em papel também é aceita pelos tribunais).
Os processos eletrônicos deverão trazer economia também de mão-de-obra e espaço aos tribunais. De acordo com Pedrassi, para o formato normal de processos em papel são necessários 15 funcionários, um juiz, 1 000 metros quadrados de espaço para gabinetes -- o que permite uma capacidade de julgamento de 3 000 ações. Com o método eletrônico, o espaço necessário é de 300 metros quadrados, 8 funcionários, um juiz -- com capacidade de 6 000 ações a serem julgadas por ano. A estrutura administrativa também será alterada, com a unificação dos cartórios -- hoje existe um a cada vara. No futuro, com a migração para o meio eletrônico, será um cartório unificado.
A informatização dos tribunais de São Paulo começou em 2004. Naquela época, boa parte dos 700 prédios não tinha sequer sistemas integrados -- um verdadeiro caos quando é considerado um parque de 40 000 desktops e 2700 notebooks. A partir de então, o TJSP terceirizou o controle da infraestrutura, como no contrato com a Arcon, que faz a gestão da segurança da informação e integridade eletrônica dos equipamentos.
Os tribunais paulistas têm hoje 18 milhões de processos, 45 000 funcionários e cerca de
3 000 juízes.


