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O que é o Twitter?
Por Luiza dalmazo | 04/03/2009 - 18:42

O microblogger Twitter cresce rápido, apesar de muitos ainda não entenderem o que é e para que serve. Não existem números oficiais de usuários, mas já se fala em 8 milhões, contra 340 mil identificados em julho de 2007 pelo TwitDir.com. O aplicação da ferramenta de mensagens curtas, de até 140 caracteres, vai além dos relatos de 'o que você está fazendo agora' e está ainda mais longe de ser um brincadeira.

Mas apesar de desconhecido de muitos, empresas e até o governo (pelo menos o dos EUA) já são obrigados a se preocupar com a ferramenta. Isso mesmo. Nos Estados Unidos, alguém dentro da Casa Branca começou a relatar o conteúdo secreto de reuniões. Aqui mesmo, no Brasil, a operadora Oi viu algum funcionário delatar em detalhes as demissões realizadas após a fusão com a Brasil Telecom. Os casos se multiplicam rápido. E há até o anti-caso, das balas Skittles.

Ele entrou na pauta, na rotina e também no radar de compra das gigantes. O Facebook andou sondando o microblogger e analistas apontam para a necessidade de o Google abraçar também esse canal para se manter completo nas ofertas via web. E eles, em resposta, também estão buscando receita.

Mas afinal, o que é o Twitter? A CNN fez um vídeo para esclarecer a ferramenta desde o be-a-bá (em inglês).

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Jogando ouro no lixo
Por Sérgio Teixeira Jr. | 04/03/2009 - 17:03
Os alemães jogam 24 milhões de telefones celulares no lixo todo ano. No meio de tantas toneladas de lixo tóxico e pedaços de plástico, há quase 500 quilos de ouro, diz uma reportagem da Bloomberg.

A empresa Norddeutsche Affinerie, de Hamburgo, pega um bom pedaço dessa montanha de lixo eletrônico para retirar os metais preciosos escondidos. Outra empresa, a belga Umicore, recupera 6 toneladas de ouro por ano do lixo.

Com o preço do metal batendo recorde nestes tempos de crise, catar lixo não parece um negócio tão ruim.
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Tecnologia deixa o pódio dos que mais demitem
Por Luiza dalmazo | 04/03/2009 - 15:46

Num momento em que o número de demissões bate recorde, o setor de tecnologia deixou em fevereiro deste ano o pódio dos segmentos que mais cortaram postos. O setor desceu um degrau e passou para a quarta posição, depois do relato em dezembro do ano passado de que o setor de eletrônicos e de computadores ocupava o terceiro lugar.

A melhor notícia, segundo relato da consultoria Challenger, Gray & Christmas, é que o número de demissões nos EUA que somou 90,09 mil em dezembro já caiu para 15,02 mil no segmento.

Ao todo, a consultoria fala em demissões de 186,35 mil no mês passado, que representa 23% menos do que janeiro, segundo a consultoria de recolocação. O número é 158% acima do registrado no mesmo mês de 2008.

Destque também para o setor de telecomunicações, que demitiu 5,66 mil pessoas em fevereiro nos Estados Unidos.

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Quando o errado dá muito certo
Por Sérgio Teixeira Jr. | 04/03/2009 - 14:15
É isso que se conclui dessa entrevista com a jornalista Julia Angwin, editora de tecnologia do Wall Street Journal e autora de um livro sobre o MySpace.

Angwin conta que o MySpace nasceu para ser uma cópia do Friendster, a primeira rede social no formato que conhecemos hoje. Mas, por um descuido, o sistema do MySpace permitia que os usuários fizesse mudanças no design de suas páginas -- e essa personalização é hoje uma das características mais marcantes do site.

Angwin conta também os primórdios da rede. A empresa que deu origem ao MySpace estava envolvida com spam e com spyware, e Tom Anderson, um dos fundadores do serviço, chegou a ter um site de pornografia especializado em asiáticas para ganhar um trocado.

"Uma das minhas histórias favoritas do livro é quando Rupert Murdoch e Peter Chernin descobrem que Tom tinha um site pornô, depois de terem comprado o site. Eles chamaram-no e disseram algo como 'Que história é essa de site pornô?' e ele respondeu 'Não é nada, eu nunca nem descontei os cheques que recebi'. E a história morreu ali."

A íntegra da entrevista está aqui.

Você pode comprar o livro aqui. Aliás, vou fazê-lo agora. Aguarde uma resenha em uma das próximas edições de Exame.
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Você troca a sinuca no bar por um jogo online?
Por Luiza dalmazo | 04/03/2009 - 12:09

Parece que muita gente, sim. Tanto que uma pesquisa da Juniper Research mostra que mesmo se o pior acontecer, o mercado de entretenimento móvel ainda vai apresentar crescimento.

Eles traçaram os dois casos, da pior e a melhor previsão. A expectativa mais otimista fala que o setor vai alcançar 36 bilhões de dólares em 2010, com crescimento de 19% nos próximos dois anos.

A mais pessimista mostra aumento de apenas 7% ao ano, o que faria o mercado somar menos de 30 bilhões de dólares em dois anos -- considerando que a empresa avalia o segmento em 2008 como sendo de 25,4 bilhões de dólares, depois de um crescimento de 28% no ano passado.

Menos gastos com serviços e em aparelhos estão entre os fatores que mais contribuem com a queda na receita dos serviços de entretenimento móvel, segundo a pesquisa, assim como a falta de fundos para o desenvolvimento de aplicativos.

O relatório afirma que serviços para adultos e jogos de sorte serão os menos expostos às perdas. Eles poderão, inclusive, promover uma migração de pessoas que jogam em ambientes físicos para virtuais, como o celular e o PC.

Em recente reportagem sobre jogos casuais, a Exame falou sobre o potencial desse mercado, mesmo em tempos de crise. A comScore, especializada em medições do mundo digital, também falou que eles são uma alternativa importante de diversão nesse momento – o números de jogadores nos EUA, por exemplo, subiu 27% e chegou a 86 milhões em dezembro de 2008. Mais: o tempo que passaram jogando, subiu 42%.

Jessica Tams, diretora de gerenciamento da Casual Games Association, diz que os jogos casuais, baixados no celular ou acessados em sites da web, já movimentam 2,7 bilhões de dólares ao ano, entre a venda de downloads e a exibição de publicidade.

Talvez você deva considerar a prática. Só cuidado com a sua produtividade, caso esteja no trabalho. O chefe pode não gostar muito.

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Um test drive de cinco páginas
Por Sérgio Teixeira Jr. | 04/03/2009 - 11:47
Como disse no post abaixo, quem mora no Brasil não consegue comprar livros da Amazon (se houver alguma maneira de burlar essa regra, me contem). Mesmo assim, deu para dar uma olhada rápida no programa.

Eu leio bastante na telinha do iPhone (enquanto a presbiopia não chega). Já li reportagens bastante longas, coisa equivalente a umas dez páginas de revista. Foi uma questão de necessidade, claro. Não tinha a versão em papel nas mãos.

O Kindle para iPhone tem alguns recursos interessantes, como aumentar o tamanho da fonte, marcar a página em que você parou de ler e acessos rápidos para uma página específica. A experiência é muito superior a ler no navegador, sem dúvida.

O programa para iPhone é gratuito; o Kindle custa 359 dólares. Mas tenho dúvidas de que o programa do iPhone possa de alguma forma roubar espaço do aparelho. Nunca pus as mãos em um, mas o tamanho da tela faz uma diferença enorme.

Além disso, são duas tecnologias completamente diferentes. A tela do Kindle foi pensada justamente para leituras longas. Ela não tem iluminação traseira, como as de celulares. Isso evita o cansaço dos olhos. Além disso, a tela desenvolvida pela empresa E-ink consome muito menos bateria. 

A intenção da Amazon é que o programa de iPhone seja um complemento para quem está com um tempinho de sobra, mas não tem o leitor eletrônico à mão. Também pode servir para ler os jornais e revistas que podem ser assinados eletronicamente pelo Kindle.

E existem outras alternatuvas de software para leitura de livros no iPhone e no iPod Touch, embora sem a mesma seleção e as novidades da Amazon. Já baixei o Stanza, que tem uma coleção razoável de títulos. Essa categoria de "livros eletrônicos virtuais", aliás, é a que mais cresce entre os programas baixados da loja de programas da Apple.

O fato é que é mais uma novidade em um segmento que vem gerando tanto interesse como a música digital alguns anos atrás. Junto com a terrível crise enfrentada pela imprensa nos países desenvolvidos, especialmente nos Estados Unidos, começam a aparecer inovações importantes na distribuição eletrônica de livros, jornais e revistas.

A edição mais recente da revista Fortune publicou uma ótima reportagem sobre o impacto das telas sobre as empresas que vivem do papel. Para nós, jornalistas, é leitura obrigatória -- e para você, leitor, também.
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Kindle no iPhone? Esqueça
Por Sérgio Teixeira Jr. | 04/03/2009 - 11:27
Li agora pela manhã que a Amazon lançou um software do Kindle para o iPhone e para o iPod Touch. Com ele, você pode comprar os livros eletrônicos que a empresa vem lançando mesmo sem ter o aparelho.

Como o Kindle teoricamente só é vendido para quem mora nos Estados Unidos e tem uma integração completa com a rede de telefonia celular do país, achei que o caminho do iPhone seria a maneira de usar a novidade daqui do Brasil (e conseguir gratificação instantânea, pois livros comprados pela Amazon demoram para chegar pelo correio).

Não é o caso.

Eu consegui baixar o programa para o telefone sem problemas. É grátis. Entrei no site da Amazon disposto a comprar um livro eletrônico. Vi que havia várias obras clássicas gratuitas. Tentei baixar uma para teste e recebi a seguinte mensagem:

 "Não pudemos processar seu pedido por causa de restrições geográficas sobre o produto que você tentou comprar."

Tentei mais uma vez com um título recente, à venda por US 9,99. Mesmo resultado. O curioso é que se você pedir uma amostra do livro ele é enviado diretamente para o iPhone. Mas são apenas algumas páginas. Dá para perceber que o software é bem organizado e tem recursos que ajudam bastante a leitura. É o assunto do próximo post.

Suspeito que a restrição esteja relacionada ao meu endereço de entrega, já cadastrado na Amazon. Mas pode ser que o bloqueio seja feito pelo endereço do seu cartão de crédito. Na loja iTunes, por exemplo, você só  consegue comprar discos e filmes se tiver um cartão de crédito emitido no exterior.

Entendo que livros, filmes e discos tenham janelas de lançamento e licenças digitais diferentes de país para paíse de região para região. Não é por antipatia que a iTunes não vende músicas para os brasileiros; é por não ter as liberações de direitos necessárias.

Mas, se essa regra fosse ser cumprida à risca, por que eu consigo receber um CD importado na minha casa?
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Sérgio Teixeira Jr.
Editor executivo de Exame, escreve sobre as novidades no mundo da tecnologia.


Camila Fusco
Repórter da editoria de Tecnologia da revista EXAME.




Luiza Dalmazo
Repórter da editoria de Tecnologia da revista EXAME.
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