O microblogger Twitter cresce rápido, apesar de muitos ainda não entenderem o que é e para que serve. Não existem números oficiais de usuários, mas já se fala em 8 milhões, contra 340 mil identificados em julho de 2007 pelo TwitDir.com. O aplicação da ferramenta de mensagens curtas, de até 140 caracteres, vai além dos relatos de 'o que você está fazendo agora' e está ainda mais longe de ser um brincadeira.
Mas apesar de desconhecido de muitos, empresas e até o governo (pelo menos o dos EUA) já são obrigados a se preocupar com a ferramenta. Isso mesmo. Nos Estados Unidos, alguém dentro da Casa Branca começou a relatar o conteúdo secreto de reuniões. Aqui mesmo, no Brasil, a operadora Oi viu algum funcionário delatar em detalhes as demissões realizadas após a fusão com a Brasil Telecom. Os casos se multiplicam rápido. E há até o anti-caso, das balas Skittles.
Ele entrou na pauta, na rotina e também no radar de compra das gigantes. O Facebook andou sondando o microblogger e analistas apontam para a necessidade de o Google abraçar também esse canal para se manter completo nas ofertas via web. E eles, em resposta, também estão buscando receita.
Mas afinal, o que é o Twitter? A CNN fez um vídeo para esclarecer a ferramenta desde o be-a-bá (em inglês).
Num momento em que o número de demissões bate recorde, o setor de tecnologia deixou em fevereiro deste ano o pódio dos segmentos que mais cortaram postos. O setor desceu um degrau e passou para a quarta posição, depois do relato em dezembro do ano passado de que o setor de eletrônicos e de computadores ocupava o terceiro lugar.
A melhor notícia, segundo relato da consultoria Challenger, Gray & Christmas, é que o número de demissões nos EUA que somou 90,09 mil em dezembro já caiu para 15,02 mil no segmento.
Ao todo, a consultoria fala em demissões de 186,35 mil no mês passado, que representa 23% menos do que janeiro, segundo a consultoria de recolocação. O número é 158% acima do registrado no mesmo mês de 2008.
Destque também para o setor de telecomunicações, que demitiu 5,66 mil pessoas em fevereiro nos Estados Unidos.
Parece que muita gente, sim. Tanto que uma pesquisa da Juniper Research mostra que mesmo se o pior acontecer, o mercado de entretenimento móvel ainda vai apresentar crescimento.
Eles traçaram os dois casos, da pior e a melhor previsão. A expectativa mais otimista fala que o setor vai alcançar 36 bilhões de dólares em 2010, com crescimento de 19% nos próximos dois anos.
A mais pessimista mostra aumento de apenas 7% ao ano, o que faria o mercado somar menos de 30 bilhões de dólares em dois anos -- considerando que a empresa avalia o segmento em 2008 como sendo de 25,4 bilhões de dólares, depois de um crescimento de 28% no ano passado.
Menos gastos com serviços e em aparelhos estão entre os fatores que mais contribuem com a queda na receita dos serviços de entretenimento móvel, segundo a pesquisa, assim como a falta de fundos para o desenvolvimento de aplicativos.
O relatório afirma que serviços para adultos e jogos de sorte serão os menos expostos às perdas. Eles poderão, inclusive, promover uma migração de pessoas que jogam em ambientes físicos para virtuais, como o celular e o PC.
Em recente reportagem sobre jogos casuais, a Exame falou sobre o potencial desse mercado, mesmo em tempos de crise. A comScore, especializada em medições do mundo digital, também falou que eles são uma alternativa importante de diversão nesse momento o números de jogadores nos EUA, por exemplo, subiu 27% e chegou a 86 milhões em dezembro de 2008. Mais: o tempo que passaram jogando, subiu 42%.
Jessica Tams, diretora de gerenciamento da Casual Games Association, diz que os jogos casuais, baixados no celular ou acessados em sites da web, já movimentam 2,7 bilhões de dólares ao ano, entre a venda de downloads e a exibição de publicidade.
Talvez você deva considerar a prática. Só cuidado com a sua produtividade, caso esteja no trabalho. O chefe pode não gostar muito.


