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Quem desdenha...
Por Sérgio Teixeira Jr. | 03/03/2009 - 20:20
... quer comprar?

Veja o que disse hoje Eric Schmidt, o CEO do Google, sobre o Twitter numa conferência para investidores realizada hoje em Nova York San Francisco:

"Falando como um cientista da computação, vejo todos (esses serviços de microblog) como uma espécie de primo pobre do email.

"Eles têm aspectos de um sistema de e-mail, mas não são uma oferta completa. para mim, a questão para empresas como Twitter é: 'Eles vão evoluir fundamentalmente como um fenômeno de notas, ou eles vão ter armazenamento, revogação, identidade e todos os outros aspectos de um sistema tradicional de e-mail?

"A inovação é ótima. (...) O sucesso do Twitter é maravilhoso, e mostra que há muitas e muitas maneiras de se comunicar, especialmente se você estiver disposto a fazê-lo publicamente."

Primo pobre do e-mail? Deselegante e um pouco fora de propósito. Schmidt é um veterano de décadas do Vale do Silício, um engenheiro muito respeitado. E CEO do Google.

A essa altura da vida, Schmidt deve saber que em tecnologia nem tudo se avalia do ponto de vista técnico, especialmente um serviço como o Twitter -- que, apesar dos problemas, continua crescendo espantosamente. 


Aqui você encontra um relato mais completo de tudo o que Schmidt disse na conferência.

PS: Nunca entrou no Twitter? Não sabe do que se trata? Crie uma conta e acompanhe o blog por lá: @zeroseuns
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Operadora passa a vender no varejo
Por Luiza dalmazo | 03/03/2009 - 19:43

A empresa de telecomunicações Bell Canada tomou um rumo diferente, guiada pelo cenário econômico. A empresa decidiu comprar da falida Circuit City a rede varejista de eletrônicos The Source.

O movimento soa estranho para uma empresa do setor de serviços. O plano, porém, é continuar vendendo produtos eletrônicos e adicionar ao catálogo toda a linha (de serviços) da companhia. Isso vai desde serviços sem fio como Bell TV, Bell Internet, Bell Home Phone e possivelmente produtos da Virgin Mobile, que opera sua rede wireless.

A ideia parece boa. Muita gente compra um produto já pensando em resolver seus problemas o quanto antes, da maneira mais rápida e sem precisar fazer vários telefonemas. Se ao comprar um computador a loja oferecer um pacote de instalação e de acesso à internet por um preço interessante, vai soar tentador.

Aqui no Brasil, a TecTotal é o mais próximo disso. A empresa vende cartões de serviços nas redes varejistas, para ajudar os clientes na instalação dos produtos eletrônicos comprados. Ainda está longe da proposta da Bell, mas já mostra que o modelo da operadora pode dar certo -- a companhia obteve receita de 20 milhões de reais nos primeiros sete meses de atividade.

Entre as operadoras, esse não é um modelo praticado. As brasileiras têm, no máximo, quiosques e lojas para atendimento (que por sinal deixam a desejar). A ideia de vender os serviços no embalo dos equipamentos pode criar um novo padrão. Mas isso só vai acontecer se a fusão tiver aprovação dos órgãos canadenses responsável.

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Mais um para a lista de queda nas vendas
Por Luiza dalmazo | 03/03/2009 - 18:53

Depois dos reportes nas quedas nas vendas de PC e de chips, agora é a vez dos smartphones e celulares. Cerca de 315 milhões de telefones móveis foram vendidos globalmente no quarto trimestre de 2008. O valor representa 5% ano após ano, segundo o Gartner. Não é bom. Mas é melhor do que o previsto pelo IDC, de queda de 12,6% ano sobre ano, o que significaria que seriam 289 milhões de unidades.

Existe mais uma diferença no ano de vendas. O Gartner estimou 6% de aumento ano após ano, enquanto o IDC viu um crescimento de 3,5%, para 1,18 bilhões. A única coisa com que concordaram é que a queda nas vendas num aumento do inventário, que vai ter de ser reduzido. E até a Dow Jones já adiantou que os esforços na redução vão ser vistos até o segundo trimestre de 2009.

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Leituras do dia
Por Sérgio Teixeira Jr. | 03/03/2009 - 17:59
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Como não usar o Twitter
Por Sérgio Teixeira Jr. | 03/03/2009 - 15:51
Parecia uma campanha inteligente. Os marqueteiros da Skittles, uma bala azedinha, decidiram criar um novo tipo de ação viral: a página do produto na internet apontaria direto para o resultado de buscas no Twitter.

A página que aparecia era basicamente assim, apenas com um logo flutuando num canto da tela.

A idéia era mostrar em tempo real o que se dizia na internet a respeito do produto. Toda mensagem que contivesse o nome da bala apareceria, portanto, na homepage da Skittles.

Brilhante... até que os chatos (ou não, depende de quem olha) entrassem na brincadeira. Em vez de fazer comentários simpáticos, os tuiteiros começaram a falar bobagens e fazer piadas sobre o produto.

Só um exemplo que vi ontem: "Skittles é responsável pelo racismo na América". E por aí vai.

Resultado: a empresa desistiu de deixar que sua página principal fosse entregue aos comentários dos usuários do Twitter. Agora, quem clica em Skittles.com vai parar numa comunidade do Facebook, onde há pelo menos alguma forma de controle.

As balas são azedinhas. Mas nada que se compare ao azedume que você pode encontrar na internet.
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Quinzena de eventos das gigantes de ERP
Por Luiza dalmazo | 03/03/2009 - 15:49

A primeira quinzena de março será marcada no Brasil e na América Latina pela realização de eventos das duas maiores empresas internacionais de software de gestão empresarial (ERP): Oracle e SAP. As duas empresas já protagonizaram cenas de sucesso nos anos 1990, com bilhões de dólares sendo movimentados durante os projetos de implementação de ERP.

Hoje, qualquer grande empresa está informatizada muito além das fronteiras do ERP e as necessidades mudaram. Por isso, ambas passaram a dar foco para o setor de pequenas e médias empresas e também diversificaram as ofertas. As duas, por exemplo, compraram empresas desenvolvedoras de sistemas de business intelligence, aquele programa que ajuda a monitorar os dados em tempo real. A SAP comprou a Business Objects e a Oracle, a Hyperion.

Mesmo assim, as gigantes alemã e americana estão apagadas. A Oracle já não está frequentemente nos jornais anunciando ofertas hostis de aquisições, como quando comprou a Peoplesoft e a JD Edwards. E a SAP, corre perseguida por desconfianças sobre sua capacidade de manter o ritmo de crescimento entre as médias empresas.

Nos próximos dias, aproveitarão o SAP Forum e o Oracle OpenWorld, respectivamente, para atrair a atenção de fornecedores, clientes e parceiros para seus novos negócios e rumos.

Tanto uma quanto a outra trouxe executivos internacionais de peso, numa tentativa de atrair mais holofotes e impactar os participantes. Ao SAP Forum, que começou nesta terça-feira (03/03) e vai até quinta-feira (05/03), vieram John Schwarz, especialista pioneiro em business intelligence, e Peter Graf, responsável mundial por soluções de sustentabilidade.

Ao Oracle Open World, que será de 10 a 12 de março, destaque para a presença de Safra Catz, presidente mundial da Oracle e Chuck Rozwat, vice-presidente executivo de desenvolvimento de produtos da corporação, que gerencia mais de 17 mil desenvolvedores.

Cada uma a seu modo, elas vão mostrar como pretendem sobreviver à crise.

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Kumo. Cuma?
Por Sérgio Teixeira Jr. | 03/03/2009 - 12:01
Kara Swisher, jornalista do Wall Street Journal e uma das pessoas mais bem informadas do Vale do Silício, conseguiu um email interno da Microsoft sobre o novo sistema de buscas da empresa.

(Aliás, antes de entrar no assunto: por acaso você sabe qual é o nome do serviço de buscas da Microsoft? Não lembra, né? É Live Search.)

Pois bem. A marca nunca chegou a pegar, afinal de contas buscas na internet são sinônimo de Google. Mas o pessoal de Redmond quer mudar essa situação de qualquer jeito.

Segundo o email reproduzido no blog Boomtown, de Swisher, o novo sistema de buscas da Microsoft tem o nome-código de Kumo e já está sendo testado internamente na companhia. 

Eis um trecho da mensagem enviada por Satya Nadella, o responsável pelas buscas:

"Apesar do progressos dos mecanismos de busca, 40% das pesquisas ficam sem resposta; metade são pessoas voltando a temas já buscados; e 46% das sessões de busca duram mais de 20 minutos. Essas e outras descobertas sugerem que hojeos clientes frequentemente não encontram o que precisam."

Ainda não se sabe se a marca atual vai desaparecer para dar lugar à tal Kumo, que em japonês significa aranha ou nuvem, segundo Swisher. Mas o fato é que marketing é o menor dos problemas da Microsoft quando se fala em busca. O que falta é qualidade. Ou, mais precisamente, inovação.

Eu nunca fiz nenhum teste científico para comparar o Live Search com o Google, e na verdade nem acho que isso faça sentido. Quem faz uma busca em geral sabe o que quer encontrar, e nos meus testes empíricos o Google sempre chegou mais perto.

E não é só isso. Mesmo que uma outra ferramenta de busca apresente resultados iguais ao Google, haveria por que trocar? Pelo que as telas que apareceram por aí dão a entender (veja as imagens aqui, aqui e aqui), não há nenhuma idéia fundamentalmente nova na apresentação dos resultados. Trata-se da mesma caixinha em branco, um botão e uma lista de links.

O que falta é uma inovação de verdade, um novo jeito de pensar o que é uma busca por informações. É óbvio que se eu soubesse que inovação é essa não estava aqui escrevendo este post. Mas cada vez mais me convenço de que existe uma novidade que pode representar uma transformação de verdade: o Twitter.

E isso é assunto para um próximo post.
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Sérgio Teixeira Jr.
Editor executivo de Exame, escreve sobre as novidades no mundo da tecnologia.


Camila Fusco
Repórter da editoria de Tecnologia da revista EXAME.




Luiza Dalmazo
Repórter da editoria de Tecnologia da revista EXAME.
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