De novembro do ano passado para cá, a vida do indiano Rajendra Pachauri, presidente do IPCC – o painel das Nações Unidas para o clima -, não anda lá muito fácil. Poucos dias antes da Cop 15 começar, em dezembro, na Dinamarca, Pachauri teve de lidar com o Climategate. Para quem não se lembra, tudo começou quando uma troca de emails entre cientistas britânicos e ingleses membros do IPCC veio à tona na internet. Muita gente viu nas frases ali escritas sinais claros de que alguns pesquisadores envolvidos no processo haviam privilegiado alguns trabalhos científicos em detrimento de outros para corroborar a tese do aquecimento global provocado pela ação humana.
Quando a Cop começou, Pachauri teve de botar panos quentes na história. Tive a oportunidade de entrevistá-lo no início da conferência e de questioná-lo sobre o escândalo. Pachauri foi categórico: “Climategate? Que Climategate?”. O assunto ainda pipocou aqui e ali durante todo o encontro, mas não o suficiente para atrapalhar as negociações – outros entreveros, é claro, se encarregaram disso.
Agora em janeiro, o IPCC voltou a ser questionado por ter feito um alerta exagerado de que as geleiras do Himalaia poderiam estar completamente derretidas até 2035. No mesmo mês, mais críticas: o IPCC também teria pisado na bola, por exemplo, ao estimar a influência das mudanças climáticas na floresta amazônica. Nesse ir e vir de más notícias, muita gente andou pedindo a cabeça de Pachauri. Muita gente também saiu em defesa do cientista. Na semana passada, em uma entrevista ao jornal inglês Financial Times, o indiano disse que não vai deixar o posto e voltou a falar sobre uma suposta conspiração para desacreditar o IPCC e seus prognósticos sobre o futuro do planeta.
Independentemente disso, o que ninguém duvida é que o cientista que estiver no comando do painel daqui pra frente – seja ele Pachauri ou não – exigirá ainda mais critério na preparação do quinto relatório do IPCC, que deve ficar pronto em setembro de 2014. “Vamos ser muito, muito cuidadosos … estamos vivendo em uma era na qual informação, escrutínio e acesso a qualquer coisa que você faça deve nortear a maneira como funcionamos e como medimos o nosso desempenho. Temos de estar muito conscientes disso”, afirmou Pachauri ao Financial Times.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010 -
15:11
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Rafael :
É isso aí Marly. Pode-se enganar uma pessoa muito tempo, algumas pessoas algum tempo, mas não todo mundo ao mesmo ...
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No penúltimo post falei sobre a TerraCycle, uma empresa americana sobre a qual fizemos uma reportagem em meados do ano passado. A TerraCycle produz e vende uma série de produtos feitos a partir do lixo. Alguns leitores, porém, fizeram alguns questionamentos que eu gostaria de esclarecer. Vamos lá:
Um deles disse que a empresa está “aproveitando uma oportunidade para ganhar dinheiro.” A resposta é: sim, a empresa está aproveitando uma oportunidade para ganhar dinheiro, e isso é legítimo. Leia mais »
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010 -
18:25
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Ramon E. Ritter :
Não entendo o por quê dessa ojeriza que muitas pessoas tem em relação a empresas envolvidas em projetos ambientais gerarem ...
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Depois de dois anos de trabalho árduo – que incluiu a abertura de um escritório em Washington e a contratação de vários profissionais, como cientistas e lobistas – a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) chegou lá: a poderosa agência Americana de Proteção Ambiental ( EPA, na sigla em inglês) anunciou ontem que classificou o etanol brasileiro como um combustível avançado. Na prática, o que isso significa é que a EPA deu o braço a torcer e admitiu que o etanol brasileiro reduz as emissões de dióxido de carbono (Co2) em 61% em relação à gasolina. Para se batizado de “avançado” nos Estados Unidos, um combustível deve provar que as suas emissões de C02 são 40% inferiores às da gasolina. A Unica estava pleiteando uma redução de 72% para o nosso etanol, mas ficou feliz com o que ganhou. Leia mais »
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010 -
11:59
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ruy peixoto :
...O etanol...eh ALTERNATIVO.!!!!
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Em junho do ano passado publicamos com exclusividade na EXAME o perfil de Tom Szaky, um jovem de origem húngara que abandonou a renomada universidade americana de Princenton, nos Estados Unidos, para criar uma empresa que tinha o seguinte propósito: transformar lixo em novos produtos. A idéia do negócio surgiu em 2001, quando Szaky descobriu que “Marley”, um pezinho de maconha que ele havia deixado sob os cuidados de um amigo, estava verde e frondoso graças a muito esterco de minhoca. Nascia ali o primeiro produto da TerraCycle – um adubo 100% verde que vinha em embalado em garrafas usadas de PET. Leia mais »
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010 -
14:35
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Renata Gomes :
Concordo com o James! Qual é o problema de se ganhar dinheiro? Vivemos em uma sociedade capitalista e precisamos de ...
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Discuti esta semana o impacto que a a edição feita pelo presidente Lula de MP que prevê crédito presumido de IPI para a indústria que usar matéria-prima reciclada de cooperativas de catadores provocará na cadeia de reciclagem. Lembrando que a MP foi anunciada no final de dezembro e, antes de entrar em vigor, precisará ser regulamentada pelo Ministério da Fazenda nos próximos meses. Leia mais »
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010 -
17:21
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marly winnie :
Que notícia boa! Crédito do IPI! Reciclagem! Cooperativas! E com as observações corretas do executivo Von Zuben. Que venham mais ...
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A operação brasileira do WalMart informou hoje, sexta-feira, que deixará de comprar, temporariamente, da Cosan – empresa brasileira donas das marcas de açúcar União e Da Barra-, que são vendidas pelo varejista. O motivo do rompimento é que a Cosan foi incluída, no fim de 2009, no Cadastro de Empregadores Acusados de Trabalho Escravo, a “lista suja” do Ministério do Trabalho.
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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010 -
19:39
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Judson Barros :
Biosangue – o fracasso do biodiesel no Piauí
Judson Barros
No princípio era biodiesel.
A mamona veio para o Piauí pela mão ...
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Vamos lá. A COP 15 se foi, os resultados não foram nem de longe os esperados e o que restou foi muita frustração. A minha, inclusive, que lá estive para cobrir o evento, não foi pouca. Deixei o Bella Center, o local onde estava sendo realizado o evento, em Copenhague, na Dinamarca, já na manhã do dia 19 de dezembro. Como todos devem ter lido, a Cop deveria ter terminado na sexta-feira, dia 18, mas as negociações entraram a madrugada adentro e só terminaram no dia 19. Eu, na companhia de outras dezenas de jornalistas, varei a noite na Bella Center, ouvindo representantes de diferentes países se manifestarem contra uma proposta de acordo que o Brasil, Estados Unidos, China, Índia e África do Sul tinham costurado às pressas na tarde de sexta. Leia mais »
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010 -
18:55
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Fabricio Guimaraes Rodrigues :
A verdade é que a pessoas são muito hipócritas, o meior exemplo disso foi a última crise mundial. Tivemos uma ...
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São 4h30 da manhã aqui em Copenhague e é provável que o acordo da Cop 15, costurado pelo presidente Lula, Barack Obama e outros líderes do chamado BASIC – grupo que inclui Índia, China e África do Sul – não seja aprovado.
Para que isso aconteça é preciso que haja consenso entre todos os demais países e, aparentemente, até agora não há qualquer consenso. Há pouco, na plenária, vários negociadores, de países como Tuvalu, Bolívia, Cuba e Venezuela se manifestaram contra as premissas do acordo, batizado de “Acordo de Copenhague”, e com o fato de que ele teria sido discutido separadamente por um grupo de países. Segundo o negociador de Tuvalu, o documento não garante a manutenção do Protocolo de Kyoto. “Esse documento é anti-democrático e joga por terra dois anos de trabalhos e negociações”, afirmou uma negociadora da Venezuela. O clima na plenária ficou tão tenso que Lars Lokke Rasmussen, primeiro ministro da Dinamarca e presidente da Cop 15, pediu que a sessão fosse interrompida por alguns minutos. Passaram-se trinta minutos e a plenária ainda não foi reiniciada.
sábado, 19 de dezembro de 2009 -
1:36
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Pedro Henrique Angelim Mota :
Enquanto prazos e metas não são amarrados o tempo vai passando, o que ironicamente torna essa decisão cada vez mais ...
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Obama já está a caminho dos Estados Unidos e Lula em direção ao Brasil. Aqui no Bella Center, o que se sabe é que Dilma Rousseff e o embaixador Luiz Alberto Figueiredo, que até a chegada de Lula eram responsáveis pelas negociações, também já foram embora. Ainda há, porém, riscos de que o acordo não seja aprovado pelos demais países. O embaixador sudanês Lumumba Stanislaus Di-Aping, que também é presidente do G77 – grupo que reúne os países pobres e emergentes – afirmou há pouco que não aprovará o acordo.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009 -
22:57
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Decepcionante. Foi como o embaixador brasileiro Sérgio Serra definiu há pouco o acordo climático que poderá ser firmado, aqui em Copenhague, após duas semanas de negociações. Isso porque, no documento, não há definição de metas de redução de gases causadores do efeito estufa para nenhum dos países desenvolvidos. “Nos últimos meses, vários desses países anunciaram números, mas não os colocaram na mesa aqui em Copenhague”, afirmou Serra. “No final, os compromissos que foram colocados na mesa foram os do Brasil, da China, do México, da Índia e da Coréia do Sul”. Leia mais »
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009 -
22:10
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