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Eike Batista é atração em TV americana

por Cristiane Correa
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Charlie Rose é um dos jornalistas mais prestigiados dos Estados Unidos. Em seu programa de TV já conversou com pesos-pesados como Warren Buffett e Bill Gates. Ontem, levou ao ar uma entrevista com Eike Batista, o dono do grupo EBX e homem mais rico do Brasil. Ao apresentá-lo, Rose disse que Eike “pode muito bem se tornar a pessoa mais rica do mundo graças ao petróleo que encontrou na costa brasileira.”
Ao longo da entrevista, Eike fala sobre as atividades de mineração que comandou no passado (“quando o ouro estava em alta eu estava na Suíça, quando em baixa, eu estava em Bangladesh”), sobre a influência do pai, Eliezer Batista em sua vida (“ele me ensinou a sonhar grande”) e sobre como seu império vai crescer nos próximos anos. Num determinado ponto, Rose pergunta de quanto será seu patrimônio em 10 anos. Sem titubear, Eike responde que de 100 bilhões de dólares – mais que o dobro da atual Fortuna de Gates, que atualmente ocupa o posto de homem mais rico do mundo.
Vale a pena ver o que esse polêmico empresário tem a dizer. Assista aqui a entrevista.

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Embraer é a empresa que mais perdeu valor no Brasil

por Cristiane Correa
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Dias atrás escrevi aqui sobre as empresas americanas que mais perderam valor de mercado, segundo um levantamento da revista Fortune. Pois fiquei curiosa para saber a quem caberia o título no Brasil. Pedi então à Economática que fizesse uma análise de quais as empresas brasileiras que mais perderam valor de mercado nos últimos cinco anos. Sabe quem está no topo da lista? A Embraer, que entre fevereiro de 2005 e fevereiro de 2010 perdeu praticamente metade de seu valor — despencou de 13,1 bilhões de reais para 6,9 bilhões de reais.
Por que essa queda tão abrupta? O executivo Frederico Curado, que preside a Embraer desde 2007, definitivamente não tem tido sorte. A crise mundial que eclodiu em 2008 derrubou as encomendas das aeronaves. Paralelamente, o real se valorizou em relação ao dólar — um problemão para companhias com um perfil tão exportador quanto o da Embraer. Num cenário tão adverso, as iniciativas dos executivos da Embraer servem mais para estancar a sangria do que propriamente para levar a companhia de volta ao topo. No início do ano passado, Curado fez um inevitável ajuste da estrutura de custos da empresa, provocando a demissão de milhares de funcionários (leia aqui matéria publicada por EXAME à época). Além disso, a empresa vem investindo em novos produtos, como os jatos Phenom, para tentar atrair novos compradores. Para analistas, porém, enquanto o mercado mundial estiver desaquecido e o câmbio pender em favor do real, a Embraer continuará enfrentando problemas. “É difícil imaginar quando as ações da empresa vão voltar ao patamar de alguns anos atrás’, diz a analista Daniela Bretthauer, da corretora Raymond James.
Em tempo: a companhia que mais ganhou valor de mercado no mesmo período foi a Petrobras, que saltou de 115,3 bilhões de reais para 304,4 bilhões de reais.

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Cada vez mais próximos

por Cristiane Correa
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Primeiro foram as agências, que começaram a ser integradas recentemente. Agora, o Itaú Unibanco, que anunciou sua fusão há pouco mais de um ano, se prepara para dar mais um passo importante na formação dessa nova instituição. No final deste mês, Pedro Moreira Salles, presidente do Conselho de Administração, e Roberto Setubal, presidente executivo do Itaú Unibanco, participarão de uma verdadeira maratona de reuniões com os principais executivos do banco. Serão quatro dias em que a dupla vai conversar com os 14 000 líderes do banco. O objetivo? Passar para o pessoal os princípios da cultura que vai reger essa nova instituição.

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As perdedoras da década

por Cristiane Correa
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Nenhuma empresa americana perdeu tanto valor de mercado nos últimos 10 anos quanto a Cisco. A conclusão é da revista americana Fortune, que acaba de divulgar um ranking com as “losers” da década (veja aqui a matéria). Incensada no final dos anos 90, a Cisco chegou ao ano 2000 com um extraordinário valor de mercado de 557 bilhões de dólares — hoje, seu valor é de 132 bilhões. Feitas as contas, a empresa perdeu 425 bilhões de reais — algo como duas vezes o que a Petrobras vale atualmente na bolsa.
Nessa lista de perdedoras, os setores de tecnologia e telecomunicações são os que mais aparecem. Além da própria Cisco, estão Intel, Microsoft, Nortel, Lucent, AOL e WorldCom. Mas a empresa que mais me chamou a atenção foi a GE, a vice-líder desse ranking. Quando o lendário Jack Welch deixou o comando da empresa, em 2001, a GE era a empresa mais valiosa do planeta — e também uma das mais admiradas. Durante décadas (antes mesmo de Welch), a GE foi uma empresa com crescimento acelerado, de dois dígitos por ano. Por diversas razões, o sucessor de Welch, Jeff Immelt, não conseguiu manter a rota ascendente e a companhia perdeu 70% de seu valor. E ao contrário dos executivos das empresas de tecnologia e telecom, Immelt não pode culpar o estouro da bolha da internet pelo declínio da empresa.

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Um novo jogo de forças

por Cristiane Correa
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Já dá para dizer que a Ford saiu da crise. Dias atrás, a segunda maior montadora do mundo anunciou um lucro de 2,7 bilhões de dólares. Hoje, a companhia divulgou que as vendas de janeiro foram 25% maiores que as do mesmo período do ano passado, alcançando pouco mais de 116 mil carros.
Parte dessas vendas aconteceu às custas do inferno pelo qual passa a concorrente Toyota, que anunciou um recall gigante dias atrás (a Ford aproveitou para “incentivar” os donos de carros da montadora japonesa a trocar seus veículos pelos da empresa americana). Até pouco tempo atrás, ao lado da GM e da Chrysler, a Ford representava justamente a “velha” indústria automotiva, que encolhia porque fabricava produtos que os consumidores não tinham interesse em comprar. A Toyota, por sua vez, tinha se tornado a maior montadora do mundo e saído na frente na corrida por carros mais econômicos. Em menos de dois anos, a Ford conseguiu sair dessa espiral descendente, enquanto a Toyota agora é questionada naquilo que tinha de mais virtuoso: a qualidade de seus produtos. Uma matéria no New York Times mostra que a Toyota sabia dos problemas desde agosto do ano passado (leia aqui).
Não tenho a menor ideia de qual das duas montadoras terá mais sucesso daqui pra frente – ou mesmo se uma Hyundai ou a Volkswagen não acabarão atropelando as duas. Mas essas reviravoltas tão rápidas que estão acontecendo na indústria automotiva deixam muito claro pra mim que os tempos de empresas hegemônicas ficarão definitivamente para trás — e não só em setores mais “nervosos” como tecnologia, por exemplo.

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Mais “perto” da China que do Mato Grosso

por Cristiane Correa
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A economia brasileira anda tão promissora que às vezes a gente esquece um pouco do “custo Brasil”. Mas isso passa rápido. Sempre aparece alguém para apontar ineficiências do país que minam a nossa competitividade. Hoje conversei com Marcelo Moreira, presidente da Tiba Agro, uma das maiores empresas de terras agrícolas do Brasil. Apesar de todos os avanços do agronegócio — empresas mais profissionalizadas, produtivas e cercadas de tecnologia —, ele comentou sobre alguns grandes gargalos que afetam o setor. O principal deles é a falta de infra-estrutura. Moreira contou que o transporte rodoviário da soja cultivada no Mato Grosso até o porto de Santos, por exemplo, tem um custo três vezes maior que o frete cobrado para levar a commodity do Brasil à China. Você leu certo. É mais barato mandar a soja pro outro lado do planeta que transportá-la aqui dentro do país.
Absurdo, não? A despeito da euforia, os velhos problemas continuam aí. Não podemos nos enganar…

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O horror de uma demissão

por Cristiane Correa
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Existe uma maneira indolor de demitir alguém?
Essa pergunta me veio à cabeça enquanto eu assistia ao novo filme de George Clooney, Up in the Air — que no Brasil ganhou o infeliz título de “Amor sem escalas”.
Clooney interpreta uma espécie de consultor contratado por empresas que precisam demitir funcionários e não sabem como fazê-lo (ou preferem não “sujar as mãos” com isso). Experiente no riscado, ele utiliza diversas técnicas para contar aos empregados que suas empresas não precisam mais deles. Como é de se esperar, as reações dos demitidos são péssimas. Tem gente que chora, tem gente que esbraveja, tem quem fique catatônico, sem chão ao saber que perdeu a ligação com uma empresa para a qual trabalhava havia décadas. Por mais profissional que Clooney seja, ele não consegue fazer demissões “limpas”.
Pode-se argumentar que o filme é uma obra de ficção. Ok. Mas na vida real será que essas cenas são tão diferentes assim? Qualquer um que já passou pela experiência — quer demitindo, quer sendo demitindo — sabe que é um processo doloroso. Claro, existem algumas empresas que conseguem piorar uma situação já crítica. Tornou-se lendária, por exemplo, a decisão tomada pela subsidiária brasileira da Ford no final da década de 90 de mandar embora centenas de funcionários por carta às vésperas do Natal — é fácil imaginar o tipo de repercussão que a medida teve não apenas internamente como também para a imagem da montadora.
Mas voltando à pergunta inicial: será que é possível demitir alguém sem causar um trauma? Você acha que a maioria das empresas se preocupa em fazer isso de maneira digna? E se você já foi demitido alguma vez, como você se sentiu?

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Carga máxima

por Cristiane Correa
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Para as siderúrgicas brasileiras, o ano de 2009 não deixou saudade. Por conta da crise mundial, a demanda de aço despencou. Uma das mais afetadas foi a Usiminas, que chegou a reduzir a produção pela metade. No auge da turbulência, a empresa desligou três de seus cinco alto-fornos, localizados em Ipatinga (MG) e Cubatão (SP). No segundo semestre, com a melhora da economia, dois desses alto-fornos foram religados, mas um permanecia desativado. Até agora. Na próxima segunda-feira, 25, a empresa vai anunciar que o último desses fornos que estava desligado vai finalmente voltar a operar.

Ok, o forno não será religado apenas porque a demanda aumentou — existe também uma explicação técnica para justificar que ele volte a operar. Mas de qualquer modo o fato de a empresa retomar aos poucos a sua capacidade total de produção é um bom sinal. “A expectativa é de que esse ano seja melhor que 2009. só não sabemos ainda quanto”, me disse hoje o presidente da Usiminas, Marco Antonio Castello Branco.

Desde o início deste ano, todos os empresários e executivos com quem conversei compartilham da opinião de Castello Branco. Para eles, 2010 será um ótimo ano para o Brasil — a despeito de eventuais incertezas que a eleição presidencial venha a causar. Honestamente, espero que eles estejam certos.

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Quando a meritocracia não vale nada

por Cristiane Correa
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A compra da cervejaria brasileira AmBev pela belga Interbrew, formando a InBev, aconteceu em março de 2004. Desde então, executivos brasileiros têm sido despachados para Leuven, na Bélgica, onde fica a sede da empresa. O objetivo desde o início era dar um choque de gestão na nova companhia e acabar com um certo ranço que exista na cervejaria européia. Controlada por seculares famílias aristocráticas, a Interbrew normalmente promovia reuniões executivas e de conselho em hotéis de luxo, regadas a champanhe — um contraste gritante com o estilo de administração espartano da AmBev.
Passados quase seis anos, os acionistas parecem ter “comprado” a nova cultura — afinal foi graças a ela que a InBev conseguiu comprar a americana Anheuser Busch, formando a maior cervejaria do mundo. O problema é que para boa parte dos funcionários o conceito de “meritocracia”, um dos pilares da cultura da AmBev, continua sem ter apelo algum — e é essa a principal razão do clima de guerra que se instaurou nas operações da Bélgica recentemente. Acostumados a viver com a generosa ajuda do Estado, muitos deles acham um delírio essa conversa de “quanto mais resultado você gerar, mais vai ganhar”. Leia mais »

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GP deixa a BRMalls

por Cristiane Correa
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A GP Investimentos, maior empresa de private equity do pais, vendeu sua participação de 6,8% na administradora de shopping centers BR Malls. O valor do negócio é de 163 milhões de dólares.
A GP entrou na BR Malls três anos atrás. Por meio de uma série de aquisições, transformou a administradora de shoppings na maior do país — e num ótimo negócio para a própria GP. Nesse período, o dinheiro obtido com a venda de toda a participação acionária da GP foi 3,3 vezes superior ao montante investido para entrar na BR Malls.
Apesar da saída da GP, a administração continuará a mesma. O executivo Carlos Medeiros, sócio da GP, se manterá na presidência da companhia.