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A America Latina vai sair da crise mais forte
Por Eduardo Salgado | 05/07/2009 - 16:06
Na sexta-feira, a Giuliana Napolitano colocou um post que falava da volta do debate sobre o descolamento dos desempenhos das economias emergentes e desenvolvidas. Para Jose Juan Ruiz, economista-chefe da divisao de Americas do Santander, a America Latina
sairá da crise mais rápido e mais forte que os países ricos. "A recuperacao ja vai comecar em 2010", diz ele. O Brasil vai crescer 3,3% no ano que vem, preve a média das análises dos bancos Santander, Goldman Sachs, Morgan Stanley e JP Morgan. Isso num mundo em que
os países desenvolvidos devem crescer 1,1%.
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"O Brasil é o país do presente"
Por Eduardo Salgado | 05/07/2009 - 16:04

Muitos jornalistas economicos com mais de 15 aos de profissao passaram  por situacoes constrangedoras em seminarios internacionais ao longo da carreira. Quando chegava a hora de fazer uma pergunta sobre a situacao economica do Brasil era quase certo que a resposta viria com alguma dose de ironia. "O Brasil? O eterno país do futuro" parecia ser a mensagem velada. Por muito tempo, o Brasil foi sinonimo de
inflacao, de divida, de crises em cascata, de ausencia de instituicoes economicas com credibilidade, de desvalorizacoes cambiais, ou seja, uma promessa nunca cumprida. Por tudo isso me causa uma certa estranheza a avalanche de elogios que José Juan Ruiz, o economista-chefe da divisao de Americas do Santander, fez á economia brasileira. Num encontro com jornalistas latino-americanos na cidade espanhola de Santander,
Ruiz disse coisas como: "O Brasil hoje é a estrela do mundo, o país do presente". A análise de Ruiz é regional, mas todos os pontos levantados
por ele para justificar o bom momento da América Latina fazem sentido no caso específico do Brasil. Em resumo, o Brasil aprendeu com os erros do passado. Ninguém hoje discute se vale ou nao a pena manter a inflacao sob controle ou deixar o cambio flutuar. "Em meio
á toda essa crise, o Brasil tem, pela primeira vez, um risco país abaixo da média dos países emergentes". Além disso, o país adotou duas acoes inèditas em tempos de crise: usou a taxa de juros como politica anti-cíclica e injetou liquidez no mercado. Levando-se em conta o histórico nacional realmente é incrível. O mundo vive a maior crise economico e financeira em mais de sete decadas e o Brasil nao esta preso ao fundo do poco. "Quando falo aqui na Europa o que está acontecendo na
América Latina, as pessoas nao acreditam", diz Ruiz.
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Saída da Venezuela foi uma escolha
Por Eduardo Salgado | 05/07/2009 - 05:23
Ninguém no Santander confirma, mas há quem diga que o banco já tinha decidido sair da Venezuela e estava conversando com um empresário local quando Hugo Chávez entrou na jogada e quis ficar com as operações dos espanhóis. Chávez teria pago um pouco abaixo do que o Santander queria.
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Espanhóis de segunda categoria?
Por Eduardo Salgado | 05/07/2009 - 05:22
Estive pela primeira vez na Espanha em 1987, um ano depois de o país ter ingressado no que então era a Comunidade Comum Européia. Lembro que os espanhóis se sentiam como europeus de segunda categoria - a velha máxima que a Europa começava depois dos Pirineus não era em vão. As diferenças entre Espanha e França ou Espanha e Grã-Bretanha eram visíveis no número de multinacionais que cada país tinha. Era visível nas roupas que madrilenhos e parisienses usavam, nos carros que dirigiam, no jeitão intolerante dos espanhóis e no ar cosmopolita dos franceses e ingleses. À medida que o tempo foi passando, surgiram as multinacionais espanholas, a economia do país deu um salto e as ruas de Madri, Paris e Londres foram cada vez mais se tornando homogêneas. Por tudo isso, achava que essa conversa de europeu de segunda linha era coisa do passado. Parece que não. Alguns altos executivos do Santander ainda falam do preconceito que sofreram quando entraram no mercado britânico, com a compra do Abbey em 2004. Parte dos críticos dizia que um banco que cresceu na Espanha e na América Latina não podia se dar bem no mercado mais competitivo da Europa. Qual é hoje a terceira maior instituição em depósitos da Grã-Bretanha? O Santander. No ano passado, os espanhóis compraram o Alliance & Leicester e o Bradford & Bingley. E a partir do ano que vem irão substituir todas as marcas por Santander.
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Botín acha que o pior pode ter passado
Por Eduardo Salgado | 05/07/2009 - 05:18
Foi curioso o discurso de Emilio Botín, presidente do Santander, ontem. Ao mesmo tempo em que afirmou que o pior da crise pode ter passado, chamou a atenção das autoridades espanholas. Disse que elas devem, se necessário, agir preventivamente no sistema financeiro. Traduzindo: o mundo não deve viver momentos como os do final do ano passado, mas
pode vir mais quebradeira por aí.
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Eduardo Salgado
editor de finanças de EXAME, escreve sobre o mercado financeiro.



Giuliana Napolitano
Subeditora de finanças de EXAME, escreve sobre os destaques na bolsa de valores.



Guilherme Fogaça
Repórter de finanças de EXAME, escreve sobre as novidades no pregão.


 
 
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