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O Bradesco mexe, de novo, na diretoria
Por Giuliana Napolitano | 26/11/2009 - 20:03

O Bradesco anunciou hoje mais uma mudança de quadros. Trinta e quatro executivos foram promovidos - boa parte deles para as recém-criadas diretorias regionais, que vão cuidar da expansão geográfica do banco. Outros seis diretores saíram do Bradesco - a baixa que mais chamou a atenção do mercado foi a de Robert van Dijk, que comandava a gestora de recursos da instituição.

Em pouco mais de oito meses, essa é a segunda mudança organizacional feita pelo presidente Luiz Carlos Trabuco desde que assumiu o cargo. A primeira delas, divulgada por EXAME em julho, foi a reestruturação da diretoria executiva, que é o segundo escalão do banco.

Fica claro que o Bradesco está passando por um processo de transformação - e, comenta-se no mercado, de busca de uma nova identidade, que provavelmente está ligada à baixa renda . No último dia 19, o banco inaugurou uma agência na favela de Heliópolis, em São Paulo.

As ações do Bradesco subiram 63% neste ano, até ontem - menos que as do Itaú Unibanco (alta de 67%) e as do Banco do Brasil (124%).

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Ações do Panamericano caem após negociações com a Caixa
Por Guilherme Fogaça | 26/11/2009 - 16:58

As ações do banco Panamericano estão em queda de quase 5% nesta quinta-feira, dia em que o Ibovespa cai 2%. A queda pode parecer contraditória à primeira vista, já que o banco divulgou na tarde de hoje que está negociando a venda de uma fatia de 35% para a Caixa Econômica Federal. O que está fazendo as ações caírem, no entanto, é a suposta oferta de 750 milhões de reais que a Caixa teria feito pela participação no banco. Considerando esse valor, o Panamericano teria sido avaliado em 2 bilhões de reais -- abaixo do valor de mercado atual do banco, que fechou o pregão de ontem valendo 2,3 bilhões de reais. Até ontem, as ações do Panamericano acumulavam uma alta de 42% em novembro.

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SCPC, da Associação Comercial, começa a preparar seu IPO
Por Giuliana Napolitano | 26/11/2009 - 12:02

Eduardo Salgado e Giuliana Napolitano

A Associação Comercial de São Paulo pretende transformar uma de suas principais unidades de negócio, o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), numa empresa separada, captar investimentos de fundos de private equity e, futuramente, fazer a abertura de capital dessa nova companhia.

O SCPC é um serviço de análise de crédito, voltado principalmente para pessoas físicas. Hoje, seus principais concorrentes no Brasil são a americana Equifax e a Serasa, que em 2007 teve 65% de seu capital vendido para a britânica Experian por 1,2 bilhão de dólares.

Executivos de mercado comentam que ao menos seis fundos de private equity estariam negociando a compra de 20% do capital do SCPC por cerca de 100 milhões de dólares. Procurada, a Associação Comercial negou que esteja planejando mudanças para o SCPC.

Espera-se que o mercado de análise de crédito dê um salto no Brasil nos próximos anos, com a aprovação do cadastro positivo. O projeto, que tramita no Congresso, prevê a criação de uma espécie de lista de bons pagadores, nos mesmos moldes do que já ocorre em mais de 40 países, entre eles, Estados Unidos, França, Chile e Argentina. A lei brasileira só permite que sejam divulgadas informações negativas sobre o histórico de pagamento dos consumidores.

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Quem virá depois de Jamie Dimon no JPMorgan?
Por Giuliana Napolitano | 26/11/2009 - 11:06

Jamie Dimon, principal executivo e presidente do conselho de administração do JPMorgan Chase, não pretende deixar o cargo tão cedo. À frente do banco que foi um dos menos atingidos pela crise global, Dimon disse, numa entrevista exclusiva ao editor Eduardo Salgado, que gosta do que faz e que só sairia do comando da instituição por decisão do conselho.

A entrevista do banqueiro foi publicada na edição de EXAME que começa a circular hoje. Leia abaixo outros trechos que não fazem parte da edição impressa:

O senhor pretende deixar a presidência do banco em breve?
Não. Gosto do que faço. Mas é importante ressaltar que essa não é uma decisão só minha. Há 11 membros no conselho, e seis deles podem me despedir amanhã se quiserem.

O senhor acabou de escolher Jes Staley, um executivo que viveu no Brasil vários anos, como o seu segundo. Como ele tem a sua idade, muita gente duvida que um dia ele consiga chegar ao topo.
O conselho conhece muito bem o trabalho dele. E é importante uma empresa preparar um substituto para o CEO. Há vários casos de destruição de valor em empresas por causa de uma sucessão mal feita. Então, se eu não estiver indo bem, ou não estiver mais gostando do que faço, ou ficar doente, ele estará preparado.

O senhor tem três filhas jovens. Que tipos de conselhos dá a elas?
Quero sejam felizes e acho que só vão conseguir se estiverem fazendo algo que amam, sendo produtivas. Para descobrir o que é, precisam se expor a diferentes coisas. Adoro o fato de elas gostarem de aprender. Uma passou um semestre da faculdade em Gana para aprender um pouco sobre outras partes do mundo. Outra está trabalhando para uma ONG e a terceira está na Harvard Business School e acabou de ficar noiva.

O senhor sempre trabalhou muito. Como pai, foi severo ou amoroso?
Acho que posso dizer que sou um pai amoroso, apesar de ser o responsável por dar limites, exigir que cheguem em casa na hora combinada, coisas assim. Minhas filhas terão seus altos e baixos na vida, mas acho que o amor incondicional dos pais é crucial para a auto-estima dos filhos. Minha esposa diz que é ainda mais importante para mulheres – eu não sei.

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Eduardo Salgado
Editor de finanças de EXAME, escreve sobre o mercado financeiro.



Giuliana Napolitano
Editora de EXAME, escreve sobre os destaques na bolsa de valores.



Guilherme Fogaça
Repórter de finanças de EXAME, escreve sobre as novidades no pregão.
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