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Bolsa brasileira está mais atraente que a chinesa, diz Goldman Sachs
Por Francine De Lorenzo | 14/10/2009 - 17:25

Num bate-papo com jornalistas nesta manhã, Jim O´Neill, chefe de Pesquisa Econômica Global do Goldman Sachs e criador do termo BRICs, usado para designar o grupo que reúne os quatro principais países emergentes - Brasil, Rússia, Índia e China -, falou sobre suas percepções a respeito da economia brasileira neste momento pós-crise financeira. Muito animado, O´Neill demonstrou profundo otimismo com o Brasil, destacando que "ainda está tentando descobrir algo que possa dar errado no país".

"Eu acho que a tendência de crescimento do Brasil vai continuar. O país está numa posição muito confortável, e a forma como lidou com a crise é uma prova disso. Agora, o Brasil está sendo recompensado por todas as políticas adotadas, e o mundo está começando a tratar o país como um lugar sério", disse.

A forte entrada de recursos estrangeiros no país é uma mostra disso. Neste ano, os investidores de outros países colocaram na bolsa brasileira quase 20 bilhões de reais, puxando uma valorização de mais de 70% no Ibovespa. Apesar da forte alta, O´Neill acredita que o indicador ainda tem espaço para subir. "O mercado de ações brasileiro está mais atraente que os de China e Índia", afirma. 

O´Neill não é o único a esperar mais valorização para as ações brasileiras. Especialistas no Brasil e os próprios investidores estrangeiros apostam na força do mercado local. A recuperação mundial, na opinião de O´Neill, acontecerá em 'V'. Ou seja, após o tombo, o mercado voltará a subir fortemente. Mas as estimativas do chefe de Pesquisa Econômica Global do Goldman Sachs restringem-se a um período de seis meses. "Ainda não temos indicadores claros que permitam ver como será a reação do mercado mais adiante", diz.

Quando a questão é a economia real brasileira, O´Neill enxerga mais longe. Para ele, é possível que o Brasil esteja entrando num longo período de forte expansão, em que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça num ritmo de 5% ao ano. Outros especialistas consultados pelo Portal EXAME também esperam um crescimento econômico por volta de 5% a partir do ano que vem. Mas para aqueles que veem no Brasil o potencial da China, fica o recado de O´Neill: é um exagero achar que o país conseguirá chegar aos 10% de crescimento anual tão cedo. "Para isso, é preciso ter mão-de-obra, e o Brasil não tem tudo isso."

Atingir 7% de expansão ao ano, entretanto, não seria um sonho tão distante. O caminho, de acordo com o chefe de Pesquisa Econômica Global do Goldman Sachs, seria o Brasil enfrentar seus três pontos fracos: 1-) a baixa participação de investimentos no PIB, 2-) a pouca abertura econômica, 3-) os grandes gastos do governo. "O Brasil tem de incentivar o investimento estrangeiro direto. Aumentando essa participação - que está diretamente relacionada à abertura econômica - é possível crescer mais rápido", diz.

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Mineradoras em alta com recorde chinês
Por Guilherme Fogaça | 14/10/2009 - 15:17

As ações do setor de mineração estão surfando as boas notícias vindas da China. Os papéis da Vale, da CSN e da MMX estão subindo cerca de 4% nesta quarta-feira -- o dobro do Ibovespa. O principal motivo é o recorde de importação de minério de ferro pela China. Foram 65 milhões de toneladas só em setembro, um crescimento de 30% em relação ao mês de agosto e de 65% em relação a setembro de 2008.

O mercado temia que os grandes volumes de importação não se sustentassem por serem apenas uma recomposição de estoque. Na prática, porém, isso não aconteceu. "Os estoques de minério de ferro nos portos chineses se mantiveram estáveis em setembro", diz Leonardo Alves, analista de mineração da Link Investimentos. Por isso, as perspectivas continuam positivas para o setor. Segundo Alves, a produção da Vale e das outras mineradoras já está retornando aos patamares pré-crise e espera-se que as empresas atinjam volumes próximos à capacidade máxima de produção até o fim do ano.

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Enquanto a aquisição não sai, valorização da GVT é limitada
Por Guilherme Fogaça | 14/10/2009 - 12:16

A notícia de que a Telesp pretende concluir a compra da GVT em dois meses não foi suficiente para valorizar as ações da companhia. Por volta das 12h30, os papéis da GVT caíam 1%, enquanto o Ibovespa superava os 65 000 pontos, com alta de 1,4%. Como os papéis da GVT estão cotados a 46,5 reais e a oferta da Telesp é de 48 reais por ação, os analistas acreditam que a alta dos papéis provavelmente ficará limitada a esse valor até que a aquisição seja concluída -- ou que outro comprador faça uma oferta maior.

O conselho de administração da GVT marcou para o dia 3 de novembro a assembleia de acionistas que colocará em votação a exclusão da poison pill, um mecanismo do estatuto que exige que os eventuais compradores da companhia ofereçam um valor 125% superior à cotação mais alta do papel nos últimos 12 meses. A Telesp condicionou sua oferta à exclusão da poison pill.

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Eduardo Salgado
Editor de finanças de EXAME, escreve sobre o mercado financeiro.



Giuliana Napolitano
Editora de EXAME, escreve sobre os destaques na bolsa de valores.



Guilherme Fogaça
Repórter de finanças de EXAME, escreve sobre as novidades no pregão.
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