Tourinho sai do Banco Safra
João Cesar Tourinho, que desde dezembro de 2006 ocupava o cargo de vice-presidente de tesouraria do Safra, não trabalha mais no banco. Antes do Natal, Tourinho comunicou sua equipe que se desligaria da instituição onde, ao todo, trabalhou por 12 anos - primeiro, entre 1995 e 2005, e numa segunda fase, do final de 2006 até agora. O adeus definitivo aconteceu no começo deste ano. Embora o executivo ainda esteja ligado legalmente ao banco, já não vai à sua sede localizada na avenida Paulista, em São Paulo. Tourinho era o representante do Safra no comitê de finanças da Aracruz, a maior fabricante de celulose do país que registrou perdas de 2 bilhões de dólares com operações de derivativos em 2008. De acordo com um amigo próximo a Tourinho, o executivo nega que a sua saída esteja ligada à Aracruz. Para o ex-vice-presidente do Safra, a responsabilidade pelo que aconteceu na Aracruz é toda de Isac Zagury, o ex-diretor financeiro da empresa. Ao completar 50 anos, Tourinho tomou a decisão "estritamente pessoal" de empreender longe de uma grande instituição, dizem pessoas próximas a ele. O executivo espera o desligamento legal do banco para falar abertamente dos seus planos. O sucessor de Tourinho no Banco Safra deve ser escolhido após uma assembléia de acionistas.
Por Eduardo Salgado
Publicado em 12/01/2009 - 19:22
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Petrobras cai quase 8%

As ações da Petrobras operam em forte baixa hoje. Por volta das 15 horas, a queda era de quase 8%, e explicava boa parte da perda de cerca de 4% do Índice Bovespa. O motivo é a forte queda dos preços do petróleo no mercado externo. A cotação do  barril em Nova York chegou a 38 dólares nesta segunda-feira -- para se ter uma idéia, em 2008, o preço médio do barril foi de cerca de 100 dólares, segundo o FMI. Além de prejudicar as receitas da Petrobras, a queda do preço da commodity dificulta a exploração das novas reservas descobertas pela empresa, porque a exploração delas é cara.

As previsões para o preço do petróleo neste ano variam. A empresa de investimentos Geração Futuro, cujos fundos investem em Petrobras, estima que a cotação, em Nova York, ficará em torno de 70 dólares em 2009. O UBS também fez a mesma projeção, mas informou, num relatório enviado a clientes em dezembro, que existia a possibilidade de o preço desabar para perto de 20 dólares, se o cenário externo se deteriorar. Como os analistas estão longe de um consenso (vale lembrar que, até pouco tempo atrás, havia quem previsse que o petróleo chegaria a 200 dólares), para o investidor, isso significa que é bom esperar novos altos e baixos.

Por Giuliana Napolitano
Publicado em 12/01/2009 - 15:52
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Eduardo Salgado
editor de finanças de EXAME, escreve sobre o mercado financeiro.



Giuliana Napolitano
Subeditora de finanças de EXAME, escreve sobre os destaques na bolsa de valores.



Guilherme Fogaça
Repórter de finanças de EXAME, escreve sobre as novidades no pregão.


 
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