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De volta ao Brasil

Minha participação no Young Global Leaders Summit e no World Economic Forum, em Dalian, terminou neste sábado. Agradeço a todos que prestigiaram este blog.

Publicado em 09/09/2007 - 11:24


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Pessoas maiores que corporações

Participei neste sábado de um bate-papo coletivo com Tom Friedman, colunista do New York Times e já célebre autor do livro O Mundo é Plano. Tenho de tirar o chapéu: Friedman é um sujeito que sabe se vender -- é simpático, extremamente articulado, engraçado e empacota informações como poucos. Seu discurso não traz nenhuma grande idéia revolucionária. Mas ele consegue cativar a platéia, sentando-se na mesa e até soltando um palavrão (o básico f..., em inglês). Esperto que é, Friedman aproveitou para falar sobre os temas de seu próximo livro, que deve ser lançado em breve nos Estados Unidos. Uma de suas teses principais é que atravessamos um momento da globalização na qual pessoas -- ajudadas pela disseminação e barateamento da tecnologia -- podem ser tão ou mais poderosas do que grandes empresas. E qualquer pequeno negócio, instalado em qualquer lugar do mundo, pode se tornar global. A criatividade das pessoas, segundo ele, será uma grande vantagem competitiva dos países.

Essa massificação tecnológica tem um outro lado, que Friedman explorará em seu novo livro. Trata-se do fim da privacidade. Num futuro próximo, todo mundo terá uma página no Orkut, no MySpace ou no Facebook. Todo mundo terá um blog, sobre qualquer coisa. Quem tiver uma câmara digital nas mãos, será um potencial paparazzo. Pessoas estarão expostas. Empresas, mais ainda. "Nossos filhos deixarão pegadas digitais por onde passarem", afirmou.

Friedman também vai explorar o crescimento dos empreendimentos sociais, com o surgimento e o fortalecimento de ONGs e movimentos da sociedade civil. Serão forças, com enorme poder de influência, com as quais empresas e governo cada vez mais terão de dialogar.


Publicado em 09/09/2007 - 11:22


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Ninguém para defender o etanol (1)

Biocombustível é um dos assuntos da moda aqui em Dalian. Ocorreram plenárias especiais sobre o assunto e, toda a vez que se tocava na questão energética, o etanol era citado. Investidores e ambientalistas estão ávidos por informação sobre o assunto. Espanta, portanto, que nenhuma autoridade ou especialista brasileiro estivesse presente no encontro para defender e vender nosso etanol.

Sim, caros leitores, não fomos representados em fóruns de discussão que nos interessam diretamente. Isso diz algo sobre a disposição do atual governo de ´vender` a imagem do Brasil no exterior e aproveitar as oportunidades que a globalização, o crescimento da economia e a demanda energética nos oferece.


Publicado em 08/09/2007 - 11:52


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Ninguém para defender o etanol (2)

Em uma das reuniões, um dos presentes se levantou para questionar a eficiência do etanol. Fez um discurso no qual defendia a tese de que a produção desse tipo de combustível gera um déficit: gasta-se muito mais para produzir do que gera-se. Colocou-se, assim, no mesmo saco o etanol brasileiro e o americano. Tudo isso pode ser verdade para o álcool feito de milho. Mas fica cada vez mais clara a eficiência do etanol à base de cana-de-açúcar. Nenhum brasileiro com conhecimento na área, porém, estava presente para esclarecer a platéia. E não vamos esquecer: o World Economic Forum ajuda a formar opiniões de gente que decide.


Publicado em 08/09/2007 - 11:50


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O show das Olimpíadas

A China já vive o clima das Olimpíadas de Pequim, em 2008. Em todas as principais ruas de Dalian, há cartazes e anúncios de patrocinadores como a Coca-Cola fazendo referência ao evento. Atletas chineses são os principais garotos-propaganda. Os jogos vêm sendo encarados pela população e pelo governo da China como uma enorme oportunidade política e econômica:

-- O país prepara um evento para demonstrar todo o seu novo poderio. Usará também as Olimpíadas como um símbolo de abertura para o mundo.

-- A China é hoje uma economia essencialmente industrial. Mais de 60% do PIB é gerado pela manufatura, contra uma média mundial de 50%. Os jogos de Pequim estão sendo usados para desenvolver o setor de serviços, uma das prioridades econômicas do governo central. Atualmente, o setor de TI cresce na China num ritmo mais acelerado do que em qualquer outro país do mundo.


Publicado em 08/09/2007 - 11:49


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A jornalista Cláudia Vassallo é Diretora de Redação de EXAME e foi escolhida neste ano uma das "Jovens Líderes Globais" pelo Fórum Econômico Mundial.





 
 
 
 

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