No topo do mundo 1
Na terça-feira, 27 de setembro, tive uma reunião com o executivo catarinense Conrado Engel, responsável pelas operações de varejo do banco HSBC em 19 países asiáticos. A reunião foi no topo da sede do banco para a região, de onde se tem uma vista privilegiada da Hong Kong, um dos principais centros financeiros da Ásia. O assunto, claro, foi a atual crise financeira internacional e suas conseqüências para a economia mundial.
Engel, um sujeito informal e afável que há pouco mais de dois anos tornou-se um grande nome das finanças mundiais, foi objetivo em sua análise. Para ele, a situação de turbulência e tensão nos mercados se prolongará, pelo menos, até o final de 2009. E os bancos - sobretudo os americanos - terão de voltar aos fundamentos básicos do mercado financeiro. (O HSBC, hoje o maior banco do mundo em valor de mercado, teve os efeitos da crise minimizados graças a sua histórica e grande presença na Ásia.) A crise também teve efeito sobre o jogo de forças global. Segundo Engel, quando a tempestade terminar, a China emergirá ainda mais fortalecida.
Em tempo: do topo do prédio do HSBC foi possível perceber a aproximação de um tufão que atingiu Hong Kong na noite de terça-feira. Numa escala que vai até 10, o tufão de ontem atingiu o nível 8. No meio da tarde já havia lojas fechando e o taxis começaram a rarear. Barcos foram recolhidos e mais de 80 vôos cancelados (inclusive o que levaria os integrantes da Missão EXAME a Dubai.) O tufão passou durante a noite. Hoje pela manhã a vida em Hong Kong voltou ao normal.
Por Cláudia Vassallo
Publicado em 25/09/2008 - 17:17