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Minoritários terão poder de veto na Petrobras

por Eduardo Salgado
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Numa reunião hoje à tarde entre Sérgio Gabrielli, o presidente da Petrobras, Almir Barbassa, o diretor financeiro da estatal, e cerca de 20 representantes do mercado sobre a capitalização da empresa, foi dito que duas empresas farão a avaliação do valor dos 5 bilhões de barris de petróleo. Antes de prosseguir, vale entender o contexto. No ano passado, a Petrobras anunciou que fará um aumento de capital para viabilizar os investimentos da exploração do pré-sal. O governo detém 32% da empresa e pretende, no mínimo, manter essa participação. Mas em vez de injetar dinheiro novo, o governo disse que pagará a sua parte com títulos do governo. Esses papéis serão entregues à estatal que, em seguida, irá usá-los para pagar o governo pelo direito de exploração de 5 bilhões de barris. Para os minoritários, o valor desses barris faz toda a diferença – se for superfaturado, vai aumentar artificialmente o poder de fogo do governo. Na tentativa de evitar acusações de injustiça, a Petrobras, diz um dos presentes à reunião, pretende dar o direito de veto aos representantes dos minoritários no conselho da empresa. Se não concordarem com a avaliação das duas empresas contratadas, poderão pedir uma terceira análise.

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Capitalização da Petrobras sai até sem aprovação do Congresso

por Eduardo Salgado
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Numa reunião hoje à tarde entre Sérgio Gabrielli, o presidente da Petrobras, Almir Barbassa, o diretor financeiro da estatal, e cerca de 20 representantes do mercado sobre a capitalização da empresa, foi dito que o Congresso precisa aprovar o aumento de capital até o final de abril para que a operação seja realizada antes do final de julho, relatou um dos presentes. Se o Congresso atrasar, o governo teria um plano “B” para viabilizar o lançamento de ações da Petrobras.

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Governo quer aumentar participação na Petrobras

por Eduardo Salgado
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Sérgio Gabrielli, o presidente da Petrobras, e Almir Barbassa, o diretor financeiro da estatal, acabaram de fazer uma reunião com cerca de 20 representantes do mercado sobre a capitalização da empresa. Antes de entrar nos detalhes da reunião, vale a pena entender o pano de fundo. No ano passado, a Petrobras anunciou que fará um aumento de capital para viabilizar os investimentos da exploração do pré-sal. O governo detém 32% da empresa e pretende, no mínimo, manter essa participação. Mas em vez de injetar dinheiro novo, o governo disse que pagará a sua parte com títulos do governo. Esses papéis serão entregues à estatal que, em seguida, irá usá-los para pagar o governo pelo direito de exploração de 5 bilhões de barris. Segundo um dos presentes hoje, Gabrielli e Barbassa disseram que o governo está disposto a subscrever a parte dos minoritários também com títulos públicos. Como acontece em qualquer aumento de capital, os acionistas controladores e os minoritários têm a oportunidade de comprar novas ações para manter a participação que cada um detém da empresa. Parte deles prefere manter o percentual de ações que possui, parte decide pela diluição da participação. O que foi dito na reunião de hoje à tarde é que o governo quer comprar as ações que sobrarem. Ou seja, a Petrobras pode acabar o seu processo de capitalização mais estatal do que é hoje.

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Brascan rebaixa recomendação para Brasil Foods

por Guilherme Fogaça
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A corretora Brascan reduziu sua projeção para as ações da Brasil Foods de outperform (desempenho acima da média do mercado) para market perform (desempenho na média do mercado). Segundo um relatório da corretora, as vendas no mercado interno não foram suficientes para compensar os efeitos negativos da queda da demanda internacional. Para a Brascan, as exportações devem continuar fracas neste ano. “Esperamos uma retomada bastante gradual, prejudicada ainda pela apreciação do real e pela fraca demanda de alguns importantes mercados, como o europeu. Projetamos crescimento de apenas 3% no volume exportado pela companhia em 2010″, diz o relatório.

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Após ressaca, bolsa brasileira sobe 2%

por Guilherme Fogaça
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Os mercados europeus voltaram a operar em alta nesta terça-feira e a bolsa brasileira apresentava uma valorização superior a 2% perto das 13h. Aos poucos, começa a ganhar força entre os investidores a percepção de que os problemas de endividamento dos países da Europa, apesar de graves, não ficarão sem solução. “Se eles não deixaram os bancos quebrar, por que deixariam os países? Alguma saída, como o alongamento das dívidas, deve vir”, diz Herculano Anibal Alves, superintendente executivo de renda variável da Bradesco Asset Management. Segundo ele, enquanto isso não acontece, o mercado vai continuar apresentando fortes oscilações. “O momento é de cautela, mas com o mercado nos níveis atuais, vale a pena correr o risco em busca de maior rentabilidade”, diz Alves.

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Bracor tem mais 1 bilhão de reais para investir

por Giuliana Napolitano
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A empresa de investimentos imobiliários Bracor, que tem entre seus acionistas o bilionário americano Sam Zell, recebeu em janeiro um novo aporte de capital de seus principais sócios e, com isso, tem mais 1 bilhão de reais para investir (o valor inclui o caixa da companhia e recursos que haviam sido captados por meio de empréstimos).

A Bracor havia sido sondada por bancos de investimento em 2009, para abrir o capital. Mas o dinheiro que seria levantado com a oferta de ações foi aportado pelos sócios. Os recursos serão investidos em projetos de imóveis comerciais, alguns deles em São Paulo e no Rio de Janeiro. Com 2,5 bilhões de reais no portfólio, a Bracor constrói imóveis, centros de logística e distribuição sob encomenda para empresas como Ambev, Alpargatas, e Petrobras.

Os principais sócios da Bracor são a Equity International, empresa de investimentos de Sam Zell; o Royal Group, que administra a fortuna da família real dos Emirados Árabes; o Olayan Group, da Arábia Saudita, o Morgan Stanley Real State e a holding da seguradora americana W.R. Berkley, além do brasileiro Carlos Betancourt, que é presidente da Bracor.

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Bolsas sobem, mas Europa ainda preocupa

por Giuliana Napolitano
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A segunda-feira está sendo mais tranquila nos mercados mundiais. As principais bolsas da Europa subiram e a de Nova York operava praticamente no zero a zero por volta das 16 horas. Nesse mesmo horário, o Índice Bovespa tinha valorização de 1%. Leia mais »

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Ação da BM&F Bovespa cai 12% em dois dias

por Giuliana Napolitano
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Entre ontem e hoje, dois dias de estresse nos mercados mundiais, o Índice Bovespa caiu 6,5% e foi para 62 762 pontos, a pior marca desde novembro. Entre as ações que fazem parte do índice, a que mais desvalorizou no período foi a da BM&F Bovespa, com baixa de 11,8% (veja o quadro a seguir). Leia mais »

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Consultores dizem como investir na bolsa agora

por Guilherme Fogaça
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Na opinião da maioria dos especialistas financeiros, a queda recente da bolsa é uma oportunidade de aplicar em ações pagando mais barato – ao menos, para o investidor que tem um horizonte de longo prazo, já que não se sabe qual será a trajetória do mercado nas próximas semanas. Veja abaixo algumas recomendações.

Quem está fora da bolsa, o que deve fazer?
Quem tem perfil moderado ou agressivo deve aproveitar para começar a investir, diz Mailson Hykavei, sócio da consultoria FinPlan, de São Paulo. “O investidor deve determinar quanto do portfólio quer colocar na bolsa e, a partir daí, dividir as aplicações em quatro momentos diferentes”, diz ele. Como não se sabe qual será a trajetória da bolsa daqui para a frente, o investidor que dividir as aplicações diminui a chance de pagar caro para entrar no mercado.

Isso também vale para os investidores que já aplicam em ações?Sim, segundo Hykavei. “É hora de começar a recompor a fatia destinada à bolsa que foi reduzida com a desvalorização”, diz. Ou seja, quem tinha 30% do patrimônio na bolsa, pode ter visto esse percentual cair para 20% ou 25% nos últimos dias, em razão da queda do mercado. O conselho de Hykavei é que esse investidor hipotético retome os 30%, aplicando aos poucos.

A bolsa pode cair mais?
“Sim”, diz Rogerio Betti Marques, sócio da consultoria Beta Advisors, de São Paulo. Analisando o gráfico do Ibovespa nos últimos 12 meses, ele acredita que o índice pode cair abaixo dos 60 000 pontos nas próximas semanas. “Se isso, ocorrer, é hora de comprar de forma mais agressiva”, diz ele.

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“É hora de comprar”, diz gestor

por Eduardo Salgado
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Falei agora há pouco com o Robert Van Dijk, o gestor mais premiado da história do ranking de fundos de investimentos da EXAME. Na avaliação dele, a queda do Ibovespa pode ser uma boa oportunidade para aquelas pessoas que já estavam pensando em começar a aplicar ou aumentar os investimentos na bolsa. “Se você tem uma quantia que não vai precisar no curto prazo, é uma boa hora para comprar”. Como na visão dele a bolsa pode cair ainda mais nos próximos dias, Robert sugere que os investidores dividam o dinheiro e comprem aos poucos. “Muitos aplicadores estrangeiros tiveram ganhos consideráveis na bolsa brasileira no ano passado e agora, diante da crise de confiança na Europa, estão saindo.” Robert continua achando que o cenário para a economia brasileira é positivo. O PIB deve crescer por volta de 5% este ano e as empresas vão se beneficiar com isso. Esse cenário, claro, parte do princípio que a União Européia dará uma resposta rápida para garantir o pagamento das dívidas da Grécia e, assim, acabar com a crise de confiança que já contagiou Portugal e Espanha.