
O jornal Financial Times publicou hoje que a Porsche deve assumir o controle da Volkswagen (da qual já é acionista, com 27% de participação), após um longo embate interno. O que pouca gente sabe, porém, é que a Porsche já vem dando pitacos em todas as operações da VW pelo mundo - inclusive no Brasil. Um exemplo? Discretamente, desde meados do ano passado, representantes da Porsche Consulting (a divisão de consultoria da montadora) estão no Brasil para tentar melhorar a produtividade das fábricas nacionais da montadora, sobretudo a da Anchieta, considerada por especialistas uma unidades mais ineficientes da Volkswagen no mundo.
A paulista Heringer, terceira maior fabricante de fertilizantes do país (atrás da Bunge e da Cargill), deve formalizar na CVM na próxima semana o início do seu processo de abertura de capital. Os bancos envolvidos no IPO são o UBS/ Pactual e o BBA. A expectativa é que a oferta pública de ações levante cerca de 200 milhões de dólares.
Procurada, a Heringer não se manifestou sobre o assunto.
Dias atrás, o jornal inglês Financial Times divulgou sua tradicional lista dos melhores MBAs do mundo. Wharton, Columbia, Harvard e Yale estavam lá, como sempre. O que me chamou a atenção foi uma escola que ocupava a 11a posição: Ceibs. Já ouviu falar nela? Pois é uma escola chinesa. No ano passado, a Ceibs já aparecia no ranking só que 10 posições abaixo. Trata-se de uma escalada estupenda, sobretudo se levarmos em consideração que a escola foi fundada em 1994. Em apenas 13 anos, a novata se aproximou de lendas da educação que acumulam mais de um século de história. Wharton, a primeira do ranking, foi fundada em 1881. Yale, que está apenas uma posição acima da Ceibs na classificação, tem uma história de quase 300 anos. A badalada Sloan, do MIT, nasceu em 1914 e já está abaixo da instituição chinesa no levantamento do FT.
Ao comentar o fato com uma colega, ela questionou se a Ceibs seria capaz de produzir tanto conhecimento quanto Harvard ou Sloan ou se é apenas uma máquina eficiente para formar MBAs. A pergunta é pertinente. De qualquer modo, se você está pensando em estudar fora do Brasil, talvez seja bom colocar a China no radar...
Discretamente, a construtora Inpar, do empresário Alcides Parizotto, contratou os bancos Credit Suisse e Pactual para preparar sua abertura de capital. Procurada por EXAME, a empresa preferiu não se pronunciar.
A Inpar é mais uma a engrossar o time de construtoras e incorporadoras que optam pelo IPO para se financiar e ganhar musculatura -- medida importante para um mercado que está em ebulição. A pergunta é se há espaço para todo mundo. Hoje já existem 15 empresas do setor imobiliário listadas na Bovespa. Caberá ao investidor definir quem vai se dar melhor nesse jogo.
Em tempo: pedi para a Inpar que me fornecesse os últimos dados de faturamento e resultado (lucro ou prejuízo). A resposta foi que não seria possível, pois a empresa é fechada e seus números não são "auditados". Ui...
A construtora mineira Tenda, especializada em imóveis para o públice de baixa renda ganhou 3 sócios em janeiro. Trata-se de Luiz Cláudio Nascimento (ex-CEO da Gafisa e ex-AmBev), Maurício Luchetti (ex-COO da Votorantim Cimentos e ex-AmBev) e Thomaz Srougi (também ex-Gafisa e ex-AmBev). Além de entrar como sócios (com uma participação não-revelada), o trio chega para atuar como uma espécie de conselho consultivo, ajudando Henrique Alves Pinto, CEO da companhia, a aprimorar o modelo de gestão da Tenda. Na prática, isso significa que a empresa deve adotar conceitos como busca obsessiva por controle de custos e meritocracia -- pilares nos quais a AmBev sempre se apoiou.
Com vendas na casa de 300 milhões de reais em 2006, a Tenda já anunciou que pretende abrir seu capital em 2007

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