
Confesso que eu ando meio bodiada das atuais campanhas de celular. É sempre a mesma coisa: plano de x minutos para cá, banga larga com x megas para lá -- mas, criatividade que é bom, nada. Pelo menos não na TV.
Incrível imaginar, mas as coisas mais legais que eu tenho visto estão na internet. No YouTube, mais precisamente.
A TIM, por exemplo, tem uns spots bem bacanas no site -- embora tenha optado por uma overdose de Blue Men nas mídias tradicionais. Para quem está a fim de dar um tempo dos tais carinhas azuis, sugiro um passeio pelo canal da empresa no YouTube. Lá, é possível encontrar uma seqüência muito legal de propagandas do Android, como essa abaixo do ET (que eu achei hi-lá-ria).
E, já que estou no pique de coisas engraçadas, vale a pena dar um olhada nesse comercial da Oi. É velho pra caramba e, por isso, não passava em São Paulo (a Oi só começou a operar aqui ano passado). Mesmo assim, serve como uma lufada de criatividade nesse marasmo que a gente tem visto por aí... (repare na espontaneidade do cara quando ele pede o celular de volta)
O tenista suíço Roger Federer, número um do mundo, caiu na gargalhada durante uma recente entrevista à rede de TV CNN. A gafe ocorreu durante a gravação de um pingue-pongue com o jornalista português Pedro Pinto.
Quando Pinto pediu para que Federer permanecesse parado enquanto ele gravava as perguntas em espanhol, para a exibição na CNN latina, o tenista simplesmente não agüentou. Riu tanto que a entrevista teve de ser interrompida diversas vezes. E olha que o português tentou de tudo: olhos fechados, de costas até longe dele.
A cena ficou tão engraçada que a própria CNN decidiu levá-la ao ar. Quem me enviou a pérola foi Marcelo Onaga, editor aqui da Exame e um absoluto fanático por tênis (reza a lenda que ele chegou a ganhar do Fernando Meligeni. Eu, pessoalmente, não acredito).
Achei bacana a CNN não ter tido pudores em veicular a pseudo-entrevista. O que de outra forma poderia ter sido encarado como fiasco jornalístico acabou se transformando numa baita oportunidade de levar a marca da emissora ao mundo -- e de um jeito totalmente irreverente. Só mesmo nos Estados Unidos...
Neste final de semana, a Brahma coloca no ar seu terceiro comercial com o tema futebol. A peça é uma criação da agência África, e segue a mesma linha dos dois últimos filmes. Nele, a Copa é apresentada como um evento épico, no qual tudo o que importa é que a seleção brasileira seja guerreira, ganhando ou perdendo. O evento se passa numa arena de gladiadores, com direito a armaduras e efeitos especiais (veja abaixo o comercial em primeira mão).
A recente seqüência de comerciais da Brahma é surpreendente por duas razões. Primeiro, claro, porque apresenta o produto -- no caso, a cerveja -- sem precisar apelar para o clássico binômio verão/ mulheres seminuas (só isso já deve ter feito o pessoal da África -- como faria com qualquer outra agência de publicidade -- perder noites de sono, quebrando a cabeça).
Mas principalmente porque, nesses filmes, a agência explora o que se convencionou chamar de "metáforas profundas", uma técnica desenvolvida pela Universidade Harvard que permite explorar os diversos tipos de associações que o nosso cérebro faz com determinados temas -- quer estejamos cientes deles ou não. Isso permite a abordagem de alguns assuntos de maneira bastante original, fugindo totalmente do óbvio.
Afinal, quem em sã consciência teria associado Copa do Mundo a uma arena de gladiadores? Eu, pelo menos, não...
(em tempo: o pessoal da Brahma e da África deve estar torcendo para que, ano que vem, Roberto Carlos, se escalado, jogue sem as meias...)
