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JHSF faz 1ª compra do setor de construção no exterior

Por Chiara Quintão  | 28.06.2007 | 13h14

A compra de um terreno de 4,8 milhões de metros quadrados no balneário uruguaio de Punta del Este, anunciada pela JHSF, marca a primeira aquisição no exterior feita por uma empresa brasileira de construção civil com recursos obtidos na recente onda de oferta pública inicial de ações (IPOs). Dos cerca de 40 terrenos que a JHSF avalia para projetos residenciais, comerciais, de hotelaria e uso misto, com perspectiva de converter cinco a dez projetos nos próximos três anos, uma parte está nos países vizinhos da América do Sul.A JHSF não revela quanto foi desembolsado na compra da propriedade de Punta del Este, mas divulga que o negócio se encaixa em sua estratégia de diversificação geográfica e aquisição de terrenos em larga escala onde possa implantar empreendimentos de uso misto, com custo do terreno pequeno em relação ao Valor Global de Vendas (VGV) potencial. O VGV do empreendimento de alto padrão que a JHSF vai desenvolver na cidade é de R$ 900 milhões.O lançamento ocorrerá em várias fases, entre cinco e dez etapas. O projeto prevê um resort da marca Fasano e casas de campo para segunda moradia de uruguaios, argentinos e brasileiros e, futuramente, também para europeus, que começam a se interessar pelo local. Ainda não está definido se o empreendimento contará com um centro comercial. A JHSF define Punta del Este como um "balneário de elite" e avalia a possibilidade de construir um campo de golfe no empreendimento. A propriedade conta com três quilômetros de rio.A primeira fase será lançada no fim do próximo ano, com VGV ainda não previsto, mas já no fim de 2007, a marca Fasano poderá fincar o pé em Punta del Este, com uma pousada pequena e um restaurante que a JHSF poderá lançar em duas casas da propriedade adquirida. No passado, muito antes da abertura de capital na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a JHSF incorporou empreendimentos residenciais nos Estados Unidos, em Dallas e Miami.InternacionalizaçãoA entrada da JHSF no mercado uruguaio não indica exatamente uma internacionalização, mas uma "extensão para atender à clientela de alto luxo da empresa por meio da grife Fasano", na avaliação do sócio da consultoria Intermart Austin, Marcos Romiti. "Quem vai para Punta del Este? A JHSF quer atender brasileiros, que hoje são os principais turistas estrangeiros no local, devido ao câmbio", diz o consultor da Intermart Austin.A JHSF discorda que seja um empreendimento focado no atendimento a turistas brasileiros, cujo fluxo a Punta del Este, assim como a outros destinos internacionais, aumentou por causa do real valorizado. Segundo a JHSF, não é possível fazer um planejamento de projeto deste porte com base em uma situação pontual de câmbio, de olho exclusivamente nos brasileiros que freqüentam o local, pois pode haver mudanças nessa variável macroeconômica.

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