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Empresas de bebidas trocam o 'diet' e 'light' pelo zero

 | 09.04.2007 | 08h56

 

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Por AE

Agência Estado 

Primeiro surgiu a classificação light nos rótulos dos refrigerantes para identificar os produtos de baixa caloria. Foi adotada em inglês mesmo, embora seja mais usada nos países latinos, em especial o Brasil, por empresas globais como a Coca-Cola - nos países de origem anglo-saxônica, a categoria é definida por diet. Na semana passada, os primeiros lotes de latas pretas de Coca-Cola começaram a invadir os bares e as gôndolas dos supermercados de São Paulo com uma nova assinatura: zero caloria. Até o final deste mês, o refrigerante será lançado nas demais regiões do País.A bebida que vai dentro não mudou. Trata-se apenas de mais uma sacada de marketing de uma indústria que busca crescer em meio à patrulha aos alimentos doces e gordurosos. Seja qual for a versão - diet, light ou zero açúcar -, a finalidade é atender à demanda por refrigerantes que poderiam ser chamados de mais saudáveis. No mundo, todas as aferições de participação de bebidas gaseificadas e adoçadas perdem espaço na opção do consumidor para produtos que prometem mais qualidade de vida.A falta de uma identidade que reforce esse conceito fez soar o sinal de alerta nas empresas do segmento. A partir de pesquisas de campo, elas perceberam que era fundamental rejuvenescer a categoria, já que os jovens, os maiores consumidores de refrigerantes, passaram a associar diet/light a produtos para gente doente, como os diabéticos, ou obcecados com a forma física.Os novos rótulos inauguram, no Brasil, até mesmo uma disputa entre as gigantes do setor, Coca e AmBev, sobre quem merece o crédito pela autoria da inovação. Mais do que isso. A Coca-Cola Brasil garante que, no caso específico da Coca Zero, existe efetivamente um novo produto, com sabor mais próximo da Coca-Cola tradicional. “Tanto que a Coca light, que é líder no segmento de baixas calorias, permanece no portfólio. A Zero vem em embalagem preta e a light, na prateada”, explica Ricardo Fort, diretor de marketing da companhia no País. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 
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