O petróleo conseguiu fechar acima de US$ 60 após cair à mínima em sete semanas, US$ 59,25, dando prosseguimento a perdas iniciadas no fim do mês passado. O petróleo atingiu o pico de 2009 superando US$ 73 o barril em 30 de junho na expectativa de uma recuperação econômica global que reative a demanda. Dados mais recentes indicaram que a recessão pode continuar, puxando o consumo de petróleo para baixo.
Esta semana, a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, em inglês) propôs impor limites federais às transações especulativas no mercado de energia. "Vimos os especuladores buscarem a saída ao mesmo tempo", comentou Matt Zeman, chefe da mesa da corretora LaSalle Futures Group, em Chicago.
A sequência de quedas que terminou hoje foi a mais longa desde dezembro. Os preços se recuperaram quando alguns corretores buscaram oportunidades de compra e detentores de posições vendidas, que apostam na queda, realizaram lucros. Analistas acreditam que o consumo global de petróleo cairá em 2009 pelo segundo ano seguido. Alguma recuperação é esperada nas grandes economias em desenvolvimento. A associação de fabricantes de veículos da China informou que as vendas em junho cresceram 36,5% em junho sobre o mesmo mês do ano passado para 1,14 milhão de unidades, colocando o país na trilha para superar os EUA como maior mercado de veículos este ano.
Mas a Agência Internacional de Energia (AIE) acredita que a demanda de petróleo da China declinará este ano. Nos EUA, maior consumidor de petróleo, os estoques de gasolina e destilados subiram quatro semanas seguidas, segundo informou ontem o Departamento de Energia norte-americano. As informações são da Dow Jones.