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Petróleo interrompe queda e fecha a US$ 60,41 o barril

09 de Julho de 2009 | 17:20
O petróleo fechou em alta pela primeira vez em sete sessões, com os compradores de pechincha buscando se beneficiar dos acentuados recuos recentes dos preços. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o barril para entrega em agosto fechou em US$ 60,41, alta de US$ 0,27 ou 0,45%. No mercado eletrônico ICE, o petróleo do tipo Brent fechou em alta de US$ 0,67 em US$ 61,10 o barril para agosto.

O petróleo conseguiu fechar acima de US$ 60 após cair à mínima em sete semanas, US$ 59,25, dando prosseguimento a perdas iniciadas no fim do mês passado. O petróleo atingiu o pico de 2009 superando US$ 73 o barril em 30 de junho na expectativa de uma recuperação econômica global que reative a demanda. Dados mais recentes indicaram que a recessão pode continuar, puxando o consumo de petróleo para baixo.

Esta semana, a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, em inglês) propôs impor limites federais às transações especulativas no mercado de energia. "Vimos os especuladores buscarem a saída ao mesmo tempo", comentou Matt Zeman, chefe da mesa da corretora LaSalle Futures Group, em Chicago.

A sequência de quedas que terminou hoje foi a mais longa desde dezembro. Os preços se recuperaram quando alguns corretores buscaram oportunidades de compra e detentores de posições vendidas, que apostam na queda, realizaram lucros. Analistas acreditam que o consumo global de petróleo cairá em 2009 pelo segundo ano seguido. Alguma recuperação é esperada nas grandes economias em desenvolvimento. A associação de fabricantes de veículos da China informou que as vendas em junho cresceram 36,5% em junho sobre o mesmo mês do ano passado para 1,14 milhão de unidades, colocando o país na trilha para superar os EUA como maior mercado de veículos este ano.

Mas a Agência Internacional de Energia (AIE) acredita que a demanda de petróleo da China declinará este ano. Nos EUA, maior consumidor de petróleo, os estoques de gasolina e destilados subiram quatro semanas seguidas, segundo informou ontem o Departamento de Energia norte-americano. As informações são da Dow Jones.

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