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Mantega quer ação coordenada rápida do G-20 na crise

11 de Outubro de 2008 | 17:56

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o G-20, grupo que reúne economias industrializadas e em desenvolvimento, pela própria estrutura, "não foi feito para funcionar em crises, para ter ação imediata em situações emergenciais". O ministro disse ser necessário "repensar" o grupo, "de modo que possa ser efetivo" e, para isso, defendeu que é preciso "ter uma espécie de 'sala de situação', onde os ministros possam se conectar rapidamente, tomar medidas comuns e conhecer a situação de cada país, de modo que possamos neutralizar os efeitos negativos de uma situação como essa".

Mantega citou que o G-7 já tem uma "ação coordenada mais efetiva". "Eles têm um instrumento, nós é que não temos o instrumento", afirmou. Uma solução possível, cita o ministro brasileiro que preside o G-20, é que os principais países emergentes sejam integrados no G-7.

Segundo Mantega, durante a reunião Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC, na sigla em inglês), órgão composto pelos ministros e banqueiros centrais de 24 países e que estabelece as estratégias do Fundo Monetário Internacional, houve discursos "neste sentido", como foi o caso do feito pelo presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.

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