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Investidor ignora 'selo de qualidade' e foge da Bovespa

 | 06.07.2008 | 09h02

 

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Por AE

Agência Estado 

Desde que a agência de classificação de risco de crédito Standard & Poor's (S&P) elevou o Brasil ao chamado grau de investimento, no fim de abril, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) despencou mais de 12%. Depois que a agência Fitch também concedeu ao País essa espécie de ISO 9000 do mundo das finanças, no dia 29 de maio, o mergulho é ainda mais profundo: 18,22%.

O mau desempenho causa estranheza a muitas pessoas, principalmente àquelas não habituadas às repentinas mudanças de humor dos investidores no mundo globalizado. Afinal, o grau de investimento foi vendido pela maioria dos agentes financeiros como um elixir milagroso, que atrairia para o Brasil um volume de recursos contado na casa dos bilhões de dólares e euros.

Mas, se houve um movimento até agora, ele foi de saída: em junho, a fuga de investidores estrangeiros da Bovespa alcançou o recorde de R$ 7,4 bilhões.

Entre os profissionais de mercado, alguns reconhecem que houve exagero na criação de expectativas positivas. Outros acham que não. Divergências à parte, a maioria avalia que o momento turbulento nas bolsas globais é conjuntural e as perspectivas de médio e longo prazos para a economia brasileira - e conseqüentemente para o mercado local - continuam boas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 
Olavo Setubal, do Itaú, em foto de 2006
 

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