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Ibovespa abre em baixa, mesmo com feriado nos EUA

 | 04.07.2008 | 10h03

 

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Por Alessandra Taraborelli

Agência Estado 

Sem o referencial do mercado norte-americano hoje, devido ao feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos, e com a agenda vazia de indicadores econômicos, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deve registrar um dia de pouca liquidez nos negócios, com os investidores de olho já na próxima semana. No entanto, isso não significa necessariamente que a Bolsa brasileira possa ter uma trégua e inverter o forte movimento negativo verificado esta semana. Às 10h03 (de Brasília), o índice Bovespa caía 0,34%, a 59.074 pontos, na mínima do dia até o momento.

Segundo um operador, apesar do feriado lá fora, muitos investidores estrangeiros deixaram ordens de venda para serem executadas hoje. "Dependendo do ritmo dos negócios, as ordens de suspensão de compras para evitar perdas (stop loss) podem correr solto", comenta um profissional. Ele, no entanto, não acredita que a Bolsa tenha hoje fôlego para romper mais um importante suporte de resistência, os 58 mil pontos. "Ontem a Bolsa fechou abaixo dos 60 mil (a 59.273 pontos, com queda de 3%), rompendo um forte suporte, mas não acredito que ela consiga romper um novo suporte hoje. Mas, para a próxima semana, os 58 mil pontos estão na mira", diz.

A constante preocupação com o ritmo da economia mundial, com a inflação, o avanço das matérias-primas (commodities), em especial o preço do petróleo, e os juros, está levando estrangeiros a se desfazerem de ações de países emergentes, principalmente do Brasil. Isso porque a Bolsa paulista apresentou desempenho bastante positivo nos últimos anos. Prova de que o investidor está, de fato, deixando o mercado de ações brasileiro neste momento é que a Bovespa registrou a maior saída líquida de capital externo de sua história em junho, de R$ 7,415 bilhões. O resultado é superior, inclusive, ao saldo negativo acumulado no ano, que soma R$ 6,656 bilhões.

No cenário externo, o petróleo sinaliza uma trégua hoje, após o novo recorde de alta ontem, quando o contrato futuro do petróleo tipo Brent superou, pela primeira vez, a marca de US$ 146 o barril, em Londres; e o petróleo tipo WTI fechou acima de US$ 145 o barril, em Nova York. Porém, não dá para baixar a guarda totalmente. Enquanto a matéria-prima (commodity) opera em ligeira queda, as bolsas européias mostram perdas diante de preocupações com o setor financeiro, em um sinal de que a falta de confiança continua permeando os negócios. Às 9h56 (de Brasília), a Bolsa de Londres perdia 1,1%, Paris caía 1,45% e Frankfurt apresentava declínio de 1,07%. No mesmo horário, o futuro do WTI tinha desvalorização de 0,83%, a US$ 144,09 o barril.

Ações

A mineradora Vale inicia hoje a apresentação da sua oferta global de ações para os investidores potenciais. Hoje a empresa informou que a oferta soma, a valor de mercado, R$ 21,165 bilhões, considerando o exercício integral de lote suplementar de até 15% das ações preferenciais (PN) inicialmente ofertadas.

Com base no preço de fechamento de ontem dos papéis da Vale, o lote de ações ordinárias soma R$ 13,090 bilhões (ação a R$ 50,95), enquanto as ações preferenciais, incluindo as suplementares, totalizam R$ 8,075 bilhões. Pelo dólar comercial do fechamento de ontem (R$ 1,611), a operação equivale a US$ 13,138 bilhões. Em 10 de junho, quando anunciou a intenção de fazer a emissão global, a mineradora disse que pretendia fazer uma oferta primária de ações com valor de até US$ 15 bilhões. Às 10h03, as ações ordinárias (ON) e preferenciais (PN) da mineradora caíam 0,88% e 1,03%, respectivamente.

 
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