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Petróleo volta a bater recorde, a US$ 126,29 o barril

 | 16.05.2008 | 17h44

 

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Por Regina Cardeal

Agência Estado 

Os contratos futuros de petróleo fecharam acima de US$ 126 o barril pela primeira vez, em meio à forte demanda global por derivados do produto.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato futuro de petróleo leve com vencimento em junho fechou em alta de US$ 2,17, ou 1,75%, em US$ 126,29 o barril, superando o recorde de US$ 125,96 registrado no último dia 9. O contrato futuro de petróleo Brent para julho, negociado em Londres, fechou em alta de US$ 2,36, em US$ 124,99 o barril, no mercado eletrônico da Bolsa Intercontinental (ICE, na sigla em inglês). No ano, os contratos na Nymex subiram 32%. Os contratos futuros de derivados do petróleo também fecharam em máximas recorde.

A sessão começou com uma disparada de US$ 3,70 no barril do petróleo na Nymex para a máxima histórica de US$ 127,82 o barril. O mercado ignorou amplamente a notícia de que a Arábia Saudita aumentou sua produção de petróleo em 300 mil barris por dia a partir de 10 de maio, respondendo a solicitações de clientes. O aumento elevará a produção do maior produtor mundial de petróleo para 9,45 milhões de barris por dia em junho, disse o ministro do Petróleo da Arábia Saudita, Ali Naimi, em Riad.

Até agora, as autoridades sauditas vinham se recusando a elevar os níveis de produção, insistindo que a oferta global atende a demanda. Eles mantiveram esta linha, disse a Casa Branca mais cedo hoje, apesar do apelo pessoal do presidente George W. Bush ao rei Abdullah para ajudar a conter a alta dos preços da gasolina nos EUA.

Os sauditas têm razão, segundo alguns analistas. "Neste momento, os fundamentos não dão sustentação em particular aos preços", disse o analista de futuros de energia Eric Wittenauer, do Wachovia Securitiesm, em St. Louis. "Não são, de fato, os fundamentos que orientam o mercado, não hoje, pelo menos; portanto o mercado pode receber o ajuste (na produção saudita) com algum ceticismo."

Outros destacaram que o banco Goldman Sachs, cujas previsões são atentamente acompanhadas, revisou em alta de US$ 34 sua previsão para o preço do petróleo no segundo semestre deste ano, para US$ 141 o barril, citando limites ao crescimento na oferta no longo prazo. A revisão é feita apenas um dia depois de o economista Jan Stuart, do banco UBS, ter elevado a previsão do preço do barril em 2008 em 32%, para US$ 115 o barril, afirmando que a oferta ficará abaixo da demanda.

Enquanto isso, a robusta demanda global por derivados continuou empurrando o restante do complexo de energia para cima. Tanto os contratos futuros de óleo de calefação quanto os da gasolina fecharam em recordes. A demanda por derivados superou a oferta recentemente na Europa e na Ásia, levando os contratos futuros a disparar muito depois do costumeiro pico do inverno (do hemisfério Norte).

A gasolina Rbob (reformulated blendstock) fechou em alta de 5,77 cents, ou 1,8%, em US$ 3,2235 o galão. O óleo de calefação subiu 8,04 cents, para US$ 3,7028 o galão.

Os temores de que a China vai aumentar drasticamente suas importações de diesel depois do terremoto de segunda-feira, aumentando os estoques que já vinha acumulando para as Olimpíadas, ajudam na escalada dos preços. A China importou 520 mil toneladas de diesel em abril, segundo dados preliminares do país. As importações de diesel nos quatro primeiros meses do ano subiram mais de oito vezes. Estes volumes devem subir mais em maio e junho enquanto as petroleiras estatais chinesas elevam os estoques nos preparativos para os Jogos Olímpicos de agosto. As informações são da agência Dow Jones.

 
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