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Bolsas de NY abrem em alta com dados do PIB

 | 27.03.2008 | 10h36

 

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Por Patricia Lara

Agência Estado 

As Bolsas de Nova York abriram em alta hoje, impulsionadas pelos

dados sobre a economia americana, divulgados esta manhã. Às 10h36 (de Brasília), o índice Dow Jones, que mede o desempenho das ações mais negociadas em Nova York, subia 0,27%, e o S&P 500 tinha alta mais amena, de 0,03%. Já a Bolsa eletrônica Nasdaq, que negocia ações do setor de tecnologia e internet, recuava 0,66%, pressionada pela decepção provocada com o crescimento fraco da receita da gigante de softwares Oracle, que ontem anunciou seu balanço financeiro.

A economia americana cresceu 0,6% no quarto trimestre de 2007, dentro da previsão esperada pelos analistas, na revisão final dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgada hoje pelo

Departamento de Comércio dos EUA. Dentro do relatório sobre o PIB, os números de inflação e gastos do consumo foram alvo de revisões positivas. O índice de preços para gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) subiu 3,9% no quarto trimestre do ano passado, dado revisado em baixa da avaliação anterior de alta de 4,1%. Os gastos com consumo foram revisados para uma alta de 2,3%, ante a estimativa anterior que apontou alta de 1,9%.

Ainda na agenda de indicadores econômicos americanos do dia, os pedidos de auxílio-desemprego, por sua vez, mostraram queda de 9 mil na semana encerrada no último sábado (dia 22) para 366 mil pedidos. Analistas previam declínio de 8 mil pedidos.

Entre as ações, o grupo de ativos de tecnologia deve sofrer pressão negativa vinda da Oracle, cujo sistema gerenciador de banco de dados é líder no mercado mundial. A companhia informou, ontem à noite, que seu lucro líquido subiu 30% para US$ 1,3 bilhão, ou US$ 0,26 por ação, de US$ 1 bilhão, ou US$ 0,20 por ação, um ano antes, por conta do substancial aumento das margens e das vendas. Excluindo os itens extraordinários, o lucro da Oracle no trimestre ficou em US$ 0,30 por ação, em linha com as previsões. Mas a receita, que subiu 21% para US$ 5,3 bilhões, ficou abaixo das expectativas dos analistas de US$ 5,42 bilhões.

Para a corretora Piper Jaffray, o resultado da Oracle foi decepcionante, provocado pelo enfraquecimento econômico, primordialmente, no mercado doméstico e pela instabilidade que se seguiu à crise no setor hipotecário, o que pode ter levado a um diferimento nos gastos. No pré-mercado de Wall Street, os papéis da Oracle cederam 7,35%.

Outras companhias também divulgaram seus resultados hoje. A construtora Lennar, uma das maiores dos EUA, apresentou prejuízo, assim como a Scholastic, especializada em produtos de aprendizagem infantil. A Lennar encerrou o trimestre fiscal até 29 de fevereiro com um prejuízo líquido de US$ 88,2 milhões, ou US$ 0,56 por ação, ante um lucro de US$ 68,6 milhões, ou US$ 0,43 por ação, em igual período anterior. A receita da empresa despencou 62%, a US$ 1,06 bilhão. Analistas previam prejuízo de US$ 1,07 por ação e receita de US$ 1,13 bilhão. No pré-mercado de Nova York, as ações da empresa subiram 5,17%.

A Williams-Sonoma, ícone no varejo de eletrodomésticos e utensílios de mesa de luxo nos EUA, anunciou crescimento de 2,9% em seu lucro no quarto trimestre fiscal. Mas a companhia, que gerencia também as lojas Pottery Barn e West Elm, reduziu sua previsão de lucro para o ano, em meio ao que classificou como "o mais desafiador ambiente econômico já visto nos últimos anos". Mesmo assim, a empresa elevou seu dividendo em 4,3%, para 11,5 centavos de dólar por ação.

Os papéis da maior rede de rádio americana Clear Channel Communications subiam 11%, no pré-mercado em Wall Street, após a companhia receber uma decisão judicial favorável de um tribunal do Texas, que determinou que um grupo de bancos de Wall Street financiem a compra da empresa pelos fundos de private equity (que compram participação em empresas) Thomas H. Lee Partners e Bain Capital Partners. As informações são da Dow Jones.

 
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