O dólar acentuou as altas em relação ao real nesta tarde, em meio à queda de preço do petróleo. O barril de petróleo negociado em Nova York terminou o dia em baixa de 0,87%, a US$ 100,95. Os preços do petróleo nos EUA retrocedem do patamar recorde de US$ 111,80 por barril atingido em 17 de março por causa da fuga de investidores dos mercados de matérias-primas (commodities), frente a receios ligados à queda de consumo nos EUA por causa do desaquecimento econômico. Às 15h53, o dólar comercial subia 0,81%, a R$ 1,746. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado à vista avançava 0,75%, a R$ 1,745.
Segundo um operador, há comentários de que teria ocorrido uma nova grande saída financeira, ainda dentro de uma operação de um grande fundo de investimento americano.
Como o sistema de informações eletrônicas do Banco Central (Sisbacen) parece ter retornado à normalidade menos de meia hora antes do término dos negócios cambiais na BM&F - após ficar fora do ar desde o fim da manhã -, os operadores de câmbio não souberam informar o giro total à vista registrado até o momento nem se o BC fará hoje seu habitual leilão de compra de moeda. Sem o Sisbacen, a opção é fazer o leilão por telefone, mas como o dólar está em alta forte, tudo indica que não haverá operação de compra do BC hoje.
Segundo o BC informou, Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) está retornando à normalidade, após a interrupção dos serviços por cerca de 3 horas e 30 minutos. Segundo o BC, essa interrupção foi gerada por um problema na rede elétrica da distribuidora de energia de Brasília (CEB), que atende o Banco Central. Segundo o BC, operações interbancárias já estão sendo processadas.