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Dólar comercial abre em queda de 1,06% a R$ 1,688

Por Patricia Lara  | 11.03.2008 | 09h57

O dólar abriu em baixa de 1,06% hoje, cotado a R$ 1,688 no mercado interbancário de câmbio. Instantes após a abertura, às 9h56, o dólar comercial ampliava a queda e cedia 1,11%, cotado a R$ 1,687. Ontem, a moeda americana fechou em alta de 1,31%, a R$ 1,706.

O mercado de câmbio doméstico abriu as negociações hoje após o anúncio feito esta manhã pelo banco central americano (Federal Reserve) de expansão do programa de empréstimo de títulos, que visa ampliar a liquidez no mercado diante da pressão por crédito. O BC americano vai emprestar até US$ 200 bilhões em títulos do Tesouro dos Estados Unidos, em uma ação conjunta com outros bancos centrais - entre eles o Banco Central Europeu (BCE), Banco do Canadá, da Inglaterra e da Suíça.

Internamente, a possibilidade de o governo brasileiro anunciar medidas para conter a alta do real vai dividir espaço hoje nas mesas com o sinal de recuperação de moedas de países emergentes no exterior. Se o clima positivo externo perdurar, principalmente após as medidas já anunciadas pelos BCs, não está descartada uma recuperação do real, que completou ontem três dias em queda ante o dólar.Segundo um operador, é provável que o governo brasileiro anuncie medidas ainda esta semana e elas devem ter um efeito prático no câmbio.

Fontes afirmam que o mais provável é que o governo reduza a exigência para que o exportador internalize o porcentual de 70% dos dólares resultantes de suas vendas. Hoje, 30% do montante vendido pode ficar em contas no exterior. A última alteração nessa regra ocorreu em 2006 e a diretoria de assuntos internacionais do Banco Central, já naquela ocasião, informava que a tendência era que futuramente o porcentual chegasse a 100%, ou seja, eliminado de vez com a chamada cobertura cambial. Fontes do mercado não apostavam muito na mudança das alíquotas e regras para tributação do investidor estrangeiro. O intuito do governo seria evitar uma deterioração progressiva no balanço de pagamentos, o que poderia deixar o País mais vulnerável em um momento eleitoral decisivo.

No cenário externo, o clima positivo também é motivado pelas expectativas de que o Federal Reserve poderá reduzir em um ponto porcentual o juro básico americano na semana que vem para 2% ao ano, associadas a especulações sobre a adoção de uma inovação na política do BC norte-americano, que passaria a emprestar dinheiro diretamente para instituições financeiras e não só para os bancos.

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