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Europa sobe com aposta de corte maior de juro nos EUA

Por Nathália Ferreira  | 11.03.2008 | 08h48

As principais bolsas européias operam em alta esta manhã, com os investidores um pouco mais animados diante de especulações de que o banco central americano (Fed) poderá acelerar o corte de juros nos EUA e com o recorde nos preços do petróleo impulsionando ações do setor de energia. A alta dos índices futuros das Bolsas de Nova York também contribui para a valorização dos mercados europeus, mas alguns papéis se destacam em queda, como as ações da EADS e da Xstrata. O setor de tecnologia também opera em baixa, influenciado pelas perdas da Texas Instruments, que ontem reduziu sua projeção de lucro para o primeiro trimestre.

Às 8h42 (de Brasília), a Bolsa de Londres avançava 1,17%, a Bolsa de Frankfurt subia 0,34%, a Bolsa de Paris tinha alta de 0,82% e a Bolsa de Madri se valorizava em 2,12%.

Operadores de contratos futuros de juro começaram a apostar com mais força em um corte de 1 ponto porcentual pelo Fed no juro básico americano na reunião do dia 18 de março, levando a taxa para o nível de 2% ao ano. No fechamento de ontem à tarde, os contratos futuros dos Fed Funds na Bolsa de Chicago já mostravam 14% de chance de uma redução de 1 ponto. As chances de corte de 0,75 ponto porcentual, para 2,25%, eram de 100%.

Os contratos futuros de petróleo atingiram novas máximas históricas em Londres e em Nova York esta manhã. Em Londres, o petróleo tipo Brent com vencimento em abril atingiu recorde em US$ 105,40 o barril, enquanto na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) o petróleo leve (WTI) chegou a US$ 109,20 o barril. A escalada da commodity impulsionava as ações da britânica BP, segunda maior empresa de petróleo da Europa, e da francesa Total.

Outro setor que se destacava no mercado europeu era o bancário, que se recuperava de perdas dos dias anteriores. As ações do Royal Bank of Scotland subiam 1,3% e os papéis do Barclays avançavam 1,4%. Os papéis do Societé Générale ganhavam 1,1%, depois que o banco francês disse que seu aumento de capital de 5,5 bilhões de euros (US$ 8,4 bilhões) teve demanda 1,8 vez superior à oferta, com um total de ordens de subscrição de 10,2 bilhões de euros.

Ainda entre os destaques de alta, as ações da Vodafone Group subiram 3,3%, depois que o Goldman Sachs colocou a operadora de telefonia móvel do Reino Unido na sua lista de "compras convictas" e o Citigroup reiterou a recomendação de compra dos papéis.

Na ponta contrária, o setor de tecnologia estava em baixa, após a fabricante de chips Texas Instruments rebaixar, na noite de ontem, sua previsão de lucro para o primeiro trimestre. A empresa informou que prevê um lucro de US$ 0,41 a US$ 0,45 por ação sobre uma receita de US$ 3,21 bilhões a US$ 3,35 bilhões no primeiro trimestre.

O anúncio acabou derrubando as ações da Nokia, uma das principais clientes da Texas, em 5,9% e os papéis de concorrentes como os da alemã Infineon Technologies (IFX), em queda de 1,1%, e da franco-italiana STMicroelectronics (STM), em baixa de 1,7%.

Também com desvalorização, as ações da European Aeronautic Defense & Space Co. (EADS) recuavam 5% em Paris depois que a empresa divulgou balanço de 2007 levemente abaixo do esperado por analistas. A companhia teve prejuízo de 446 milhões de euros (US$ 690,1 milhões) e queda de 1% nas vendas para 39,12 bilhões de euros (US$ 60,5 bilhões).

As ações da gigante de mineração anglo-suíça Xstrata recuavam 3,18% com as informações publicadas no Wall Street Journal de que parece "cada vez mais fraca" a chance de a mineradora ser comprada pela Vale. As informações são de agências internacionais.

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