O dólar à vista abriu em alta de 0,06% hoje, cotado a R$ 1,672 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Instantes após a abertura, às 9h19, o dólar à vista renovava a cotação máxima do dia e subia 0,09%, a R$ 1,6725. Ontem, a moeda americana fechou em baixa de 0,89%, a R$ 1,671.
O mercado internacional continua mostrando negativismo e o doméstico precificando a avaliação de que os respingos da crise internacional por aqui serão pequenos. Assim, a cotação do dólar vive momentos de valorização esporádicos e pontuais e a tendência de queda mantém-se apoiada nas perspectivas de entradas de recursos para arbitragem e para investimento. O saldo menor do comércio exterior está previsto e é considerado positivo por ser decorrente de alta nas importações, ou seja, do aquecimento da economia doméstica.
Na manhã de hoje, as bolsas caem no exterior, mais uma vez, onde o aviso da empresa de informática Intel, de que seu resultado será inferior ao esperado, surge como condutor negativo do dia. Mas a sentença final deve ser dada pelo pronunciamento do presidente do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), Ben Bernanke, previsto para as 11 horas, com o tema "Reduzindo as Execuções Evitáveis de Hipotecas". Os investidores domésticos ficarão de olho para um eventual surgimento de oportunidade de compra de dólares.
Por aqui, o destaque do dia é o resultado de vendas do setor automotivo em fevereiro, que sai às 11 horas e será anunciado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). A atividade do setor tem peso importante como sinalizadora de atividade e é monitorada pelos especialistas. Principalmente às vésperas do anúncio de decisão de política monetária.
O Comitê de Política Monetária (Copom) começa hoje sua reunião de definição da Selic, que será encerrada amanhã com o anúncio da nova taxa de juro básica do País. Para o encontro deste mês, as apostas consensuais são de estabilidade em 11,25% ao ano, mas os especialistas têm divergido sobre os próximos passos. Uns acreditam que será necessário elevar juro em algum momento não tão distante.
Para o câmbio essa é uma discussão primordial, que é acompanhada de perto. Afinal, como todos os especialistas têm ressaltado, o diferencial de juro interno e externo será determinante para definir o tamanho da valorização do real. Com a expectativa de taxas em queda nos EUA e estáveis por aqui, o mercado já fala em dólar entre R$ 1,60 e R$ 1,50. Mas alguns dizem que o dólar irá abaixo de R$ 1,50, se o Copom decidir subir a Selic mais à frente.