Os juros futuros de longo prazo moderaram o movimento de queda no final da sessão e fecharam perto da estabilidade, enquanto os de curto prazo mantiveram-se levemente pressionados para baixo. O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2010 zerou a queda exibida desde a abertura e terminou o dia projetando a mesma taxa de ontem, de 12,34% ao ano, com um expressivo volume de 384.912 contratos negociados. A taxa do DI para janeiro de 2009 encerrou na máxima de 11,72%, contra 11,68% ontem.
Em um dia de noticiário fraco, analistas atribuíram o comportamento das taxas na sessão vespertina à realização de lucros após o recuo firme nas últimas sessões, reforçada pelo ambiente externo negativo. Fatores técnicos à parte, o mercado segue otimista em relação à perspectiva de que o Brasil receba em breve o grau de investimento e impressionado com a resistência que a economia doméstica vem apresentando contra a crise nos EUA, graças à solidez dos fundamentos.
"A aceleração dos preços das commodities é uma das principais indicações de que não haverá recessão global e de que a crise parece estar restrita mesmo aos EUA", avaliou um experiente profissional da área de renda fixa. Valorizados estes produtos, as exportações brasileiras devem se beneficiar, o que sugere manutenção do fluxo positivo de dólares e câmbio favorável ao controle inflacionário.
A moeda americana tem sido grande parâmetro para o mercado de juros e hoje o recuo abaixo de R$ 1,70 pela manhã alimentou o interesse dos investidores no segmento prefixado. Segundo uma fonte, no momento em que o dólar futuro rompeu este patamar houve um grande fluxo aplicador no DI para janeiro de 2010, que chegou a furar o suporte técnico de 12,30% ao ano, indo à mínima de 12,25%, mas não se sustentou.