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Morgan Stanley eleva peso de ações emergentes

Por Regina Cardeal  | 01.02.2008 | 17h41

O banco de investimentos Morgan Stanley informa que, depois de ter rebaixado a recomendação para as ações dos mercados emergentes em 8 de novembro passado, voltou a ficar mais otimista e aumentou o peso deste tipo de ativo em sua carteira recomendada para mercados emergentes. Em relatório, os analistas Jonathan Garner, Michael Wang e Vinicius Silva alegam que o potencial de valorização das ações emergentes está mais atraente e que a tese do "decoupling", ou descolamento da economia dos emergentes em relação aos países desenvolvidos, permanece intacta.

"A aceleração da demanda doméstica está claramente deslocando as exportações como principal motor do crescimento nos mercados emergentes", afirmam. Eles acrescentam que os economistas do Morgan Stanley prevêem que os mercados emergentes responderão por 61% do crescimento global (em termos de dólares nominais) em 2008. Embora acreditem que o crescimento dos mercados emergentes vá sofrer algum "recoupling", ou voltar a se atrelar em "baixa limitada" em 2008 a uma recessão nos EUA, eles reiteram que a tese do "decoupling" não foi abalada.

Além disso, afirmam que os índices de preços de commodities como petróleo, minério de ferro, carvão e metais básicos - dos quais os emergentes são grandes produtores - continuam bem sustentados.

A alocação "acima da média" em ações emergentes subiu de 52% para 54%. Uma alocação neutra teria atualmente 50% da carteira emergente alocada em ações. A carteira recomendada pelo Morgan Stanley aloca, além dos 54% em ações, 22% em bônus da dívida emergente em moeda forte, 20% em bônus da dívida emergente em moeda local e 4% em dinheiro. "Na essência, ao elevarmos o peso de nossas ações agora, sugerimos que os investidores passaram de exageradamente otimistas em relação aos prováveis retornos no fim de novembro/dezembro para exageradamente pessimistas atualmente", explicam.

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