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Bolsas da Europa fecham em baixa com ações de consumo

Por Suzi Katzumata  | 11.01.2008 | 16h31

As ações de empresas relacionadas a produtos de consumo caíram forte hoje na Europa, com as perspectivas de desaceleração do crescimento econômico desencadeando temores relacionados às previsões de lucro do setor, segundo operadores e analistas. "Sentimos que o impulso dos lucro está no máximo, e a elevada valorização do setor significa que qualquer lucro abaixo do esperado poderá se traduzir em um fraco desempenho para a ação", segundo analistas do Deutsche Bank em Londres.

Na Bolsa de Londres, o índice FT-100 caiu 0,33% e fechou com 6.202,0 pontos; na semana, o FT-100 acumulou uma desvalorização de 2,31%. Em Paris, o índice o índice CAC-40 recuou 0,54% e fechou com 5.371,41 pontos; na semana, o índice perdeu 6,17%; em Frankfurt, o índice Xetra-Dax subiu 0,06% e fechou com 7.717,95 pontos; na semana, o Xetra-Dax caiu 3,64%.

As preocupações relacionadas ao estado da economia global e o impacto que qualquer desaceleração terá sobre os lucros corporativos continuam a agir como um freio para as ações. "Os mercados estão atualmente paralisados com medo e estão favorecendo os ativos seguros, com as ações de governo sendo precificadas como se o Armagedon estivesse na esquina e (as ações de) construtores de casas e bancos (sendo precificadas) como se já estivesse aqui", segundo os estrategistas da Fortis Private Investment Management em Londres.

O setor de consumo e cuidados pessoais estiveram no foco hoje. Analistas do banco ABN Amro rebaixaram sua recomendação para a francesa L'Oreal de "comprar" para "manter", dizendo que as previsões otimistas e valorização recorde sugerem que 2008 pode ser muito mais duro. O Deutsche Bank também rebaixou a L'Oreal de "comprar" para "manter".

Os analistas do banco Morgan Stanley rebaixaram a classificação da Unilever de "equalweight" (igual à média do mercado) para "underweight" (abaixo da média), o que pesou sobre as ações de empresas produtoras de alimentos europeus. "Vemos riscos de baixa para as expectativas de crescimento do lucro em 2008, uma vez que a pressão de custos de insumos sem precedentes tem impacto integral sobre os lucros e, portanto, acreditamos que o poderoso ciclo de elevação dos lucros dos últimos três anos pode ter esgotado seu curso", disseram os analistas do Morgan Stanley. As ações da L'Oreal caíram 4,97% em Paris, enquanto as da Unilever fecharam em baixa de 4,95% em Londres.

As construtoras britânicas subiram em meio as esperanças de que a compra da financiadora de hipotecas norte-americana Countrywide Financial pelo Bank of America por US$ 4 bilhões vá ajudar a fortalecer o problemático setor de moradia dos EUA. As ações da Persimmon subiram 7,2%, enquanto as da Taylor Wimpey avançaram 5,9%.

Em Madri, o índice Ibex-35 caiu 0,45% e fechou com 14.458,00 pontos; na semana, o índice acumulou uma perda de 0,99%. Em Milão, o índice S&P/MIB subiu 0,19% e fechou com 37.364 pontos; na semana, o S&P/MIB acumulou uma queda de 0,23%. Em Lisboa, o índice PSI-20 caiu 1,89% e fechou com 12.095,33 pontos; na semana, o índice registrou um declínio de 4,12%. As informações são da Dow Jones.

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