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Morgan Stanley rebaixa recomendação de ações do País

Por Regina Cardeal  | 17.12.2007 | 14h40

Em sua atualização mensal regular da carteira modelo quantitativa por país, o banco de investimentos Morgan Stanley rebaixou sua recomendação sobre o Brasil de "igual à referência do mercado de ações" para "abaixo da referência". Em relatório, os analistas Johathan Garner, Michael Wang e Vinicius Silva afirmam que o cenário de crescimento global muito pior pode interromper o "círculo virtuoso" de valorização do câmbio, firmeza dos preços de matérias-primas (commodities), redução do prêmio de risco soberano e convergência da valorização das ações no País.

De acordo com os analistas, a relação preço-lucro (P/L) do País praticamente atingiu a paridade com o restante dos mercados emergentes e está agora bem acima do nível considerado de acordo com a diferença do índice soberano em cinco anos historicamente observados. Em termos absolutos, a relação P/L só ficou acima deste nível em 10% do tempo nos últimos dez anos, afirma o relatório.

"A expectativa de nossa equipe de economistas da América Latina de um declínio mais lento dos juros, perspectiva pior do que o consenso para o comércio e risco de baixa da moeda implica um ambiente mais difícil para os setores ligados à demanda doméstica (bancos, telecomunicações e varejistas) no mercado de ações brasileiro no próximo ano", diz o relatório.

Os analistas afirmam que é tempo de ser mais seletivo. "Nós optamos por manter a exposição em petróleo e mineração na forma de Petrobras e Vale", explicam.

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