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Ibovespa fecha em alta de 2,28%, a sétima seguida

 | 05.12.2007 | 18h30

 

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Por Claudia Violante

Agência Estado 

A Bolsa de Valores de São Paulo trabalhou o dia todo em alta, empurrada pelo comportamento de suas correlatas norte-americanas. E em Wall Street reverberaram positivamente os indicadores divulgados hoje - nem mesmo a disparada do petróleo mais cedo diminuiu o ímpeto de compras por lá.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, encerrou em alta de 2,28%, aos 64.928,0 pontos, depois de oscilar entre a mínima estável e a máxima de +2,71%. Este foi o sétimo pregão consecutivo em que o índice fechou em alta. Com o resultado de hoje, o índice acumula em dezembro aceleração de 3,05% e, no ano, de 45,99%. Foi o sétimo pregão consecutivo de elevação, período no qual a Bolsa subiu 9,91%. O volume financeiro somou R$ 6,75 bilhões, bem acima dos últimos dois pregões, quando a média ficou em R$ 4,736 bilhões.

Às 18h17, o Dow Jones subia 1,25%, o S&P tinha alta de 1,19% e o Nasdaq avançava 1,50%. Os investidores gostaram dos dados de hoje, que afastaram o temor de recessão nos Estados Unidos. Entre eles, o número de empregos criados no setor privado, anunciado pela ADP/Macroeconomic. As projeções indicavam 60 mil novas vagas, mas o resultado efetivo foi a abertura de 189 mil postos de trabalho. Esta pesquisa é considerada um indicador de como deve se comportar o dado oficial, que será divulgado na sexta-feira.

Outros dados bons de hoje foram a produtividade do terceiro trimestre, revista em alta para 6,3%, e o custo da mão-de-obra menor do que o previsto antes, o que representa crescimento sem pressão inflacionária. As encomendas à indústria, por sua vez, subiram inesperadamente 0,5% em outubro.

Do lado negativo, o índice de atividade do setor de serviços nos EUA do Instituto para Gestão de Oferta (ISM) caiu de 55,8 para 54,1, superando as projeções de recuo a 54,8. Os estoques de petróleo e derivados também ficaram aquém das projeções e pressionaram os preços do petróleo no exterior, que já subiam por causa da decisão da Opep de manter inalterada sua produção. No final do dia, entretanto, o contrato do petróleo para janeiro recuou 0,94%, para US$ 87,49.

Ações

As ações da Petrobras tiveram mais um dia de ganhos firmes, favorecidas em boa parte do pregão pela alta do preço do petróleo, assim como pelo impacto da reestruturação do setor petroquímico, anunciada na sexta-feira. O volume do papel preferencial da Petrobras teve o maior giro do pregão, com R$ 1,050 bilhão, quase o dobro do segundo mais negociado - Vale PNA, com R$ 560,7 milhões. As ações PN da estatal subiram 5,37% e as ON, 5,50%. Vale também teve um dia de ganhos: Vale ON avançou 1,59% e Vale PNA, 2,10%. As duas empresas têm a maior participação individual do Ibovespa e, juntas, respondem por cerca de 30% da composição do índice.

As ações ON da Perdigão foram destaque hoje na Bovespa, depois da notícia não confirmada pela companhia de que a multinacional Kraft Foods estaria negociando a aquisição da empresa. Segundo a Perdigão, sua administração "não recebeu e não tem conhecimento" de qualquer informação nesse sentido. Mesmo assim, o papel da brasileira subiu 4,60%.

Bovespa Holding ON fechou com alta de 5,83% e BM&F ON avançou 2,12%.

 

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