Os contratos futuros de petróleo fecharam em nível recorde pelo segundo dia consecutivo, desta vez deixando para trás a marca dos US$ 91,00 por barril, depois de furar os US$ 92,00 por barril na máxima do dia na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex). Segundo analistas, a commodity deu continuidade ao dramático movimento de alta enquanto os operadores monitoram atentamente a tensão no Oriente Médio, que poderá levar a uma interrupção da oferta. Um incêndio na refinaria da Lyondell Chemical Co, em Houston, forneceu impulso adicional de alta na última hora de sessão.
Os contratos de petróleo para dezembro estabeleceram nova máxima recorde de US$ 92,22 por barril nas transações eletrônicas do início do dia, com a crescente tensão na relação entre turcos e rebeldes curdos, combinada com as novas sanções dos EUA contra o Irã - anunciadas ontem -, que levaram a um movimento adicional de compras.
As previsões de uma grande diferença entre oferta e demanda global deram um impulso de alta de 28% aos futuros de petróleo nos últimos três meses. As preocupações de que a violência no Oriente Médio vai interromper a oferta também vêm pressionando os preços em alta, para níveis recorde nas últimas sessões. "Claramente, o ambiente geopolítico, tanto com relação a Turquia quanto Irã, está ficando muito mais quente", disse o vice-presidente sênior da corretora Macquarie USA em Nova York, Nauman Barakat.
No final da sessão, os futuros de petróleo ganharam impulso adicional das notícias de que um incêndio forçou a Lyondell Chemical Co a reduzir o nível de atividade de sua refinaria em Houston. A notícia levou o mercado a renovar o movimento de alta, segundo Tony Rosado, da IAG Energy Brokers em Ft. Lauderdale (Flórida).
Na Nymex, os contratos de petróleo para dezembro subiram US$ 1,40, ou 1,55%, e fecharam a US$ 91,86 por barril; a mínima foi de US$ 90,20 e a máxima de US$ 92,22.
Na Bolsa Intercontinental (ICE, de Londres), os contratos de petróleo Brent para dezembro também estabeleceram nova máxima recorde, de US$ 89,30 por barril, antes de fecharem em US$ 88,69 por barril, alta de US$ 1,21, ou 1,38%. As informações são da Dow Jones.