A presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Maria Helena Santana, disse hoje que a autarquia analisará caso a caso as mudanças de faixa de preço nas ofertas públicas de ações para tomar eventuais medidas. A CVM decidiu dar dois dias para os investidores de varejo avaliarem se continuariam na oferta da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) devido à alteração de faixa de preço das ações.
Em razão do excesso de demanda, a faixa de preço para as ações da Bolsa foi elevada para o intervalo de R$ 20,00 a R$ 23,00. A faixa anterior era de R$ 15,50 a R$ 18,50. A informação começou a circular no mercado antes do fechamento do período de coleta de ofertas (bookbuilding), e a CVM exigiu a divulgação da nova faixa e a ampliação do prazo para a manifestação dos investidores de varejo.
Em ofertas públicas anteriores, como a da Redecard, já houve alteração da faixa de preço sem que houvesse manifestação da CVM. Segundo Maria Helena, a autarquia fez exigências no caso da Bovespa porque a informação começou a circular no mercado antes do fechamento do bookbuilding e de forma não equânime.
De acordo com ela, a atuação da CVM neste caso não será uma regra para as próximas operações. "A faixa de preço é apenas indicativa e os investidores de varejo já sabem que o valor pode ficar acima ou abaixo do intervalo", afirmou Maria Helena, que participou do 2º Seminário Internacional sobre Renda Fixa em Mercado de Balcão.