A cautela se manteve hoje nos mercados financeiros. A ausência de perspectiva para o fim desse período de turbulência, que tem como origem os problemas no setor imobiliário norte-americano, manteve os investires avessos ao risco.
No mercado de juros futuros, o resultado foram taxas em alta. O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2010 terminou o dia a 11,72% ao ano, contra taxa de 11,46% ao ano projetada no encerramento dos negócios ontem. A taxa também ficou acima da meta atual, estabelecida pelo Comitê de Política Monetária, para a taxa básica de juros da economia (Selic), de 11,50% ao ano.
A recente pressão sobre o dólar - reflexo do desconforto dos investidores diante da turbulência internacional -, que colocou hoje a cotação acima dos R$ 2,00, reduz o espaço para o Comitê de Política Monetária cortar a Selic em meio ponto porcentual. A alta das taxas futuras de juros mostra que a idéia de que a Selic vai cair 0,25 ponto tornou-se praticamente consenso entre os investidores.