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Produção industrial e IPC ainda mexem com juro futuro

Por Lucinda Pinto  | 05.07.2007 | 10h27

O mercado de juros segue sob o efeito do noticiário de ontem, que está estimulando muitos investidores a zerar posições. O crescimento da produção industrial de maio em 1,3%, acima das estimativas, e do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que subiu 0,55% em junho, também além das previsões, estão levando investidores a corrigir excesso de aplicação no mercado de juros.

Os dois indicadores tiveram efeito intenso sobre os preços porque o mercado já vem frágil há várias semanas. Primeiro, por causa das incertezas no exterior, que afastaram boa parte dos investidores estrangeiros do mercado; e, depois, em razão do desconforto provocado pela definição da meta de inflação de 2009 em 4,5%.

Meta de inflação

Ontem, os rumores em torno de uma reunião do Banco Central (BC) com tesoureiros de instituições financeiras foram uma demonstração clara do quanto o mercado continua sensível em relação à meta de inflação. Segundo apurou a Agência Estado, circulou durante a tarde a informação de que o BC teria convidado de última hora tesoureiros dos bancos para um encontro ontem mesmo em Brasília.

A dedução imediata de alguns dos profissionais que ouviram o boato foi de que a meta de inflação de 2009 estaria na pauta. Mas, na verdade, segundo operadores, o único fato concreto de que se tem conhecimento é que a autoridade monetária entrou em contato com as mesas de operação dos bancos para convidar os diretores das tesourarias para uma reunião amanhã, em São Paulo, para tratar da circular 3351, que define uma das três medidas prudenciais de câmbio, anunciadas no dia 8 de junho, e que entrou em vigor na última segunda-feira. Segundo profissionais, o BC teria esclarecimentos técnicos a fazer sobre a medida.

Às 10h23, o contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento janeiro de 2010 - o mais negociado no horário citado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) - projetava taxa a 10,82% ao ano, ante 10,77% de ontem. Em seguida aparece o DI para janeiro de 2009 a 10,79% ao ano (10,75% do dia anterior).

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