A Bolsa de Tóquio fechou em alta pela sexta sessão consecutiva, puxada pelas empresas de navegação, como a Mitsui O.S.K. Lines, e pesos-pesados do setor exportador, como a Sony. O índice Nikkei 225 avançou 53,76 pontos, ou 0,3%, para 18.221,48 pontos. No meio do pregão, o índice chegou a atingir 18.295,17 pontos, pouco abaixo da maior pontuação intraday do ano, de 18.300,39 pontos, alcançada em fevereiro. Desde a quinta-feira da semana passada, o Nikkei 225 já ganhou 372,20 pontos, ou 2,1%.
O volume de negócios, porém, foi fraco, e os operadores dizem que ganhos adicionais provavelmente serão limitados. Os investidores estrangeiros hesitam em assumir novas posições em meio à incerteza que antecede a eleição para a Câmara Alta do Japão, no fim do mês.
Nas próximas semanas, o Nikkei vai se mover com base no mercado futuro, disse Mitsushige Akino, gerente geral da Ichiyoshi Asset Management. Ele avaliou que o índice encontrará apoio nos 18 mil pontos, mas não será capaz de ultrapassar os 18.300 pontos, devido à fraqueza dos negócios antes das eleições. Akino observou ainda que o mercado em geral apresenta tendência de alta, já que os balanços das empresas a serem divulgados no fim do mês deverão ser positivos e os mercados norte-americanos já calcularam o impacto dos problemas no setor de empréstimos hipotecários subprime (de segunda linha).
As ações das firmas de navegação subiram com a notícia de que o governo flexibilizará as regras para a operação de grandes contêineres próximo aos portos. Mitsui O.S.K. Lines teve alta de 1,9% e Kawasaki Kisen avançou 0,7%. Sony registrou ganho de 2,4% e Nikon, de 1,4%.
Por outro lado, empresas de crédito pessoal sofreram baixas com a notícia de que estão enfrentando volumosas reclamações de clientes, que pedem a devolução de juros cobrados a mais nos empréstimos. Acom teve perda de 4,1% e Aiful caiu 4%. As informações são da Dow Jones.