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Juro futuro recua, seguindo melhora internacional

Por Lucinda Pinto  | 29.06.2007 | 10h15

O dia começa com sinais de melhora de humor, graças à divulgação do relatório sobre o índice de preços dos gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) e de renda referentes a maio. O núcleo do índice PCE - instrumento usado pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) para acompanhar a inflação - subiu 1,9% em base anual, mantendo-se dentro da zona de conforto do BC norte-americano. O núcleo exclui os preços de energia e alimentos.

A renda dos norte-americanos e os gastos ficaram, entretanto, abaixo do esperado. A renda avançou 0,4% em maio, enquanto a previsão era elevação de 0,6%; e os gastos tiveram aumento de 0,5%, abaixo da projeção de elevação de 0,7%.

Como, neste momento, o foco do Fed está mais sobre a inflação do que sobre a atividade, o mercado optou por reagir ao índice de preços PCE. Os futuros das bolsas norte-americanas escolheram o caminho de alta e os Treasuries (títulos do Tesouro dos EUA) caíam.

No Brasil, o alívio no exterior permitiu a inversão de sinal das taxas dos contratos de depósito interfinanceiro (DI), que iniciaram o pregão eletrônico da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) em alta e, após os indicadores norte-americanos, passaram a recuar. Às 10h11, o contrato de DI para janeiro de 2010 - o mais negociado - tinha taxa a 10,64% ao ano, ante 10,66% de ontem; o DI para janeiro de 2009 estava a 10,62% ao ano (10,65% do dia anterior).

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