A Bolsa de Valores de São Paulo operou novamente colada a Wall Street. A manhã foi predominantemente positiva, com as Bolsas de Nova York se recuperando depois das quedas dos dois últimos dias, mas à tarde a cautela ocupou com força os mercados e as ações voltaram a cair. O Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, recuou 0,35% e fechou aos 53.852 pontos.
Os indicadores econômicos divulgados esta manhã tiveram pouca influência sobre os negócios, mas mostraram que o setor de manufatura oferece sinais positivos, ao passo que a indústria imobiliária sofre na sua crise particular - e que o mercado torce para não contaminar outros setores.
As vendas de imóveis novos caíram 1,6% em maio, menos do que esperava o mercado (queda de 6,2%), porém o montante de vendas, de 915 mil, foi inferior à previsão dos economistas, de 920 mil. O índice de atividade industrial regional do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de Richmond subiu de -10 em maio para 4 em junho.
O que provoca cautela no mercado é a agenda carregada da semana, que culmina com o comunicado do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed, que sairá na quinta-feira, junto com a definição sobe o juro básico da economia dos EUA, atualmente em 5,25% ao ano. Em Nova York, o índice Dow Jones encerrou o dia em baixa de 0,11%, assim como o Nasdaq.