Os mercados financeiros reagiram positivamente à divulgação, esta tarde, do Livro Bege, sumário das condições econômicas norte-americanas preparado pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA). A reação positiva se deu tanto nos mercados dos Estados Unidos quanto nos do Brasil.
Às 15h03, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, atingiu a pontuação máxima do dia, com alta de 1,76%, aos 52.708 pontos. Às 14h58, o índice subia 1,51%. O documento do Fed foi divulgado às 15 horas (de Brasília).
Em Wall Street, os principais índices acionários também ampliaram os ganhos: o Dow Jones subia 0,61%, contra 0,45% antes da divulgação do Livro Bege, e o Nasdaq avançava 0,66%, ante 0,47%.
Os juros dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries), cuja alta nos últimos dias prejudicou outros mercados financeiros, passaram a cair com mais força em reação ao Livro Bege. O título com vencimento em 10 anos cedia 1,24%, a 5,215% ao ano, às 15h06, contra queda de 1,14%, à taxa de 5,22%, antes das 15 horas.
A melhora na taxa do papel americano de 10 anos beneficiou levemente os juros futuros no Brasil: o contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2010, o mais negociado hoje, projetava taxa de 10,52% após o Livre Bege, contra taxa de 10,53% antes.
No mercado de câmbio, o dólar comercial inverteu o sinal e passou a operar em queda de 0,05%, a R$ 1,945. Antes da divulgação do documento do Fed, a moeda norte-americana registrava alta de 0,05% em relação ao real, cotada a R$ 1,947.
O Livro Bege afirmou que a economia norte-americana está crescendo em ritmo moderado e que as pressões inflacionárias, em geral, não estão crescendo, o que diminui as chances de que o BC americano eleve a taxa básica de juros do país este ano. Uma elevação do juro prejudicaria as bolsas de valores.